

        E-book digitalizado por: Levita
        Com exclusividade para:

       http://ebooksgospel.blogspot.com/

Agradecimentos a: Eduardo HAS
por nos enviar a complementao do mesmo



A QUARTA
DIMENSO






Um guia para o viver vitorioso







Paul Yonggi Cho









Traduo de
Joo Barbosa Batista








ISBN0-8297-1281-X


Categoria: Inspirativo


Traduzido do original em ingls:
The Fourtk Dimension
Copyright (c) 1979 by Paul Yonggi Cho
Copyright (c) 1980 by Editora Vida


 l.a impresso 1981
 2.a impresso 1982
 3.a impresso 1983
 4.a impresso 1983
 5.a impresso 1984
 6.a impresso 1984
 7.a impresso 1985
 8.a impresso 1985
 9.a impresso 1985
10.a impresso 1986
1 l.a impresso 1986
12.a impresso 1986
13.a impresso 1986
14.a impresso 1987
15.a impresso 1987
16.a impresso 1988
17.a impresso 1989


Todos os direitos reservados na lngua portuguesa por
Editora Vida, Miami. Florida 33167 - E.U.A.

Capa: Ray Smenner


















DEDICATRIA

Este livro  dedicado a todos os que
.. procuram ...
     ... esquadrinham ...
         ... e lutam ...
buscando encontrar um caminho de f consistente pelo qual andar.























NDICE

Apresentao  .....................................................................    06

Prefcio   .............................................................................    07

Introduo ...........................................................................    08

1.  Incubao: uma lei da f   ...............................................    11

2. A quarta dimenso  .........................................................    22

3. O poder criador da palavra falada ..................................    34

4.  Rhema ............................................................................    42

5. A escola de Andr ...........................................................    53

6. O endereo de Deus .........................................................    68




























     APRESENTAO

       Vi o Dr. Paul Yonggi Cho pela primeira vez em 1958, pouco depois de ele comear sua obra pioneira entre os pobres do nordeste de Seul, Coria. Desde ento
tem o Dr. Cho demonstrado ser uma pessoa sobre quem repousa a poderosa mo do Altssimo; um homem de f e viso, um dos mais preciosos servos de Deus, e pastor da
maior igreja evanglica do mundo.
       A igreja do pastor Cho, a Igreja do Evangelho Pleno de Yoido, triplicou o nmero de seus membros nos ltimos trs anos e presentemente conta com mais de 55.000
membros ativos. O ministrio mundial desta igreja  conhecido como Crescimento da Igreja Internacional, ministrio que foi estabelecido com o propsito de organizar
seminrios para treinar pastores e lderes de igrejas, por todo o mundo, nos princpios bblicos e prticos que regem o crescimento das igrejas. Deus revelou esses
princpios, no somente para a igreja do pastor Cho, mas tambm para muitas outras igrejas ao redor do mundo.
       Os captulos deste livro foram preparados tendo como base conferncias especiais que o Dr. Cho pronunciou no Southcastern College. O Dr. Cho, com sua viso
caracterstica, viu seus ouvintes no como meros estudantes de uma faculdade evanglica, mas como os lderes das igrejas do amanh. E com esta solene responsabilidade
falou abertamente acerca de suas mais profundas experincias pessoais.
       Este livro proporciona verdades vitais, no s para o pastor e lder da igreja, mas tambm para cada homem, mulher, membros ativos do corpo de Cristo. E um
guia espiritual para todos os cristos que anseiam ter xito na vida crist. Escrito no estilo inimitvel e louo oriental do Dr. Cho, recomendo calorosamente este
livro ao leitor.

       John W. Houston Vice-Presidente
        Church Growth International

       Fevereiro de 1978.




















     PREFCIO

       -me grande honra escrever o prefcio deste excitante livro de autoria do meu irmo em Cristo, Paul Yonggi Cho. Sou-lhe pessoalmente grato pela fora espiritual
e pelas introspeces que recebi de Deus mediante este grande pastor cristo.
       Eu estava pregando em sua enorme igreja em Seul. na Coria, quando recebi um telefonema dizendo que nossa filha fora tragicamente ferida em um horrvel acidente
automobilstico no estado de Iowa. Nosso querido amigo, Paul Yonggi Cho, acompanhou-nos ao aeroporto com suas oraes e seu apoio. Horas depois de chegar a casa
e ver pela frente a perspectiva de horas negras ao lado do leito de dor de minha filha, cuja perna esquerda havia sido amputada e cuja vida por pouco escapara da
morte, encontrei-me lendo pgina aps pgina do manuscrito ainda no publicado deste livro que agora, com entusiasmo, tenho a honra de apresentar. Descobri a realidade
dessa dimenso dinmica da orao que vem mediante o visualizar a experincia de cura. Linha aps linha do manuscrito original foi sublinhada por este pastor, cansado
da viagem; este pai que sofria. S posso esperar e orar para que muitos cristos - e no--cristos tambm! - leiam este livro e dele tirem as espantosas verdades
espirituais contidas em suas pginas.
       No tente compreend-lo. Simplesmente comece a desfrut-lo!  verdadeiro. Funciona. Testei-o.
       Obrigado, Paul Yonggi Cho, por permitir que o Esprito Santo desse esta mensagem a ns e ao mundo.
       Deus o ama e eu tambm!

       Robert H. Schuller

























     INTRODUO

       No caos que se seguiu ao conflito da Coria, encontrei-me entre os que lutavam pela sobrevivncia. Pobre, mas persistente, trabalhava em vrios empregos no
decurso de um dia.
       Certa tarde, estava dando uma aula particular. Subitamente senti alguma coisa emanando-me do peito. Senti a boca cheia. Pensei que ia sufocar-me.
       Abri a boca e o sangue comeou a escorrer. Tentei estancar a hemorragia, mas o sangue continuava a sair-me pelo nariz e boca. Logo meu estmago e peito encheram-se
de sangue. Severamente fraco, desmaiei.
       Ao voltar a mim, tudo parecia rodar. Trmulo, mal consegui chegar a casa.
       Eu tinha dezenove anos de idade e estava morrendo.
       Assustados, meus pais imediatamente venderam parte de suas posses a fim de levar-me a um bom hospital para tratamento. Os mdicos fizeram exames cuidadosos;
o diagnstico: tuberculose incurvel.
       Ao ouvir esse julgamento, compreendi o quanto desejava viver. Minhas aspiraes do futuro iam-se acabar antes de eu ter tido a chance de comear a viver.
       Desesperado, voltei-me para o mdico que dera o diagnstico sombrio.
       - Doutor - implorei - no h nada que o senhor possa fazer por mim?
       Sua resposta muitas vezes ressoaria em minha mente.
       -   No. Este tipo de tuberculose  muito raro Espalha-se to rapidamente que no ha jeito de cont-la. Voc tem trs, no mximo quatro meses de vida. V
para casa, jovem. Coma tudo o que desejar e diga adeus a seus amigos.
       Desolado, deixei o hospital. Passei por centenas de refugiados na rua e senti-me ligado a eles. Sentia-me totalmente s. Eu era um dos que no tinham esperana.
       Voltei para casa num estado mental de total confuso. Pronto para morrer, pendurei um calendrio de trs meses na parede. Por ter sido criado no budismo,
orava diariamente para que Buda me ajudasse. Nenhuma esperana me vinha e a cada dia que passava eu ficava pior.
       Percebendo que meu tempo de vida se encurtava, desisti da f em Buda. Foi ento que comecei a clamar ao Deus desconhecido. Pouco sabia eu do grande impacto
que sua resposta teria sobre minha vida.

           

       Alguns dias mais tarde, uma colegial veio visitar-me e comeou a falar a respeito de Jesus Cristo. Contou--me do nascimento virginal de Jesus, sua morte na
cruz, sua ressurreio e a salvao mediante a graa. Essas histrias pareciam no fazer sentido para mim. Eu no aceitava as histrias dela nem prestava muita ateno
a essa jovem ignorante. Sua partida deixou--me com uma nica emoo: alvio.
       Mas no dia seguinte ela voltou. Voltou vrias vezes, e toda vez perturbava-me com as histrias a respeito do
       Deus-homem, Jesus. Depois de mais de uma semana destas visitas, fiquei grandemente agitado e repreendi-a asperamente.
       Ela no saiu correndo envergonhada nem retaliou com raiva. Simplesmente ajoelhou-se e comeou a orar por mim. Grandes gotas de lgrimas escorreram-lhe pelas
faces, refletindo uma compaixo estranha s minhas filosofias e rituais budistas bem organizados e estreis.
       Ao ver suas lgrimas, meu corao foi profundamente tocado. Vi algo diferente nesta garota. Ela no recitava histrias religiosas para mim; ela vivia sua
f. Por intermdio de seu amor e lgrimas pude sentir a presena de Deus.
       - Jovem -, implorei - por favor, no chore. Sinto muito. Agora conheo o seu amor cristo. J que estou morrendo tornar-me-ei cristo para voc.
       Sua reao foi instantnea. Seu rosto iluminou-se e ela louvou a Deus. Apertando-me as mos, deu-me sua Bblia.
       -  Examine a Bblia - instruiu ela. - Se a ler fielmente encontrar as palavras de vida.
       Essa era a primeira vez em minha vida que tinha em mos uma Bblia. Lutando com esforo para respirar, abri no livro do Gnesis.
       Ela sorriu, abrindo a Bblia no evangelho de Mateus:
       -  O senhor est to doente que se comear em Gnesis, acho que no durar o tempo suficiente para terminar o Apocalipse. Se comear com o evangelho de Mateus,
acho que ter tempo de terminar.
       Esperava encontrar profundos ensinamentos morais e filosficos, mas o que eu li chocou-me. "Abrao gerou a Isaque; Isaque, a Jac; Jac, a Jud e a seus irmos."
       Senti-me ridculo. Fechei a Bblia, dizendo:
       -  Senhorita, no vou ler esta Bblia. Isto  uma
       histria de um homem gerando outro. Preferiria ler uma lista telefnica.
       - O senhor no reconhece esses nomes agora - respondeu ela. - Mas  medida que continuar a leitura, esses nomes tero significao especial para o senhor.
       Encorajado, comecei a ler a Bblia de novo.

           

       Ao ler no encontrei filosofias nem teorias sistematizadas nem cincia mdica nem quaisquer rituais religiosos. Mas encontrei um tema marcante: a Bblia constantemente
falava a respeito de Jesus Cristo, o Filho de Deus.
       A iminncia de minha morte tinha-me levado  compreenso de que eu precisava de algo maior do que a religio, mais profundo do que a filosofia e mais alto
do que a simpatia pelas tribulaes da existncia humana. Precisava de algum que partilhasse minhas lutas e meus sofrimentos; algum que pudesse dar--me a vitria.
       Mediante a leitura da Bblia descobri que esse algum era o Senhor Jesus Cristo:
       Essa Pessoa chamada Jesus Cristo no apresentava uma religio, um cdigo de tica, nem uma srie de rituais. De um modo profundamente prtico, Jesus trazia
a salvao  humanidade. Odiando o pecado, Cristo amava o pecador, aceitando a todos os que a ele se chegavam. Profundamente cnscio de meus pecados, sabia que precisava
de seu perdo.
       Cristo curou os doentes. Os enfermos vinham a ele, e ele curava a todos os que tocava. Isto trouxe f a meu corao. Fiquei esperanoso de que ele pudesse
me curar tambm.
       Cristo deu paz aos perturbados. Ele insistia: "Tenham f em Deus! No se perturbem! No h motivo para temor!" Cristo odiava o temor, mostrando que o homem
nasceu a fim de viver pela f. Cristo infundiu confiana, f e paz aos que foram a ele pedindo ajuda. Essa tremenda mensagem emocionou-me o corao.
       Cristo ressuscitou os mortos. Nunca encontrei um incidente na Bblia em que Cristo tivesse dirigido um culto fnebre. Ele trazia os mortos de volta  vida,
transformando os funerais em magnficas ressurreies.
       E o que mais sobressaa em minha mente era a misericrdia de Cristo para com os possessos do demnio. Durante a guerra da Coria muitas pessoas perderam as
famlias e os negcios. Sofrendo de esgotamentos nervosos, muitos tornaram-se completamente possessos pelo diabo. Destitudos de abrigo, andavam sem rumo pelas ruas.
       Cristo estava pronto at mesmo para enfrentar esse desafio. Ele expulsou os demnios e restaurou os possessos  vida normal. O amor de Cristo era poderoso,
tocava a vida e as necessidades de todos que vinham a ele.
       Convencido de que Cristo Jesus estava vivo, e movido pela vitalidade de seu ministrio, ajoelhei-me. Pedi que Cristo entrasse em meu corao e me salvasse,
me curasse e me livrasse da morte.
       Instantaneamente a alegria da salvao e a paz do perdo de Cristo me envolveram. Sabia que estava salvo. Cheio do Esprito Santo, levantei-me e gritei:
       "Glria seja dada ao Senhor!"
       Dessa hora em diante li a Bblia como a pessoa que est morrendo de fome digere seu alimento. A Bblia provia fundamento para toda a f de que eu necessitava.
A despeito do prognstico e dos antigos sentimentos de temor, logo fiquei sabendo que ia viver. Em vez de morrer em trs meses, levantei-me do leito da morte em
seis.
       Desde esse dia tenho pregado o evangelho dinmico de Jesus Cristo. A garota, cujo nome jamais vim a saber, ensinou-me o nome mais precioso que jamais conhecerei.
       Atravs dos anos Deus tem-me ajudado a compreender vrios princpios importantes de f. Esses so os princpios que partilho com voc nos captulos que se
seguem, para que voc possa entrar numa dimenso mais profunda e numa vida mais abundante.
       Cristo jamais muda. Ele  o mesmo ontem, hoje e para sempre.
       Cristo deseja carregar seus fardos. Jesus pode perdoar-lhe e cur-lo. Ele pode expulsar Satans e dar-lhe confiana, f e paz.
       Cristo deseja dar-lhe a vida eterna a fazer parte do seu viver dirio. Ao passo que os ladres vm para matar e destruir, Jesus Cristo vem para dar vida,
completa e livre.
       Mediante a presena do Esprito Santo, Jesus est com voc neste instante. Cristo deseja cur-lo e libert-lo da morte. Ele  o seu Senhor redivivo. Coloque
sua f em Jesus Cristo e espere um milagre hoje.




















      Captulo 1

     INCUBAO: UMA LEI DA F

       Deus jamais produzir nenhuma de suas grandes obras a menos que a realize por meio de sua f, da f que deu a voc. Supe-se que voc tenha f porque a Bblia
diz que Deus deu a todos ns uma medida de f. Voc deve ter um pouco de f, quer o sinta quer no. Voc pode tentar sentir a f, mas quando voc necessita de f,
ela se faz presente. Est presente para seu uso, como o possuir dois braos; quando deles necessita  s mov-los e us-los. No  necessrio sentir que meus braos
estejam pregados aos meus ombros para saber, que os possuo.
       H, contudo, certos modos pelos quais sua f opera e o liga ao Pai celestial que habita em voc. A Bblia diz que a f  a substncia das coisas que esperamos,
substncia que possui uma primeira etapa de desenvolvimento - de incubao - antes que seu uso possa ser completo e eficaz. Agora voc poder perguntar: "Quais so
os elementos necessrios para tornar minha f usvel?" H quatro passos bsicos no processo da incubao.

           

       Primeiro, a fim de usar sua f  preciso que voc tenha a viso de um objetivo claro. A f  a substncia das coisas - coisas ntidas - que se esperam. Se
tiver uma idia vaga de sua meta, ento estar fora de contato com Aquele que pode responder  sua orao.  preciso que voc tenha uma meta clara e definida. Aprendi
esta lio de uma maneira muito especial.
       Tinha estado no ministrio pastoral durante alguns meses e era to pobre que no possua bens materiais nenhuns. Era solteiro e vivia num quarto pequeno.
No tinha escrivaninha nem cadeira nem cama. Comia no cho, dormia no cho e estudava no cho. Tinha de andar quilmetros e quilmetros todos os dias para poder
desempenhar meu ministrio de ganhar almas.
       Mas um dia, enquanto lia a Bblia, fiquei tremendamente impressionado pelas promessas de Deus. A Bblia dizia que se to-somente eu colocasse minha f em
Jesus e orasse em seu nome, eu receberia tudo que pedisse. A Bblia tambm me ensinava que eu era filho de Deus, filho do Rei dos reis, e Senhor dos senhores!
       De modo que ento orei, dizendo:
       "Pai, por que deve um filho do Rei dos reis e Senhor dos senhores viver sem escrivaninha, sem cadeira, sem cama e andar quilmetros todos os dias? Pelo menos
eu poderia ter um escritrio humilde, uma cadeira em que sentar, e uma humilde bicicleta a fim de sair a fazer visitas."
       Achava que segundo as Escrituras eu podia pedir estas coisas ao Senhor. Ajoelhei-me e orei:
       "Pai, agora estou orando. Por favor, envia-me uma escrivaninha, uma cadeira e uma bicicleta."
       Pus toda a minha f no pedido e dei graas a Deus.
       A partir desse momento comecei a esperar a entrega dessas coisas. Passou um ms e no recebi resposta alguma. Passaram dois, trs, quatro, cinco, seis meses
e ainda continuava a esperar; e nada acontecia. Certo dia chuvoso eu estava realmente deprimido. No tinha comido nada, estava com muita fome, cansado, deprimido
e comecei a reclamar:
       "Senhor, pedi-lhe uma escrivaninha, uma cadeira e uma bicicleta vrios meses atrs, e no me deste nenhuma destas coisas. Tu vs que estou pregando o evangelho
para as pessoas pobres deste bairro pobre. Como posso pedir-lhes que exercitem a f quando eu mesmo no posso pratic-la? Como posso pedir-lhes que coloquem a f
no Senhor e vivam pela Palavra, e no pelo po?
       "Meu Pai, estou to desanimado. No estou muito certo disso, mas sei que realmente no posso negar a Palavra de Deus. A Palavra deve permanecer, e tenho certeza
de que vais responder-me, mas desta vez eu simplesmente no tenho certeza do quando e como. Se vais responder  minha orao depois que eu morrer, de que me aproveitar
isso? E se vais responder  minha orao, faze-o rapidamente, por favor!"
       Ento, sentei-me e comecei a chorar. Subitamente senti uma serenidade, uma tranqilidade invadindo--me a alma. Toda vez que me vem esse tipo de sentimento,
sentimento da presena de Deus, ele sempre fala; de modo que esperei. Ento aquele cicio suave ressoou em minha alma e esprito, dizendo:
       "Meu filho, ouvi sua orao muito tempo atrs."
       Exclamei abruptamente:
       "Ento, onde esto minha escrivaninha, minha cadeira e minha bicicleta?"
       Disse-me o esprito:
       "Sim, esse  o seu problema, o problema de todos os meus outros filhos. Imploram exigindo todo tipo de coisas, mas o fazem com termos to vagos que no posso
responder. Ser que voc no sabe que h dezenas de tipos de escrivaninhas, cadeiras e bicicletas? Mas voc simplesmente pediu-me uma escrivaninha, uma cadeira e
uma bicicleta. No pediu uma escrivaninha especfica, nem uma cadeira nem uma bicicleta especficas."
       Este foi um ponto crtico de minha vida. Nenhum professor do instituto bblico me havia ensinado estas coisas. Eu tinha cometido um erro que resultou num
abrir de olhos para mim.
       Ento disse eu:
       "Senhor, realmente desejas que eu ore em termos especficos?"
       Desta vez o Senhor me levou para Hebreus. captulo 11: "A f  a certeza de coisas", coisas bem especficas, "que se esperam."
       Ajoelhei-me de novo e disse: Pai,  sinto  muito.  Cometi um grande erro e  te compreendi mal. Cancelo todas as minhas oraes passadas. Comearei tudo de
novo."
       Ento dei o tamanho da escrivaninha, que devia ser de mogno das Filipinas. Queria o melhor tipo de cadeira, uma cadeira de escritrio, de ao, com rodinhas
para que pudesse mover-me de um lado para outro, como um manda-chuva.
       Falei-lhe, depois, da bicicleta. Dei muita considerao a esse assunto, porque h tantos tipos de bicicletas: coreanas, japonesas, formoseanas e alems. Mas
naqueles dias as bicicletas coreanas e japonesas geralmente eram muito franzinas e eu queria uma bicicleta forte e macia. E como as bicicletas de fabricao norte-americana
so muito boas, orei dizendo:
       "Pai, desejo uma bicicleta fabricada nos Estados Unidos, com algumas marchas para que eu possa regular a velocidade."
       Encomendei estas coisas em termos to especficos que Deus no poderia cometer erro algum em entreg-las. Ento realmente senti a f fluir do corao e regozijei-me
no Senhor. Nessa noite dormi como uma criana.
       Mas ao despertar, s 4:30 da manh seguinte, a fim de preparar-me para a reunio de orao matinal, repentinamente descobri que meu corao estava vazio.
Na noite anterior eu tinha toda a f que h no mundo, mas enquanto dormia a f bateu asas e me deixou, No sentia nada no corao. Disse:
       Pai, isto  terrvel. Uma coisa  ter f, mas  totalmente diferente conservar essa f at receber a resposta."
       Este  um problema comum a todos os cristos. Podem escutar por algum tempo a um pregador excelente e ter toda a f que h no mundo enquanto o ouvem. Mas
antes que cheguem a casa j perderam tudo. Sua f bate asas e voa.
       Nessa manh, lendo a Bblia  procura de uma passagem especial para pregar, repentinamente meus olhos caram em Romanos 4:17; "Deus que vivifica os mortos
e chama  existncia as coisas que no existem." Meu corao pegou-se a esta passagem, e ela comeou a queimar-me as entranhas. Disse a mim mesmo: "Acho que podia
simplesmente chamai-  existncia aquelas coisas que no existem como se existissem, como se j as possusse." Eu tinha recebido a resposta ao problema de como conservar
minha f.
       Corri para a tenda que nos servia de igreja, onde as pessoas j haviam comeado a orar, e depois de cantarmos alguns hinos comecei a pregar. Expus-lhes essa
passagem bblica e disse:
       - Irmos, pela bno de Deus j tenho uma escrivaninha de mogno das Filipinas, uma linda cadeira de ao com rodinhas, e uma bicicleta com marchas de fabricao
norte-americana. Louvado seja o Senhor! J recebi todas estas coisas!
       As pessoas ficaram a olhar-me de boca aberta, pois sabiam que eu era totalmente pobre e gabava-me destas coisas, e no podiam acreditar no que ouviam.
       Pela f, realmente louvava a Deus, fazendo justamente o que a Palavra de Deus ordena.
       Depois do culto, enquanto saa, trs rapazes seguiram-me e disseram:
       - Pastor, queremos ver suas coisas.
       Fiquei aterrado porque no tinha contado com a possibilidade de ter de mostrar minhas coisas. Todos os membros da igreja moravam em um dos bairros mais pobres
e se percebessem que seu pastor lhes havia mentido, meu ministrio ali estaria terminado. E os jovens no estavam dispostos a voltar atrs. Achava-me em uma terrvel
situao, e comecei a orar:
       "Senhor, desde o princpio essa no foi idia minha. Foi tua idia que eu lhes dissesse isso. Simplesmente te obedeci, e agora estou em apuros. Falei-lhes
como se fosse dono das trs coisas. Que explicao posso dar-lhes agora? Tu precisas ajudar-me, como sempre tens feito."
       Ento o Senhor veio em meu auxlio, e uma idia comeou a flutuar em meu corao. De modo que lhes disse resolutamente:
       - Venham a meu quarto e as vero.
       Todos foram e comearam a olhar ao redor procurando a bicicleta, a escrivaninha e a cadeira. Disse eu:
       -  No procurem essas coisas. Eu lhas mostrarei mais tarde.
       Apontei o dedo para o Sr. Park, que agora  pastor de umas das maiores igrejas das Assemblias de Deus na Coria, e disse:
       -   Far-lhe-ei algumas perguntas. Se voc puder responder s minhas perguntas, mostrar-lhe-ei todas essas coisas. Por quanto tempo voc esteve no ventre de
sua me antes de vir ao mundo?
       Ele cocou a cabea e disse:
       -  Bem, nove meses. Respondi ento:
       - O que fez voc durante nove meses no ventre de sua me?
       - Cresci.
       - Mas - prossegui -, ningum o via.
       - Ningum podia ver-me porque eu estava dentro de minha me.
       Ento eu disse:
       - Ainda no ventre de sua me voc era o mesmo beb que nasceu para o mundo. Voc respondeu corretamente. A noite passada ajoelhei-me aqui e orei ao Senhor
pedindo a escrivaninha, a cadeira e a bicicleta e pelo poder do Esprito Santo concebi essas coisas.  como se estivessem dentro de mim, crescendo neste momento.
E so tanto escrivaninha, cadeira e bicicleta como quando forem vistas pelas pessoas na poca de sua entrega.
       Eles comearam a rir a mais no poder. Disseram:
       -  Esta  a primeira vez que j vimos um homem grvido de uma bicicleta, uma escrivaninha e uma cadeira - e saindo do meu quarto comearam a espalhar por
toda a cidade o rumor de que o ministro estava grvido de uma bicicleta, uma cadeira e uma escrivaninha. Mal podia andar pela cidade; as mulheres se juntavam olhando
para mim e davam risadinhas. E alguns jovens travessos de minha igreja chegavam a mim no domingo, tocavam-me o estmago e diziam:
       - Pastor, quantos meses faltam?
       Mas naqueles dias todos eu sabia que tinha tais coisas crescendo dentro de mim. Leva tempo, assim como a me leva tempo para dar  luz o filho. Sem dvida
alguma, as coisas que voc pediu hoje levaro algum tempo antes que cheguem, mas voc j est grvido delas, e no devido tempo as ter.
       Mantive-me louvando ao Senhor constantemente e no tempo devido as trs coisas chegaram. E chegaram exatamente como encomendadas: a escrivaninha era de mogno
das Filipinas, a cadeira era japonesa, fabricada pela companhia Mitsubishi, e tinha rodinhas para que eu pudesse mover-me e a bicicleta, de segunda mo, era norte-americana
e tinha vrias marchas, tinha sido de um filho de um casal de missionrios norte-americanos.
       Trouxe para casa essas trs coisas pelas quais tinha esperado tanto tempo, e isso mudou por completo minha maneira de orar.
       At ento tinha orado em termos vagos; mas desse dia em diante jamais orei em termos vagos. Se Deus respondesse s suas oraes vagas, voc jamais reconheceria
seu pedido como sendo resposta de Deus. Voc deve pedir definida e especificamente.
       O Senhor no se agrada de oraes vagas. Quando o cego Bartimeu, filho de Timeu, veio correndo em ps de Jesus Cristo, clamou: Filho de Davi, tem compaixo
de mim." Embora todo mundo soubesse que ele estava pedindo a cura de sua cegueira, Cristo perguntou: "Que queres que te faa?" Cristo deseja pedidos especficos.
Disse Bartimeu: "Senhor, desejo ver." Jesus respondeu: "Seja feito segundo a tua f." os olhos de Bartimeu foram abertos.
       Mas at que ele pedisse especificamente a cura de sua cegueira, Cristo no pronunciou a cura. Ao trazer sua petio ao Senhor, venha com um pedido especfico,
com um objetivo definido, com uma meta clara.
       Certa vez eu visitava um igreja, e depois da pregao a esposa do pastor pediu-me que fosse ao escritrio. O pastor perguntou:
       - Cho, voc poderia orar por esta senhora?
       -  De que necessita ela - perguntei.
       - Bem, ela deseja casar-se e ainda no encontrou marido.
       -  Pea-lhe que entre.
       De modo que uma solteirona de mais de trinta anos entrou. Perguntei-lhe:
       - Irm, por quanto tempo tem orado pedindo um marido?
       - Por mais de dez anos - respondeu ela.
       - Por que Deus no respondeu  sua orao nestes dez anos? - perguntei. - Que tipo de marido voc tem solicitado?
       -  Bem, isso fica com Deus. Ele sabe de tudo - respondeu ela, sacudindo os ombros.
       -   esse o seu erro. Deus jamais opera por si mesmo, mas somente por nosso intermdio. Deus  a fonte eterna, mas ele somente opera por meio de nossos pedidos.
Voc realmente deseja que eu ore por voc?
       - Sim.
       - Muito bem; traga-me papel e lpis e sente-se  minha frente.
       Ela sentou-se e eu disse:
       - Se voc escrever as respostas s minhas perguntas orarei por voc. Pergunta nmero um: Voc realmente deseja um marido, mas que tipo de marido quer: branco,
asitico ou preto?
       - Branco.
       -  Muito bem. Escreva isso. Nmero dois: Voc deseja que seu marido tenha l,80m de altura ou pode ele ser mais baixo?
       - Oh, desejo um marido alto.
       -  Escreva isso. Nmero trs: Voc deseja que seu marido seja esbelto e de boa aparncia ou simplesmente agradvel e gordo?
       - Quero que seja magro.
       -  Escreva: magro. Nmero quatro: Que tipo de passatempo deseja que seu marido tenha?
       - Bem, gostaria que fosse musical.
       - Muito bem. Escreva: musical. Nmero cinco: Que
       tipo de emprego voc quer que seu marido possua?
       - Professor.
       - Muito bem. Escreva: professor.
       Fiz-lhe mais ou menos dez perguntas e ento disse:
       - Por favor, leia a sua lista em voz alta.
       Ela leu todos os pontos, de 1 a 10, em voz alta. Ento eu disse:
       - Feche os olhos. Voc pode ver seu marido agora?
       - Sim, posso v-lo claramente.
       - Muito bem. Encomendemo-lo agora. Enquanto no vir seu marido claramente com os olhos da imaginao voc no pode fazer o pedido, porque Deus jamais responderia.
 preciso que voc o veja claramente antes de comeai" a orar. Deus nunca responde a oraes vagas.
       Ela ajoelhou-se e impus as mos sobre ela.
       " Deus, agora ela conhece o marido que deseja. Vejo seu marido. Tu conheces o marido dela. Pedimo-lo em nome de Jesus Cristo." Continuei, dirigindo-me a
ela:
       - Irm, leve este pedao de papel para casa e cole--o no espelho. Todas as noites, antes de ir para a cama, leia estes dez pontos em voz alta, e todas as
manhs, ao se levantai1, leia em voz alta estes dez pontos, e louve a Deus pela resposta.
       Passou-se um ano. E aconteceu de eu estar passando por essa cidade novamente quando a esposa do ministro me telefonou. Disse ela:
       -   Pastor, ser que o senhor pode vir almoar conosco?
       -  claro que posso -. Fui almoar com eles. Assim que cheguei ao restaurante ela disse:
       - Ela se casou! Ela se casou!
       - Quem  que se casou?
       -  Lembra-se daquela moa por quem o senhor orou? Aquela a quem o senhor pediu que escrevesse os dez pontos? Ela se casou!
       __. Sim, agora me lembro. O que aconteceu?
       __  Naquele  vero  um   professor  de   msica  de ginsio veio  igreja com um quarteto a fim de realizar um reavivamento de uma semana. Ele era solteiro
e todas as moas estavam doidas por ele; queriam sair com ele, mas esse camarada no lhes dava a menor ateno. Entretanto, ficou fascinado por aquela solteirona.
Estava sempre com ela e antes de ir embora, pediu-a em casamento. Ela, sem muita relutncia, deu-lhe o seu consentimento. Casaram-se naquela igreja, para a alegria
de todos, e no dia de seu casamento a me dela pegou aquele pedao de papel, leu os dez pontos para a congregao, rasgando-o em seguida.
       Parece histria, mas realmente  assim que funciona. Desejo lembrar-lhe uma coisa: Deus est dentro de voc. Deus nunca opera nada que se refira  sua vida
independentemente de voc. Deus s operar mediante seu pensai*, sua f; de modo que sempre que desejar receber respostas do Senhor, apresente objetivos claros.
       No diga:
       " Deus, abenoa-me, abenoa-me!"
       Voc sabe quantas bnos a Bblia contm? Mais de 8.000 promessas. Se voc disser:
       "O Deus, abenoa-me" - ento Deus pode perguntar-lhe: "Que tipo de bno voc deseja dentre as 8.000 promessas?"
       Portanto, seja bem definido. Pegue um caderno, anote, veja sua meta claramente.
       Sempre pedi que Deus concedesse um reavivamento  minha igreja segundo um nmero definido. Em 1960 comecei a orar:
       "Deus, d-me 1.000 membros todos os anos."
       E at 1969 mil membros foram acrescentados  igreja todos os anos.
       Mas em 1969 mudei meu corao. Pensei: "Se Deus pode dar 1.000 membros por ano, por que no pedir que me d 1.000 por ms? De modo que desde 1970 comecei
a orar:
       "Pai, d-me 1.000 membros por ms."
       A princpio Deus me deu 600, depois comeou a dar-me mais de 1.000 por ms. No ano passado recebemos mais de 12.000 membros em nossa igreja. Neste ano elevei
meu alvo, e agora esperamos ter 15.000 novos membros; no ano que vem posso facilmente pedir 20.000. Se voc tem um pedido definido, e realmente o v, ento pode
consegui-lo.
       Na poca em que estava construindo o templo da igreja, que tem capacidade para 10.000 pessoas, mesmo antes de os construtores derramarem o concreto, vi-o
claramente em minha imaginao. Andei centenas de vezes pelo edifcio, e senti a presena magnfica do Esprito Santo ali. Senti a magnitude daquela igreja, e minha
alma se emocionou. Voc deve ver to viva e graficamente que possa em realidade senti-lo em suas emoes. Se voc no exercitar esta lei da f, jamais poder conseguir
uma resposta a tudo que pedir.
       Agora, em minhas oraes, sempre tento ver com clareza. Desejo ver meu objetivo to vivamente que sinta na alma a emoo dele. S ento, esta primeira condio
 cumprida.
       Em segundo lugar, se voc tem uma imagem vivida, deve tambm possuir um desejo ardente de alcanar esses objetivos. Muita gente ora casualmente: "Deus, responda
 minha orao", e antes de sair da igreja j se esqueceu das coisas pelas quais oraram. Esse tipo de atitude jamais trar a f nem a resposta de Deus.  preciso
que voc tenha um desejo ardente.
       Provrbios 10:24 diz: "O anelo dos justos Deus o cumpre.'' Salmo 37:4 diz: "Agrada-te do SENHOR, e ele satisfar aos desejos do teu corao." Voc deve ter
um anelo ardente por um alvo e deve continuar vendo esse alvo cumprido.
       Quando comecei meu ministrio em 1958 tinha um desejo ardente em minha alma, uma meta ardente de construir a maior igreja da Coria. Esse desejo queimava
dentro de mim tanto que eu vivia com ele, dormia com ele e andava com ele. Agora, depois de vinte anos, ouo dizer que minha igreja  a maior do mundo.
        preciso que a pessoa tenha esse anelo ardente no corao. Se no o tiver, ento espere e pea que Deus lho conceda. Deus no gosta das pessoas tbias, pois
ele se especializa somente nos bem quentes; se voc tiver o desejo ardente, ento ter resultados.

           

       Em terceiro lugar, voc deve ter a substncia ou a segurana. No grego, substncia  hypostasis. Na linguagem comum a palavra pode significar "ttulo ou papel
legal". Quando a pessoa tem uma meta bem definida, e um desejo ardente no corao, desejo que chega ao ponto de ebulio, ento pode pr-se de joelhos e orar at
conseguir a substncia ou segurana.
       Um dia em que pregava no Hava, uma japonesa veio e me perguntou quanto tempo devia ela orar a fim de adquirir a substncia. Disse-lhe que s vezes so necessrios
somente alguns minutos, e se ela conseguisse a substncia ou segurana nesse instante, no precisava orar mais.
       - Mas -, disse-lhe - s vezes pode levar dois minutos, duas horas, duas semanas, dois meses ou dois anos; todavia, qualquer que seja o tempo que leve, a pessoa
deve orar at que consiga a substncia.
       Os ocidentais vivem s voltas com o problema de viver dentro de um horrio. Tudo  correria. Logo, no tm tempo para passar com a famlia, para visitar os
amigos e at mesmo para ficar quietos perante o Senhor. Tudo tem de ser instantneo: o desjejum instantneo, comida pr-cozida, alimentos enlatados, caf solvel
instantneo. Tudo tem de estar pronto em menos de cinco minutos. De modo que quando vo  igreja oram dizendo: " Deus, responde-me. No tenho muito tempo - cinco
minutos. E se no responderes rapidamente, esquece-te." No esto esperando no Senhor.
       Os norte-americanos converteram as igrejas em lugares de entretenimento. Na Coria acabamos com todo o entretenimento nas igrejas. Fazemos alguns avisos bem
curtos e damos toda a preeminncia  Palavra de Deus. Depois da pregao da Palavra, geralmente temos dois ou trs nmeros especiais e ento conclumos. A Palavra
de Deus sempre ocupa o lugar de preeminncia.
       Certa vez fui convidado para pregar num culto vespertino em uma igreja no estado de Alabama, nos Estados Unidos. O culto comeou s 7 horas da noite, e com
anncios, cnticos e nmeros especiais foram gastas mais ou menos duas horas. Eu j estava quase dormindo na plataforma. As pessoas tambm j estavam comeando a
ficar cansadas. O pastor veio a mim e disse:
       - Pregue somente dez minutos esta noite, porque temos um magnfico programa de televiso e gostaramos que voc pregasse somente dez minutos. Eu tinha vindo
da Coria, convidado por eles, para falar--lhes somente dez minutos!
       Numa igreja como essa no se pode esperar a plena bno de Deus. Tal igreja necessita de esperar muito tempo perante o Senhor, o que tambm  vlido para
uma pregao slida da Palavra de Deus. Isto  o que edifica a f. A pessoa deve esperar na presena do Senhor at conseguir a segurana.
       Quando necessitava de cinco milhes de dlares para terminar a construo da igreja, tive uma viso muito clara, uma meta bem visvel e um desejo mui ardente
de ter pronta essa igreja com lugares para dez mil pessoas. Mas meu corao estava cheio de medo. Estava trmulo, assustado e no tinha nenhuma segurana. Esses
cinco milhes pareciam uma montanha e eu era como um coelho assustado. Para os ricos estrangeiros, cinco milhes de dlares no significam muito, mas para os coreanos
pobres, era uma soma gigantesca. Comecei a orar como uma pessoa que est morrendo. Disse;
       "Senhor, j comeamos a construo. Ainda no temos nenhuma segurana. E no sei onde conseguir esse dinheiro."
       Comecei a preocupar-me. Passou um ms, e ainda no tinha paz nem segurana. Passou o segundo ms, e ainda continuava orando at a meia-noite. Podia sair da
cama e ir para um canto chorar, com o corao despedaado. Minha esposa pensava que eu estava ficando doido, mas eu estava era mentalmente cego. Ficava em p, parado,
sem falar nem pensar, somente fazendo girar na cabea os cinco milhes de dlares.
       Certa manh, depois de orar intensamente por trs meses, minha esposa me chamou:
       - Querido, o desjejum est pronto.
       Ao sair do escritrio, e quase no preciso momento em que me sentava  mesa, na sala de jantar, os cus se abriram e uma tremenda bno derramou-se sobre
mim. A substncia e a segurana me foram concedidas  alma. Saltei da cadeira e comecei a gritar:
       - Consegui! Consegui! Consegui!
       Minha esposa saiu correndo da cozinha e quando olhei para seu rosto percebi que ela estava toda plida. Ela estava espantada e, levando-me de lado, disse:
       -  Querido, que aconteceu com voc? Voc est bem? Sente-se.
       - Consegui!
       - Conseguiu o qu?
       - Consegui cinco milhes de dlares - assegurei--lhe com firmeza.
       - Voc est realmente louco. Realmente louco. - disse ela.
       - Mas, querida, tenho estes cinco milhes de dlares dentro de mim. Esto crescendo agora! Oh, dentro de mim esto crescendo!- Subitamente estes cinco milhes
de dlares tinham-se transformado em um pequeno pedregulho na palma de minha mo. Orei com segurana. Minha f os agarrou e nada fiz alm de lanar mo deles. Eram
meus.
       Eu j tinha a substncia. Uma vez que a pessoa tem a substncia - o ttulo legal, quer ela veja essas coisas ou no, elas viro a ser legalmente suas, porque
as coisas que pertencem legalmente  pessoa tm de chegar a ser suas completamente. De modo que orei at conseguir essa segurana.
       Durante a primeira parte deste ano orei e Deus deu--me a segurana de um total de 50.000 membros em minha igreja. Esses membros estavam dentro de mim, crescendo
da mesma maneira que iam crescendo fora de mim. Este  o segredo: orar at que tenha a substncia, a segurana.
       Quarto,  preciso dar mostras da f. A Bblia diz que Deus ressuscita os mortos. Isso significa que Deus realiza milagres, chamando "as coisas que no so
como se j fossem".
       Abro era um velho de cem anos e Sarai uma velha de noventa. Ambos tinham um desejo muito claro: ter um filho. Sentiam um desejo ardente de ver esse filho
e oraram durante 25 anos. Certo dia Deus lhe fez uma promessa e quando eles tiveram a segurana, Deus imediatamente lhes mudou os nomes: "Abro j no ser o teu
nome, e, sim, Abrao; porque por pai de numerosas naes te constitu.... A Sarai, tua mulher, j no lhe chamars Sarai, porm Sara" (Gnesis 17:5, 15). Abrao
protestou um pouco. "Pai, as pessoas se riro de mim. Em casa no temos nem sequer um gatinho, e tu dizes que vais trocar meu nome para pai de numerosas naes,
e vais chamar a Sarai de princesa. O povo todo vai dizer que estou louco!"
       Mas Deus disse:
       "Se desejas trabalhar comigo ters de fazer as coisas como as fao. Eu chamo  existncia coisas que antes no existiam, e se tu no falas claramente como
se j tivesses o que ainda no , no sers de minha categoria."
       De modo que Abro trocou de nome. Chegando-se  esposa, disse:
       -  Esposa minha, meu nome foi mudado. J no sou mais Abro, mas Abrao, pai de numerosas naes. E voc tambm j no se chamar Sarai, porm Sara.
       Nessa mesma noite Abrao caminhava em direo ao vale. Sara, que j tinha aprontado a janta, chamou o marido:
       - Abrao, a janta est pronta.
       Essas palavras ressoaram por todo o povoado. Os aldees pararam de trabalhar e olharam uns para os outros:
       - Escutem s isso, chamam-no de Abrao, o pai de numerosas naes! Pobre Sarai, est to ansiosa por um filho, sendo j velha de 90 anos, que comeou a chamar
o marido de "pai de numerosas naes". Deve ter perdido o juzo. Que pena!
       Ento ouviram uma forte voz de bartono que dizia:
       - Querida Sara, j estou indo.
       - Qu? - tornaram a perguntar os aldees - Sara, a princesa, a me de muitos filhos?! Aconteceu o mesmo a Abrao. Os dois ficaram loucos.
       Mas Abrao e Sara no fizeram caso dos comentrios dos vizinhos. Chamaram um ao outro de "Pai de numerosas naes" e "princesa". E exatamente como chamaram
um ao outro, exatamente como deram testemunho de sua segurana, tiveram um filho muito formoso ao qual chamaram Isaque, que significa "riso".
       Irmos e irms, desejam vocs ver um sorriso nos seus rostos? Desejam ver sorrisos nos de sua casa? Desejam ver sorrisos em seus negcios e em suas igrejas?
Usem a lei da f! Ento podero ver o nascimento de muitos "Isaques" em suas vidas.
       Os milagres no so produzidos por meio de uma luta cega. H leis no reino espiritual e voc tem no corao recursos inesgotveis. Deus mora dentro de voc.
Mas Deus no vai fazer nada por voc a menos que o faa por intermdio de sua prpria vida. Deus quer cooperar com voc para a obteno de grandes coisas. Deus 
o mesmo, porque Jeov nunca muda. Mas enquanto a pessoa no mudar, Deus no pode manifestar-se a ela. Deus usou Moiss, Josu e outros homens de f gigantesca. Mas
ao morrerem Moiss e Josu e no nascerem outros homens como eles, o povo comeou a desviar-se e Deus parou de manifestar seu poder.
       Deus  deseja  manifestar-se  mediante  voc  hoje, assim como ele se manifestou mediante Cristo 2.000 anos atrs. Ele  to poderoso quanto o era antes, e
depende de voc. Afirmo que posso construir uma igreja para dez mil pessoas na Coria, no Japo, na Alemanha, nos Estados Unidos ou em qualquer outra parte, porque
a viso de uma igreja to grande no est no exterior, mas no interior da pessoa.
       O que  engendrado em seu corao e mente est pronto para realizar-se em seu ambiente e circunstncias, vigie seu corao e mente mais do que qualquer outra
coisa. No procure encontrar a resposta de Deus em outra pessoa, porque essa resposta vem a seu esprito, e por meio de seu esprito ela se materializa em suas circunstncias.
       Clame pela palavra de segurana e a proclame, pois sua palavra se espalha e cria. Deus falou e todo o universo se formou. Sua palavra  o material que o Esprito
Santo usa a fim de criar.
       Portanto, ordene, pois isto  muito importante. A igreja hoje perdeu a arte de dar ordens. Ns, os cristos, estamo-nos tornando mendigos perenes, pois mendigamos
constantemente. s margens do mar Vermelho Moiss implorou:
       " Deus, ajuda-nos! Os egpcios esto chegando!" Deus o repreendeu dizendo:
       "Moiss, por que clamas a mim? Ordena e as guas do mar se dividiro."
       H tempo de orar mas tambm h tempo de dar a ordem. Deve orar em seu quarto secreto, mas ao sair para o campo de batalha, voc sair a fim de proferir a
palavra de ordem de criao.
       Quando lemos a vida de Jesus Cristo, vemos que ele sempre estava dando ordens. Orou a noite toda, mas ao sair para a linha de frente mandou que o povo fosse
curado. Mandou que o mar se acalmasse. Ordenou que o diabo sasse das pessoas.
       E seus discpulos fizeram exatamente a mesma coisa: ao mendigo, Pedro ordenou: "No possuo nem prata nem ouro, mas o que tenho, isso te dou: em nome de Jesus
Cristo, o Nazareno, anda!" (Atos 3:6). Ao cadver de uma senhora Pedro ordenou: "Apruma-te direito sobre os ps" (Atos 14:101. Eles deram a palavra criadora.
       A Bblia manda curar os doentes. Diz-nos a Bblia em Tiago: "E a orao de f salvar o enfermo." Deus pede-nos claramente que curemos os doentes; de modo
que em minha igreja curo os enfermos, guiado pelo Esprito Santo. Apresento-me perante os irmos e clamo:
       - Estais curados! Levantai-vos!
       Peo que a sade se manifeste e s dezenas e centenas as pessoas recebem a cura.
       Alguns meses atrs estava dirigindo uma reunio na Austrlia. Certa noite tnhamos reunidas cerca de 1.500 pessoas em um lugar pequeno, e bem  minha frente
estava uma senhora numa cadeira de rodas. Ela estava to deformada que me senti deprimido. Perguntei: "Senhor, por que a colocaste  minha frente? Depois dev-la
no posso exercitar a f. "Assim sendo tentei evitar olhar para ela enquanto pregava. Olhava para outro lado e ento subitamente voltava a olhar para outra direo;
pois a vista desta mulher tinha derramado gua fria em meu corao.
       No final do sermo o Esprito Santo de repente falou-me ao corao, dizendo: "Desce e levanta-a."
       Respondi: "Querido Esprito, realmente queres que eu desa e a levante? Ela est to deformada, e me pergunto se o prprio Jesus a poderia levantar. No posso
faz-lo. Estou apavorado."
       Mas o Esprito Santo disse: "Vai e levanta-a."
       Recusei-me dizendo: "Oh, no, estou com medo."
       Ento comecei a anunciar os tipos de cura que o Esprito Santo me mostrava estarem acontecendo nas outras pessoas mas no nesta mulher. Primeiro foi curada
uma senhora cega. Ela estava to apavorada quando pronunciei sua cura que gritou e caiu desmaiada logo depois de seus olhos se abrirem. Ento as pessoas comearam
a ser curadas por todo o auditrio. Anunciava as curas sem parar, mas o Esprito Santo continuava a dizer-me: "Desce e levanta-a."
       Respondi: "Pai, ela est to deformada e estou apavorado.
       Nos ltimos momentos do culto cedi, e quando o pastor pediu que todos se levantassem para cantar o hino final, desci e falei em sussurro para que os outros
no me ouvissem:
       - Senhora, se desejar, pode levantar-se dessa cadeira.
       Depois levantei-me e sa apressadamente. Quando me voltei todos tinham comeado a gritai- e a bater palmas, pois aquela mulher tinha-se levantado de sua cadeira
de rodas e comeado a andar ao redor da plataforma. Fui tolo, pois se a tivesse levantado no comeo eu poderia ter trazido o cu quele culto; mas eu estava apavorado.
       Muitos perguntam-me se tenho o dom da f, ou o dom da cura. Tenho examinado meu corao e at agora no encontrei dom algum em mim. Creio que isso acontece
porque  o Esprito Santo que possui os dons, todos os nove dons so dele. Ele habita em ns, e em mim. O Esprito Santo manifesta-se por meu intermdio; eu no
possuo os dons, somente o Esprito Santo os possui; simplesmente lhe obedeo e creio nele.
       Que tipo de dom possuo? Vou-lhe dizer qual o nico dom que tenho - o dom da ousadia. Com o dom da intrepidez simplesmente saiamos pela f; ento o Esprito
Santo nos segue. A Bblia no diz que o sinal seguir  frente de ns; mas que o sinal seguir depois de ns.  preciso que a pessoa v em frente para que o sinal
possa seguir-se. Permanea na lei de incubao, e por toda a vida observe sinal aps sinal seguindo seu caminho de f.
       Os recursos esto dentro de voc, e agora voc conhece os elementos necessrios na incubao a fim de tornar sua f usvel. Consiga uma meta e um objetivo
claros. Tenha um desejo que queime ao ponto da ebulio, e ento ore at que tenha a substncia, a segurana. Depois comece a proferir a palavra de ordem pela qual
recebeu a segurana.



































      Captulo 2

     A QUARTA DIMENSO

       Assim como h certos passos que devemos dar para que nossa f seja incubada apropriadamente, h tambm uma verdade centrai concernente ao reino da f que
necessitamos compreender. A lio mais importante que aprendi acerca da natureza do reino da f comeou como resultado de algo que foi, a princpio, uma experincia
desagradvel.
       Nos Estados Unidos, os ministros no possuem esse tipo de problemas, mas no Oriente passei por muitas tributaes ao pregar do poder milagroso de Deus, porque
no budismo os monges tambm fazem milagres fantsticos.
       Recentemente, uma coreana morria de cncer incurvel. Todos os mdicos que a tinham examinado diziam que nada podiam fazer. Ela foi a vrias igrejas e tambm
foi ver um monge budista. Este monge levou-a a uma caverna, onde havia vrios budistas orando e a mulher foi completamente curada. O cncer desapareceu como que
por encanto.
       Muita gente na Coria, que pratica ioga, est curando doentes por meio da meditao da ioga. Quando se vai s reunies dos sokagakkai japoneses, podemos ver
muitos que so curados. Alguns de lceras no estmago. Outros de surdez, mudez, e os cegos recuperam a vista. De modo que os cristos, especialmente ns, os cristos
pentecostais, temos dificuldade em explicar tais coisas. No podemos simplesmente dizer que so manifestaes do diabo. Mas se o diabo pode realizar tais curas,
por que a Igreja de Cristo no pode fazer muito mais?
       Um dia eu estava bastante preocupado. Muitos de nossos irmos cristos no estavam dando a devida importncia aos milagres de Deus. Diziam eles:
       - Como podemos crer em Deus como um ser absolutamente divino? Como podemos chamar Jeov de o nico criador nos lugares celestiais? Podemos ver milagres no
budismo, milagres entre os iogues, milagres entre os sokagakkai. Estamos vendo milagres em todas as religies orientais. Por que vamos aclamar Jeov como o nico
criador do universo?
       Mas eu sabia que nosso Deus  o nico Deus, o nico e verdadeiro Deus, e o criador do universo. De modo que reuni todas as perguntas das pessoas e delas fiz
um profundo motivo de orao perante o Senhor. Orei e jejuei, buscando a face do Senhor e uma resposta. Ento me veio ao corao uma revelao gloriosa, e recebi
uma explicao clara. Desse dia em diante comecei a explicar estas coisas atravs de minhas pregaes em minha igreja na Coria. Agora posso dar respostas satisfatrias
a quaisquer dessas perguntas. E posso dar explicaes claras, to claras como o sol ao meio-dia. Permita-me explicar-lhe.

           

       H, no universo, trs tipos de espritos: o Esprito Santo de Deus, o esprito do diabo e o esprito humano. Quando se estuda geometria, a gente desenha dois
pontos, um aqui e outro ali; traando-se uma linha reta entre esses dois pontos, a ela damos o nome de primeira dimenso.  justamente isso, uma linha de dois pontos,
uma dimenso.
       Mas se prosseguirmos acrescentando linhas aps tinhas, uma ao lado da outra, numa progresso indefinida, temos a segunda dimenso. Temos um plano, ou uma
superfcie. E se amontoamos planos sobre planos numa sucesso indefinida de planos, teremos o que se chama de terceira dimenso; um slido, ou um volume. O mundo
material e a terra toda pertencem ao universo da terceira dimenso.
       A primeira dimenso, a linha, est contida na segunda dimenso, o plano, e portanto  por ela controlada; e a segunda dimenso est includa na terceira,
o cubo, portanto, controlada por ela. Quem, pois, cria contm e controla a terceira dimenso, o mundo cbico? Voc pode encontrar a resposta abrindo a Bblia e lendo
Gnesis 12: "A terra, porm, era sem forma e vazia; havia trevas sobre a face do abismo, e o Esprito de Deus pairava por sobre as guas."
       Mas se examinarmos a lngua original da Bblia, esse versculo quer dizer que o Esprito de Deus estava incubando sobre as guas, chocando-as. Este mundo
catico pertence  terceira dimenso. Mas o Esprito Santo que aqui  representado como incubando sobre a terceira dimenso, pertence  quarta. Do mesmo modo, o
reino espiritual da f pertence  quarta dimenso.
       Uma vez que o mundo espiritual abarca a terceira dimenso e sobre ela paira, por esta incubao da quarta dimenso sobre a terceira, foi criada a terra. Uma
nova ordem surgiu da antiga, e a vida foi tirada da morte, a beleza foi extrada da feira, a limpeza da sujeira e a abundncia surgiu da pobreza. Tudo foi criado
belo e formoso pela incubao da quarta dimenso.
       Ento Deus falou a meu corao: "Filho, assim como a segunda dimenso inclui e controla a primeira, e a terceira inclui e controla a segunda, assim tambm
a quarta dimenso inclui e controla a terceira, produzindo a criao da ordem e da beleza. O esprito  a quarta dimenso. Cada ser humano  um ser espiritual assim
como fsico. Possui a quarta dimenso e tambm a terceira em seus coraes." Deste modo os homens, explorando sua f espiritual na esfera da quarta dimenso, por
meio de vises, imaginaes e sonhos, podem influenciar a terceira dimenso, produzindo nela mudana. Isto foi o que me disse o Esprito Santo.
       Esses iogues e monges budistas podem, portanto, explorar e desenvolver humanamente sua quarta dimenso, sua esfera espiritual. Ao lograr uma viso clara,
formar quadros mentais de boa sade, podem incubai' essa sade sobre os enfermos. Por ordem natural a quarta dimenso tem poder sobre a terceira, o esprito humano.
Com certas limitaes,  claro, podem dar ordens e criar coisas. Deus deu ao homem poder sobre a criao. Ele pode controlar o mundo material e dominar as coisas,
responsabilidade que pode executar mediante a quarta dimenso. Ora, os incrdulos, explorando e desenvolvendo seu ser espiritual interior de tal maneira, podem executar
domnio sobre sua terceira dimenso, que inclui as doenas e enfermidades fsicas.
       Ento disse-me o Esprito Santo: "Veja os sokagakkai Eles pertencem a Satans. O esprito humano junta-se ao esprito maligno da quarta dimenso e com a quarta
dimenso maligna exercem domnio sobre seus corpos e circunstncias." O Esprito Santo mostrou-me que foi assim que os mgicos do Egito exerciam domnio sobre vrias
ocorrncias, assim como Moiss o fazia.
       Deus ento me ensinou que j que podemos ligar a quarta dimenso de nosso esprito  quarta dimenso do Pai celeste - o criador do universo - podemos ter
mais domnio sobre as circunstncias. Louvado seja Deus! Podemos tomar-nos fantasticamente criativos, e podemos exercitar grande controle e poder sobre a terceira
dimenso.
       Depois de receber esta revelao do Senhor, comecei a explicar com facilidade os acontecimentos e milagres das outras religies. As pessoas, s vezes, me
desafiavam:
       __podemos operar os mesmos milagres.
       Eu, por minha vez, dizia:
       - Sim, sei que podem. E porque vocs tm a quarta dimenso em seu esprito. Vocs esto desenvolvendo o esprito e exercendo domnio sobre o corpo e sobre
as circunstncias. Mas esse esprito no  um esprito que tem salvao. Ainda que possam operar esses milagres, vo para o inferno, da mesma forma.
       - Vocs esto ligados  quarta dimenso maligna. A quarta dimenso tem todo o poder para exercer o domnio sobre a terceira. Vocs realmente possuem certos
poderes limitados a fim de exercer domnio sobre a terceira dimenso, e influenciar as circunstncias.

           

       Nos Estados Unidos vi muitos destes livros de expanso da mente, e vejo coisas similares acontecendo aqui, por causa desta nfase no subconsciente. O que
 o subconsciente? O subconsciente  o seu esprito. A Bblia chama o subconsciente de homem interior, o homem que est escondido no seu corao.
       Antes de a psicologia ter descoberto o subconsciente, o apstolo Paulo j o havia descoberto fazia 2.000 anos, quando escrevia do homem interior, o homem
oculto. A Bblia apresentou essa verdade 2.000 anos atrs. Agora os cientistas e psiclogos acham que esta  uma descoberta surpreendente, e aprofundam-se nas idias
do subconsciente e tentam orientar suas energias. Embora o subconsciente esteja na quarta dimenso, tendo, portanto, certo poder limitado, h muito engano envolvido
no que essas pessoas alegam.
       Fiquei espantado, quando cheguei aos Estados Unidos e li os livros que alguns ministros norte-americanos me deram. Estes livros haviam quase que transformado
o subconsciente em um deus todo--poderoso, e isto  um engano enorme. O subconsciente possui alguma influncia, mas  bastante limitada, e no pode criar o que o
nosso Deus Todo--poderoso pode. Tenho visto, nos Estados Unidos, a Igreja Unitariana tentar desenvolver o subconsciente, a quarta dimenso do esprito humano e colocar
esse esprito humano no lugar de Jesus Cristo. Isto , deveras, grande engano e enorme perigo.
       Embora reconheamos certas realidades e verdades nesses ensinamentos,  tambm importante perceber que o diabo ocupa uma quarta dimenso maligna. Nosso Deus,
entretanto,  santo, nico e Todo-poderoso. A quarta dimenso est sempre criando e dando ordem e exercendo domnio sobre a terceira dimenso por meio da incubao.
Em Gnesis encontramos o Esprito do Senhor incubando, pairando sobre as guas. Era como uma galinha que choca seus ovos, que produzem pintainhos. De maneira muito
parecida, o Esprito Santo incuba a terceira dimenso; mas tambm o faz o esprito maligno.
       Estava vendo notcias pela televiso. Um homem havia sido assassinado, e levantava-se uma grande controvrsia sobre o crime. O advogado de defesa do jovem
assassino dizia que a culpa era da influncia que os programas de violncia da televiso exercem sobre as pessoas. H certa verdade nisso, pois esse rapaz, depois
de ver televiso, comeou a exercitar sua quarta dimenso. Ele incubava aqueles atos de violncia e naturalmente chegou o momento em que os colocou em prtica.

           

       Tenho revolucionado meu ministrio com a descoberta da quarta dimenso e voc pode revolucionar sua vida com ela. Voc ficar espantado de ver quantas e quo
boas coisas podemos incubar em nosso subconsciente. Vivemos em corpos limitados, mas o Esprito Santo pode incubar sobre a terra, devido  sua onipresena. Ns estamos
limitados pelo espao e pelo tempo, e nossa nica maneira de incubar  por meio de nossa imaginao, atravs de nossas vises e sonhos.
        por esse motivo que o Esprito Santo vem a fim de cooperar conosco; para criar, ajudando os jovens a ter vises e os velhos a sonhar sonhos. Por meio de
sonhos e vises saltamos rapidamente as barreiras de nossas limitaes e nos esticamos at alcanar o universo.  por isso que a Palavra de Deus diz: "Onde no h
viso o povo perece." Se voc no tiver viso, no est sendo criativo; e se parar de ser criativo, perecer.
       Vises e sonhos so a linguagem da quarta dimenso e o Esprito Santo comunica mediante eles. Somente atravs de uma viso ou de um sonho pode voc visualizar
e conceber grandes igrejas. Voc pode visualizar um novo campo missionrio; pode visualizar o rpido crescimento de sua igreja. Por meio de visualizaes e sonhos
voc pode incubar seu futuro e obter os resultados. Permita-me apoiar o que digo com quatro ilustraes bblicas.
       Voc sabe por que Ado e Eva caram da graa? O diabo sabia que as vises da quarta dimenso na mente da pessoa podiam criar resultados positivos. Ele usou
uma ttica baseada nesta premissa. Convidou a Eva dizendo:
       - Venha ver o fruto da rvore proibida. Olhar no faz mal; por que voc no vem e d uma olhada?
       Uma vez que o simples olhar para o fruto parecia inofensivo, Eva foi e olhou para a rvore. Olhou para ela no somente uma vez, mas continuou a olhar. A Bblia
diz em Gnesis, no captulo 3, versculo 6: "Vendo a mulher que a rvore era boa para se comer, agradvel aos olhos, e rvore desejvel para dar entendimento, tomou-lhe
do fruto e comeu, e deu tambm ao marido, e ele comeu." Antes de comer do fruto ela viu a rvore, e viu tambm o fruto em sua imaginao. Brincou com a idia de
comer da rvore e trouxe essa idia para sua quarta dimenso.
       Na quarta dimenso cria-se tanto o bem como o mal. Eva reproduziu a cena da rvore e de seu fruto profundamente em sua imaginao. Vendo profundamente, pensou
que podia ser to sbia quanto Deus. Ento sentiu-se como se estivesse embriagada e foi atrada pela rvore; o prximo passo foi tirar do fruto da rvore e comer
e dar do fruto ao marido. Por meio desse ato ela caiu.
       Se olhar com ateno no fosse importante, por que deu o anjo de Deus juzo to severo  mulher de L? Em Gnesis 19:17 diz-nos a Bblia: "Livra-te, salva
a tua \ida; no olhes para trs."  uma ordem simples: no olhar para trs. Entretanto, ao lermos Gnesis 1926, descobrimos que a esposa de L olhou para trs e
se transformou em esttua de sal. Recebeu esse castigo to severo simplesmente por ter olhado para trs.
       Voc pode dizer que o castigo foi demasiadamente severo, mas quando se compreende a lei do Esprito, no o . Ao olhar para Sodoma, toda essa viso se realizou
em seu interior, e captou sua imaginao. E a cobia da vida antiga se apoderou dela e Deus ento a castigos com justo juzo.
       Deus tem usado essa linguagem do Esprito Santo para mudar muitas vidas. Observe com cuidado ao ler Gnesis 13:14-15: "Disse o SENHOR a Abro, depois que
L se separou dele: Ergue os olhos e olha desde onde ests paia o norte, para o sul, para o oriente e para o ocidente; porque toda essa terra que vs, eu ta darei,
a ti e  tua descendncia, para sempre."
       Deus no disse: "Oh, Abro, dar-lhe-ei Cana. Simplesmente reivindique-a." No, mui especificamente, Deus lhe disse que desde onde estava olhasse para o norte,
para o sul, para o oriente e para o ocidente que ele lhe daria essa terra, a ele e a seus descendentes.
       Gostaria que Abro tivesse tido um helicptero, para subir bem alto e olhar l de cima toda a regio do Oriente Mdio. Assim seriam evitados tantos problemas
que sofre essa regio hoje. Uma vez que Abro no possua binculos nem helicpteros, sua viso foi bastante limitada.
       Ver  possuir. Abro viu a terra. Ento voltou para sua tenda, para sua cama, a fim de sonhai' com as terras que seriam suas. O Esprito Santo comeou a usar
essa linguagem de sua quarta dimenso. O Esprito Santo comeou a exercer domnio.
        interessante notar que Abro gerou seu filho Isaque quando estava com 100 anos de idade e Sarai 90. Quando Abro tinha quase cem anos de idade e Sarai quase
90, Deus veio e disse-lhe que ele ia ter um filho. Quando Deus veio a ele e disse: "Voc vai ter um filho", Abro no pde conter o riso. A traduo coreana da Bblia
diz que Abro riu tanto que teve dor de barriga. Isto significa que Abro era totalmente incrdulo.
       Tambm lemos que Sarai riu atrs da tenda. Deus perguntou: "Sara, por que est sorrindo?"
       Ela respondeu: "Eu no sorri".
       Mas Deus disse: "Voc sorriu."
       Tanto Abro como Sarai sorriram. Ambos no criam. Mas Deus tinha uma maneira de faz-los crer, e Deus usou a quarta dimenso, a linguagem do Esprito Santo.
Certa noite disse Deus a Abro: "Venha paia fora.'' No Oriente Mdio o teor de umidade  muito baixo, de modo que  noite a pessoa pode ver muitas estrelas no cu.
Abro saiu para fora e Deus disse: "Abro, conte o nmero de estrelas." De modo que ele comeou a contar as estrelas.
       Dizem-nos os cientistas que a olho nu podemos ver 6.000 estrelas. Podemos imaginar Abro contando e contando at perder vrias vezes a conta. Finalmente,
teria dito: "Pai, no consigo contai' todas as estrelas."
       Ento disse o Pai: "Teus filhos sero to numerosos como as estrelas."
       Abro ficou mudo de emoo. Logo as lgrimas comearam a cair-lhe dos olhos e sua viso ficou totalmente empanada. Olhando para as estrelas a nica coisa
que podia ver eram os rostos de seus filhos, e subitamente percebeu que os ouvia chamando-o: "Pai, Abrao." Ele estava profundamente comovido e tremia ao voltar
para a tenda. No conseguia dormir ao fechar os olhos, pois via todas as estrelas transformar-se em rostos de seus descendentes e uma vez mais gritarem: "Pai, Abrao."
       Essas vises vieram-lhe  mente vez aps vez, e transformaram-se em seus prprios sonhos e vises. Essas imagens imediatamente tomaram-se parte de sua quarta
dimenso na linguagem das vises e sonhos espirituais. Estas vises e sonhos exerceram domnio sobre seu corpo de cem anos de idade e logo se transformou como se
fosse um jovem rapaz. A partir desse momento ele creu na palavra do Senhor e louvou a Deus.
       Quem podia mudar tanto a Abrao? O Esprito Santo pois   Deus  havia  aplicado  a  lei  da  quarta dimenso, a linguagem do Esprito Santo. Uma viso em sonho
mudaram no s a mente de Abrao, mas tambm o seu corpo; no somente a ele mas tambm sua esposa, que foi maravilhosamente rejuvenescida. Mais adiante na Bblia
podemos ler que o rei Abimeleque queria tomar Sara por sua concubina: a Sara de 90 anos de idade, que tinha sido rejuvenescida mediante a lei e a linguagem da quarta
dimenso.
       No somos animais comuns. Ao criar-nos, Deus o fez na quarta dimenso, no mundo espiritual. Ento disse Deus: "Exeram domnio sobre a terceira dimenso.
       No exero meu ministrio de ganhar almas simplesmente batendo s portas, lutando e cansando-me at a exausto. Usei o caminho da f e minha igreja cresce
de maneira fabulosa. Embora minha igreja tenha mais de 50.000 membros arrolados, no tenho muito que fazer no escritrio, pois sigo o caminho da f e no estou constantemente
lutando na carne a fim de realizar as coisas que o Esprito Santo pode facilmente fazer.
       Aprendi que mesmo ministrando em pases estrangeiros posso entrar na quarta dimenso do Esprito Santo e dizer-lhe a necessidade de minha igreja na Coria
e ele executa essa obra. Telefono  minha esposa a cada dois dias, e s vezes ela golpeia meu ego com as informaes que me d. Pensava que os membros de minha igreja
estariam ansiosos paia que eu voltasse do exterior e que estavam todos esperando por mim e tinha certeza de que a assistncia ao culto do domingo de manh cairia.
Mas minha esposa dizia:
       - No se gabe disso. A igreja est indo muito melhor, mesmo sem voc.

           

       Se Deus pde usar Abrao a fim de possuir a terra atravs da quarta dimenso miraculosa, e se Deus pde rejuvenescer Abrao e Sara mediante a linguagem, sonhos
e vises do Esprito Santo, ento voc tambm pode operar na quarta dimenso.
       A Bblia, em Gnesis 30:31-43, registra uma linda histria a respeito de Jac. Nunca tinha gostado da poro da Escritura que se encontra nos versculos 37
a 39 onde Jac arrumou as coisas de tal maneira que as ovelhas de uma s cor paririam cordeiros de pele salpicada e malhada.
       Perguntava:
       "Senhor, por que permites essa superstio na Bblia?  por isso que os modernistas esto criticando a Bblia e chamando-a de contos de fadas."
       De modo que quando chegava a esta parte da Escritura eu a saltava, temendo e preocupado de que houvesse uma parte da Escritura na qual no podia confiar.
Certo dia, enquanto lia a Bblia, sob a uno do Esprito Santo, de novo cheguei a esses versculos e disse:
       "Vou saltar esta parte. Isto no passa de superstio."
       Mas o Esprito Santo disse:
       "Espere um instante. Nada da verdade bblica  superstio. U caso  que voc no compreende. Voc est cego; mas estou aplicando aqui a lei especial da criao.
Olhe."
       Ento veio-me uma tremenda revelao da verdade e isto acrescentou uma nova dimenso a meu ministrio. Se a pessoa no usar as mesmas leis milagrosas da f,
 intil esperar ver mil membros novos na igreja todos os meses. Seus esforos pessoais,  parte da obra da quarta dimenso, no podem jamais produzir esses resultados.
       Nesta poca de sua vida, Jac, o usurpador, tinha ido para a casa do seu tio Labo. Mas seu tio mudava seu salrio tantas vezes que ele estava sendo passado
para trs; Jac, por sua vez, tambm enganava ao tio. Enganavam-se mutuamente e quando Jac completou 40 anos de idade, nada tinha de posses materiais, a no ser
um punhado de esposas e filhos e o desejo de construir um lar.
       Deus teve compaixo de Jac e mostrou-lhe uma parte do segredo da quarta dimenso. Depois de receber esta revelao do Senhor, Jac achegou-se a seu tio,
dizendo:
       __ Tio, trabalharei para o senhor com esta condio: o senhor pode tirar do rebanho rodos os animais salpicados e malhados e cuidarei somente dos animais
de uma s cor. E se de alguma forma esses animais parirem filhotes salpicados e malhados, ento estes sero o meu salrio.
       O tio de Jac quase deu um pulo. Pensou consigo mesmo: "Oh, agora este camarada est enganando a si mesmo. Esses animais de uma s cor tm pequenssima chance
de parir filhotes salpicados e malhados. Agora posso ter seu servio sem pagar-lhe salrio,"
       De modo que o tio de Jac lhe disse:
       - Sim, sim. Isso  maravilhoso. Farei esse contrato com voc.
       Tirou, pois, Labo, todos os animais salpicados e malhados e levou-os a uma grande distncia, deixando Jac somente com os animais de cores firmes. Jac foi
s colinas, cortou varas de lamo, de aveleira e de pltano e lhes removeu a casca, em riscas abertas. Ento fez ele uma cerca destas varas salpicadas e malhadas
e as colocou em frente do rebanho, nos canais de gua e nos bebedouros, aonde os rebanhos vinham para dessedentar-se, e conceberam quando vinham a beber.
       Ali ficava Jac dia aps dia observando os animais em frente daquelas varas salpicadas e malhadas, A Bblia diz que logo depois aqueles animais davam crias
listadas, salpicadas e malhadas.
       Deus criou uma viso e um sonho na mente de Jac. Antes seu subconsciente havia estado cheio de pobreza, fracasso e trapaas; de modo que sua luta foi difcil
e suas recompensas, poucas. Mas Deus mudou a imaginao de Jac, seu subconsciente, usando esta parede de varas malhadas e salpicadas como material a fim de ajud-lo
a visualizar e sonhar.
       Jac olhou tanto para aquela parede que sua mente se encheu da viso; dormia e sonhava com as ovelhas dando crias malhadas e salpicadas. No captulo seguinte
lemos que as ovelhas deram crias malhadas e salpicadas. A imaginao do homem tem um grande papel na quarta dimenso. Os animais no podem ter imaginao no sentido
em que a possumos, porque a imaginao  obra do esprito.
       Quando Jac comeou a apreender esta viso e sonho de ovelhas malhadas e salpicadas no corao e imaginao, comeou ele a aprender a linguagem do Esprito
Santo. S podemos conversar com outra pessoa mediante uma lngua conhecida, jamais podemos conversar numa lngua desconhecida.
       Quando Jac comeou a aprender a linguagem do Esprito Santo, imediatamente ele comeou a conversar com o Esprito Santo, e ele comeou a operar,  Esprito
Santo apertou os botes adequados para os genes necessrios, e as ovelhas de Jac comearam a dar crias malhadas e salpicadas. Logo Jac comeou a ter uma grande
multido de animais malhados e salpicados, e tornou-se um dos homens mais ricos do Oriente.
       H mais de 8.000 promessas na Bblia, e cada uma delas  como uma vara malhada e salpicada para voc. No  necessrio que voc v cortar varas de lamo,
de aveleira e de pltano. Em vez disso, voc pode tomar as promessas da Bblia, todas malhadas e salpicadas,  que esperam por voc. Estas promessas, contudo, so
um pouco diferentes,  pois  so  todas  malhadas e salpicadas pelo sangue de Jesus Cristo"
       Muito tempo depois de Jac, Deus levantou outra rvore manchada e salpicada; desta vez essa rvore foi erguida no Calvrio. E essa rvore no foi manchada
e salpicada com uma faca, mas com o sangue real do Filho de Deus. Qualquer pessoa pode vir e olhar para esta rvore manchada e receber uma nova imagem, um novo sonho
e uma nova viso, pelo poder do Esprito Santo, e ser mudada.
       Agora permita-me partilhar com voc algo de minha experincia pessoal. Certa vspera de Natal eu estava ocupado preparando o sermo. Mais tarde, nas horas
matinais do dia de Natal, recebi um chamado telefnico urgente. Um homem, chamando do Hospital Nacional de Seul, perguntou:
       - O senhor  o pastor Cho?
       -  Sim, sou.
       - Um dos membros de sua igreja est morrendo. Foi um acidente. Foi atingido por um txi, e o motorista colocou-o no assento de trs e dirigiu com ele a manh
toda.
       Naquela poca, na Coria, se algum fosse atropelado e morto por um txi, o motorista teria de pagar a quantia de 2.500 dlares e ento estaria livre de toda
obrigao financeira. Mas se a vitima tivesse sido somente ferida, o motorista teria de pagar todas as despesas mdicas e hospitalares. De modo que se o motorista
atropelasse algum e ningum visse a coisa acontecer, ento ele dirigia o carro com aquela pessoa at que a vitima morresse; assim lhe ficaria mais barato.
       Este membro de minha igreja tinha comprado um lindo chapu, e algumas outras coisas para sua esposa. Estava to empolgado com a alegria de dar esses presentes
que no prestou ateno ao sinal vermelho e foi atingido por um txi. Era tarde da noite e ningum testemunhou o acidente, por isso o motorista do txi havia levado
o homem em seu carro toda a noite. O homem no morreu e finalmente um policial apanhou o txi e levou o homem para o hospital. O impacto tinha prejudicado muito
os seus intestinos, e seu estmago estava cheio de sujeira e sangue; o ttano j tinha comeado.
       O mdico me conhecia e telefonou-me, dizendo:
       -  Dr. Cho, devemos oper-lo? Clinicamente falando, no h esperana. Ele ficou sem o cuidado mdico por tanto tempo que o ttano j comeou. No h possibilidade
alguma de o curarmos.
       Mas eu disse:
       -  V em frente e opere; assim que terminar de pregar meu sermo de Natal, correrei para a.
       Depois do culto de Natal corri para a sala de pronto-socorro do Hospital da Universidade Nacional de Seul, e l estava o membro de nossa igreja, totalmente
inconsciente. O mdico repetiu que no havia esperana.
       - Reverendo, no espere nada. Ele est morrendo. Nada podemos fazer. Quando abrimos seu estmago, vimos trs lugares onde os intestinos foram completamente
cortados e essas reas estavam cheias de excremento a sujeira. No h esperana.
       Respondi:
       - Bem, tentarei o melhor que puder.
       Quando entrei na sala ele estava em coma profunda. Ajoelhei-me ao p de sua cama e disse:
       "Senhor Deus, d-me somente cinco minutos e ento tentarei. Faze com que ele saia do estado de coma por cinco minutos, e ento tentarei."
       Ao orar, senti algo mover-se. Abri os olhos e o homem abriu os olhos.
       ___ Oh, Pastor, estou morrendo - clamou ele.
       Eu sabia ento que tinha cinco minutos. Respondi:
       ___ Voc no pode dizer isso. Enquanto continuar a dizer isso voc morrer, e assim no poderei ajud-lo. Voc deve mudar sua imaginao e pensamento. Mude
sua viso e sonho, pois a nica maneira de exercer domnio sobre este corpo material que pertence  terceira dimenso  mediante a imaginao, vises e sonhos.
       "Portanto, oua-me. Chame  mente a imagem de um jovem. Ele diz at logo  esposa. Est cheio de beleza e sade. Vai para o escritrio e termina os negcios
do dia com xito.
       Todo mundo o respeita e admira. Chega a noite e ele compra lindos presentes para a esposa, que o espera em casa para o jantar. Quando ele chega ela corre
para o porto e d-lhe as boas-vindas com um forte abrao e um beijo. Eles entram em casa, tomam uma deliciosa refeio juntos, e gozam de uma noite tranqila.
       "O homem de quem estou falando no  um estranho. Esse homem  voc! Pense nesse homem! Coloque essa imagem em sua mente. Olhe para esse homem e diga no seu
corao: esse homem sou eu!
       No forme imagem da morte. No faa imagem de um cadver. Continue sonhando com esse homem, e eu farei a orao. Voc simplesmente tem uma imagem mental;
deixe que eu ore. Ser que voc pode fazer isso?"
       - Sim, pastor, mudarei meu sonho. Mudarei meu pensamento. Direi que eu sou esse homem. Tentarei transformar essa viso e esse sonho em realidade... eu o vejo!
- clamou ele.
       Enquanto conversvamos, o mdico entrou com os enfermeiros. Comearam a rir de mim pensando que eu tinha perdido o juzo. Mas eu estava falando srio, pois
conhecia a lei da quarta dimenso do esprito, e este homem tinha comeado a falar a linguagem do Esprito Santo. Como um missionrio em campo estrangeiro que consegue
um nvel mais profundo de comunicao com o povo local, aprendendo a falar sua lngua diretamente em vez de usar um intrprete, assim aquele homem moribundo havia
aprendido a linguagem mais profunda do Esprito Santo.
       Ajoelhei-me e segurando sua cama, orei:
       "Querido Esprito Santo, agora ele fala tua lngua. Ele tem uma viso e um sonho. Apressa-te a entrar em seu corpo fsico e exercer teu domnio. Ordeno que
este homem seja feito inteiro e cheio do poder curador!"
       Subitamente o grupo de enfermeiros incrdulos disse:
       - Este quarto est quente demais. O calor  demais.
       Mas o tempo estava muito frio. No havia calor; era o poder do Esprito Santo que produzia todo o calor. O cirurgio e os enfermeiros comearam a sentir o
fogo. Suas orelhas ficaram vermelhas e o poder de Deus tornou-se to forte que at sentimos a cama tremer.
       Para o espanto de todos, em uma semana aquele homem levantou-se e saiu andando do hospital. Agora ele trabalha no campo dos produtos qumicos e est maravilhosamente
bem. Sempre que o vejo na manh de domingo, sentado na galeria, digo a mim mesmo: "Louvado seja Deus! Falamos a lngua do Esprito Santo. Criamos. Aleluia!"
       Permita-me contar-lhe outro incidente. Certo dia, estava no meu escritrio, e uma senhora de cerca de 50 anos de idade entrou chorando:
       __ pastor, meu lar est completamente destrudo.
       __pare de chorar - respondi, - e conte-me o que aconteceu.
       __O senhor sabe que possumos vrios filhos, e somente uma filha. Ela se transformou em "hippie", dorme com amigos de meu marido e com amigos de meus filhos,
indo de um motel para outro, de uma boate para outra. Ela se tornou uma vergonha para nossa famlia - chorava ela. - Meu marido no pode ir para o escritrio. Meus
filhos morrem de vergonha e agora todos vo sair de casa. Tentei tudo. At pedi que o Senhor a matasse! Oh, pastor Cho, que devo fazer?
       __ Pare de reclamar e chorar - disse-lhe eu. -
       Agora posso ver claramente por que Deus no respondeu  sua orao. A senhora estava apresentando a ele o tipo errado de impresso mental. Em sua mente a
senhora estava sempre levando a ele a imagem de uma prostituta, no estava?
       Retorquiu ela:
       - Sim, bem, isso  o que ela . Ela  uma prostituta!
       - Se a senhora deseja v-la mudada, ento deve submeter outra impresso mental - disse-lhe. - A senhora deve limpar a tela de sua imaginao, e deve comear
a projetar uma nova imagem.
       Ela rejeitou a idia, dizendo:
       - No posso. Ela  imunda, feia e desgraada.
       -  Pare de falai' isso. Faamos uma nova imagem. Vamos trazer a mente outro tipo de rvore malhada e salpicada., A senhora ajoelhe-se aqui, e me ajoelharei
em sua frente. Vamos ao p do Calvrio. Levantemos as mos. Olhemos para Jesus morrendo na cruz, sangrando e alquebrado. Por que est ele dependurado ali? Por causa
de sua filha. Coloquemos sua filha justamente atrs de Jesus Cristo. Vejamos sua filha atravs da cruz malhada e salpicada dele. A senhora no pode ver sua filha
perdoada, lavada, nascida de novo, e cheia com o Esprito Santo, completamente mudada? Pode fazer essa imagem mediante o sangue de Jesus Cristo?
       -  Oh, sim, pastor - respondeu a me. - Agora vejo diferentemente. Atravs de Jesus, atravs da cruz, posso mudar a imagem que tenho de minha filha.
       - Maravilhoso! Maravilhoso! - exclamei. - Mantenha essa impresso clara, vivida e grfica de sua filha em mente dia aps dia. Ento o Esprito Santo poder
us-la, pois sua linguagem  levada atravs da viso e do sonho. Sabemos que estamos fazendo a imagem correta, pois estamos ao p da cruz.
       De forma que nos ajoelhamos e oramos:
       " Senhor, agora tu vs esta imagem. Querido Esprito Santo, flui para dentro desta nova imagem, desta nova viso, deste novo sonho. Transforma. Realiza milagres."
       Ento despedi essa me, e quando ela saa era toda sorrisos. J no chorava, pois a imagem que tinha da filha havia mudado.
       Certo domingo, alguns meses mais tarde, subitamente ela entrou em meu escritrio, trazendo consigo uma linda jovem senhora.
       - Quem  esta jovem senhora? - perguntei.
       - Esta  minha filha! - sorriu ela.
       - Deus respondeu  sua orao?
       - Oh, sim, respondeu - asseverou ela.
       Ento ela me contou a histria toda. Certa noite sua filha estava dormindo num motel com um homem. Ao acordar de manh sentiu-se imunda e desgraada. Sentiu
uma grande infelicidade de alma, e teve um desejo profundo de voltar para casa. Mas estava apavorada com a reao dos pais e dos irmos. No obstante decidiu arriscar,
dizendo a si mesma: "Tentarei uma vez mais, e se me chutarem, ento ser minha ltima tentativa."
       De modo que ela foi  casa dos pais e tocou a campainha. Sua me foi atender e quando viu a filha, suas feies se iluminaram como se o sol estivesse ascendo
em seu rosto. Saudou a filha:
       __ Bem-vinda minha filha - e correu para abra-la
       A filha ficou totalmente dominada pelo amor da me e desandou a chorar. Sua me havia orado, e a imagem de sua filha fora inteiramente mudada. Ela tinha dado
as boas-vindas  filha naquele mesmo instante e aberto a ela seus braos de amor.
       A me levou-a para a igreja durante dois ou trs meses. Ela ouviu os sermes, confessou todos os seus pecados, entregou o corao a Jesus Cristo e recebeu
o batismo no Esprito Santo. Ela se tornou uma criatura absolutamente nova em Cristo e com o tempo encontrou um marido maravilhoso.
       Esta filha agora tem trs filhos, e  uma das lderes da unidade celular mais importante dos lares de minha igreja.  uma evangelista ardorosa; isso tudo
aconteceu porque sua me mudou a viso e o sonho, aplicando a lei da quarta dimenso.
       Por toda a Escritura Deus sempre fez uso desta lei da quarta dimenso. Veja Jos. Antes de ser vendido como escravo; Deus j havia imprimido em seu corao
imagens da quarta dimenso. Atravs de vrios sonhos Deus deu ao corao de Jos uma viso clara. Embora ele fosse levado como escravo para o Egito, ele j exercia
domnio sobre sua f. Mais tarde tomou-se primeiro ministro.
       Olhe para Moiss. Antes de construir o tabernculo ele foi chamado ao monte Sinai. L permaneceu por quarenta dias e quarenta noites, e foi-lhe dada uma imagem
mental do tabernculo; exatamente como ele viu na viso e sonho ele o construiu.
       Deus deu  vises  a  Isaas,  Jeremias,   Ezequiel e Daniel, todos eles importantes servos do Senhor. Deus os chamou  quarta dimenso e ensinou-lhes a linguagem
do Esprito Santo. Ento eles fizeram a orao da f.
       - Isso tambm foi verdade com referncia ao apstolo Pedro. Seu nome original era Simo, que significa "cana". Quando Pedro veio, trazido por Andr, Jesus
olhou em seus olhos e sorriu.
       - Sim, voc  o Simo. Voc  uma cana. Sua personalidade  to dobrvel, to mutvel. Num momento voc est com raiva; no outro voc ri. s vezes voc se
embriaga e outras vezes mostra quo inteligente pode ser.
       "Voc realmente  como uma cana, mas vou chamar-lhe rocha. Simo, uma cana, est morto para o mundo; e Pedro, a rocha, est vivo."
       Pedro era pescador e conhecia as qualidades fortes e estveis de uma rocha. Em sua imaginao imediatamente comeou a ver a si mesmo como uma rocha. Ele observava
as ondas levadas pelo vento do mar da Galilia baterem contra a rocha, engolfando-a em espumas; e a rocha parecia ter sido vencida. Mas no instante seguinte ele
via toda a gua quebrando contra a rocha, deslizando-se dela e a rocha ainda permanecia. Pedro dizia vez aps vez; "Sou eu como uma rocha? Sou? Sim, sou como uma
rocha." "" Deus mudou o nome de Jac para Israel, que significa "o prncipe de Deus". Ele era um trapaceiro e suplantador, mas foi chamado de prncipe. Foi depois
disto que ele mudou.
       "Os no-crentes do mundo todo esto envolvidos em meditao transcendental e meditao budista. Na meditao pede-se que a pessoa tenha uma viso e um objetivo
claro. No sokagakkai constrem uma imagem de prosperidade, repetindo frases vez aps vez, tentando desenvolver a quarta dimenso espiritual do homem; e estas pessoas
esto criando algo. Embora o Cristianismo tenha chegado ao Japo h mais de cem anos, conta com somente 0,5% da populao, e o sokagakkai possui milhes de seguidores.
Sokagakkai tem aplicado a lei da quarta dimenso e tem realizado milagres; mas no Cristianismo s h falatrio sobre teologia e f.
       As pessoas so criadas  imagem de Deus. Deus  um Deus de milagres; seus filhos, portanto, nascem com o desejo de ver milagres realizados. Sem ver milagres
as pessoas no podem satisfazer-se de que Deus  poderoso.

           

       Voc  o responsvel por suprir milagres para essas pessoas. A Bblia no  da terceira dimenso, mas da quarta, pois nela lemos a respeito de Deus e da vida
que ele tem para ns e podemos tambm aprender a linguagem do Esprito Santo. Ao ler a Escritura voc pode ampliar suas vises e seus sonhos. Fabrique suas vises
e sonhos, e crie. Permita que o Esprito Santo venha e avive as passagens bblicas que voc l, e implante vises nos jovens e sonhos nos velhos.
       Se lhe falta a mobilidade e a oportunidade de um missionrio, pelo menos voc pode sentar-se numa cadeira e sonhar. Isso tem poder. Permita que o Esprito
Santo venha e lhe ensine a sua linguagem, a linguagem dos sonhos e vises. Ento conserve essas vises, conserve esses sonhos, e deixe que o Esprito Santo flua
atravs dessa linguagem, e crie.
       Deus deseja conceder-lhe os desejos de seu corao. Deus est pronto a cumprir esses desejos, porque a Bblia diz: "Agrada-te do SENHOR, e ele satisfar aos
desejos do teu corao" (Salmo 37:4). Lemos tambm em Provrbios 10:24: "O anelo dos justos  Deus o cumpre.'' Primeiro tenha um objetivo claro, ento faa uma imagem
mental, vivida e grfica, e tome-se entusiasta, orando durante todo o processo. No seja enganado pela conversa da expanso mental, da ioga, da meditao transcendental
ou do sokagakkai. Eles esto simplesmente desenvolvendo a quarta dimenso humana, e nesses casos no esto operando na quarta dimenso do bem, antes, na do mal.
       Que nos levantemos e faamos mais do que um mago do Egito. H fartura de mgicos nos Egitos deste mundo, mas usemos todos os nossos sonhos e todas as nossas
vises para nosso Deus santo. Transformemo-nos em Moiss, e saiamos a fim de realizar os milagres mais maravilhosos.
       Os milagres so uma ocorrncia comum em nossa igreja, de modo que por experincia posso dizer que o homem no  meramente outro animal. Voc no  uma criatura
comum, pois tem no corao a quarta dimenso e  a quarta dimenso que tem domnio sobre as trs dimenses materiais: o mundo cbico, o mundo do plano e o mundo
da linha.
       Mediante o domnio na quarta dimenso, o reino da f - voc pode dar ordens a suas circunstncias e situaes, trazer beleza ao feio, ordem ao catico, sarar
os enfermos e consolar os que sofrem.


































      Captulo 3

     O PODER CRIADOR DA PALAVRA FALADA

       H certos passos que devemos tomar para que a f seja incubada adequadamente, e existe uma verdade central que devemos aprender acerca do reino em que a f
opera. H tambm um princpio bsico acerca da palavra falada que devemos compreender. Portanto desejo falar-lhes a respeito do poder criador da pala\ra falada e
por que o seu uso  de grande importncia.
       Certa manh eu estava tomando meu desjejum com um dos mais preeminentes neurocirurgies coreanos. Ele contava-me de vrias descobertas mdicas sobre o funcionamento
do crebro. Perguntou ele:
       - Dr. Cho, o senhor sabia que o centro da fala no crebro controla todos os outros nervos? Vocs, ministros realmente tm poder porque segundo descobertas
recentes no campo da neurologia, o centro da fala no crebro tem domnio sobre todos os demais nervos.
       Ento eu sorri, dizendo;
       - Sei disso h muito tempo.
       - Como  que descobriu isso? - perguntou ele. - Isto  coisa recente no mundo da neurologia.
       Respondi-lhe que o Dr. Tiago me havia ensinado.
       - Quem  esse Dr. Tiago? - interrogou ele.
       -  Ele foi um dos mdicos famosos dos tempos bblicos, h quase dois mil anos - respondi. - E no
       seu livro, no captulo trs e nos primeiros versculos, o Dr. Tiago define claramente a importncia da lngua e do centro da fala.
       O neurocirurgio ficou completamente embasbacado.
       - A Bblia realmente ensina isso?
       - Sim - respondi. - A lngua  o menor membro de nosso corpo, mas pode dominar o corpo todo.
       Ento esse neurocirurgio comeou a expor as novas descobertas. Disse que o centro nervoso da fala tinha tal poder sobre todo o corpo que o simples fato de
falar pode dar controle  pessoa sobre seu corpo, manipul-lo da maneira que bem desejar. Disse ele:
       -  Se algum continua a dizer: 'Vou ficar fraco", ento imediatamente todos os nervos recebem essa mensagem e dizem: "Oh, preparemo-nos para nos tomar fracos,
pois recebemos instrues da central de comunicao que devemos nos tomar fracos." Ento, em seqncia normal, ajustam suas atitudes fsicas para a fraqueza. Se
algum diz: "Bem, no tenho capacidade alguma. No posso fazer esse trabalho", imediatamente os nervos comeam a declarar a mesma coisa. "Sim", respondem eles, "recebemos
instruo do sistema nervoso central dizendo que no temos nenhuma capacidade, e que devemos desistir de tentar desenvolver qualquer habilidade. Devemos preparai-nos
para fazer parte de uma pessoa incapaz."
       Se algum continua a dizer: "Sou muito velho. Sou velho demais, estou cansado e no posso fazer nada", ento de imediato o controle central da fala responde,
dando ordens paia esse efeito. Os nervos respondem: "Sim, somos velhos. Estamos prontos para a sepultura. Preparemo-nos paia a desintegrao." Se algum continua
a dizer que  velho, ento essa pessoa logo morre.
       Esse neurocirurgio continuou:
       ___ O homem nunca devia se aposentar. Uma vez que se aposenta, continua a repetir para si mesmo: "Sou aposentado", e todos os nervos comeam a reagir de acordo
com essa afirmao, tornando-se menos ativos e prontos para uma morte rpida.

           

       Essa conversao muito significou para mim, e teve um grande impacto em minha vida, pois pude perceber que um uso importante da palavra falada  a criao
de uma vida pessoal de xito.
       As pessoas facilmente se acostumam a falar de uma maneira negativa.
       - Rapaz, como sou pobre! No tenho dinheiro nem para dar para o Senhor.
       Quando aparece uma oportunidade, um emprego com um bom salrio, o sistema nervoso responde:
       -  No posso ser rico porque ainda no recebi a instruo contrria de meu centro nervoso. Espera-se que eu seja pobre, de modo que no posso aceitar esse
emprego. No posso dar-me ao luxo de ter dinheiro.
       As coisas iguais se atraem, e uma vez que voc age como se fosse uma pessoa pobre, atrai a pobreza; esta atrao, se permanecer consistente, permitir que
voc viva permanentemente na pobreza.
       Exatamente como a Bblia disse quase 2.000 anos atrs, assim  hoje. A cincia mdica recentemente descobriu esse princpio. Este neurocirurgio disse que
as pessoas deviam dizer a si mesmas: 'Sou jovem. Sou capaz. Posso fazer o trabalho de um jovem. No importa qual seja minha idade cronolgica." Os nervos dessa pessoa
ento rejuvenescero recebendo poder e fora do centro nervoso.
       A Bblia diz claramente que a pessoa que controla sua lngua controla o corpo inteiro. O que voc fala, voc consegue. Se voc continua a dizer que  pobre,
ento o seu sistema fica condicionado a atrair a pobreza, e voc se sentir a vontade com ela; voc prefere ser pobre. Mas se a pessoa se mantm dizendo que  capaz,
que pode alcanar o xito, ento todo o corpo ser levado ao xito. A pessoa estar pronta para enfrentar qualquer desafio e venc-lo. Este  o motivo pelo qual
a pessoa nunca deve falar de maneira negativa.
       Na Coria temos um hbito de fazer uso freqente de pala\Tas que do conotao de morte. Expresses como, "Oh, est to quente que eu podia morrer' : "Oh,
comi tanto que poderia sufocar-me at  morte': "Oh, estou to feliz que podia morrer"; e "Oh, meu medo pode me matar", so muito comuns. Os coreanos repetem com
freqncia essas palavras negativas.  por isso que atravs dos cinco mil anos da histria coreana temos estado constantemente morrendo, constantemente em guerra.
Minha gerao no viu paz total em nosso pas. Nasci durante a Segunda Guerra Mundial, cresci durante a guerra coreana e agora ainda vivo num pas que est  beira
da guerra.
       Antes que a pessoa possa ser mudada, deve mudar sua linguagem. Se no mudar a linguagem no poder mudai* a si mesma. Se deseja ver os filhos mudados, primeiro
deve ensinar-lhes a usar a linguagem adequada. Se deseja ver jovens rebeldes e irresponsveis transformados em responsveis adultos, deve ensinai--lhes esta nova
linguagem.
       Onde podemos aprender esta nova linguagem? No melhor livro de lnguas de todos, a Bblia. Leia a Bblia do Gnesis ao Apocalipse. Adquira a linguagem bblica,
fale a palavra de f, alimente seu sistema nervoso com o vocabulrio construtivo, progressivo, produtivo  vitorioso. Enuncie essas palavras; continue a repeti-i
s de modo que elas tenham controle de seu corpo inteiro. Ento voc se tomar vitorioso, pois estar completamente condicionado a enfrentar seu ambiente e circunstncias
e alcanar o xito. Esta  a primeira razo importante para usar a palavra criada: a fim de criar o poder para ter uma vida pessoal de xito.
       H um segundo motivo pelo qual necessitamos do uso do poder criativo da palavra falada: ela no somente pode ajudai-nos a ter xito em nossa vida, mas o Esprito
Santo tambm precisa que a usemos a fim de realizar os propsitos de Deus.
       Quando entrei para o ministrio, senti-me em uma luta, at no meio de meus sermes, e percebia impedimentos em meu esprito. Ento o Esprito do Senhor descia
ao meu esprito e era como se eu tivesse vendo televiso. Na tela de minha mente eu via tumores desaparecerem, tuberculose curada, aleijados que se apoiavam em muletas
repentinamente jog-las de lado e andar.
       A Coria est to longe dos Estados Unidos, que eu pouco tinha ouvido deste ministrio de livramento e cura. At os missionrios que me cercavam ignoravam
este ministrio e conversar com eles s me trouxe mais confuso.
       Cheguei  concluso de que esse era um impedimento criado por Satans. Todas as vezes que isso acontecia eu dizia: "Tu, esprito de atrapalhao, sai de mim.
Ordeno-te que saias de mim. Deixa-me."
       Quanto mais eu ordenava, tanto mais claramente podia ver os doentes sendo curados. Fiquei to desesperado que quase  no  conseguia pregar. As vises apareciam
constantemente, de modo que me dediquei  orao e ao jejum, esperando no Senhor.
       Ento ouvi o Senhor dizer ao meu corao: "Filho, isso no  atrapalhao de Satans. Esse  o desejo visual do Esprito Santo.  palavra de sabedoria e de
conhecimento. Deus deseja curar essas pessoas, mas no o pode fazer at que voc fale."
       "No", respondi, 'no creio nisso. Deus pode fazer tudo sem que eu jamais tenha de dizer uma palavra."
       Mais tarde li no primeiro captulo de Gnesis: "A terra, porm, era sem forma e vazia' e o Esprito Santo pairava sobre ela, incubando-a; mas nada acontecia.
Ento Deus me revelou uma importante verdade. Disse ele:
       "L estava a presena do Esprito Santo, a poderosa uno do Esprito Santo incubando e pairando sobre as guas. Aconteceu alguma coisa nessa poca?"
       "No" respondi. "Nada aconteceu."
       Ento disse Deus:
       "Voc pode sentir a presena do Esprito Santo em sua igreja - a presena palpitante e penetrante do Esprito Santo em sua igreja - mas nada acontecer alma
alguma ser salva, lar desfeito algum ser reconstrudo at que voc diga a palavra. No fique simplesmente a implorar o de que voc precisa. D a palavra. D-me
o material com o qual eu possa construir acontecimentos miraculosos. Como eu fiz ao criar o mundo, pronuncie-se. Diga: "haja luz", ou diga: "haja um firmamento".
       A compreenso dessa verdade mareou um ponto culminante em minha vida. Imediatamente pedi perdo a Deus:
       "Senhor, sinto muito. Vou pronunciar a palavra."
       Mas ainda sentia temor, pois ningum me havia ensinado nada a esse respeito. Tambm tinha medo de nada acontecer quando eu falasse. E que diriam as pessoas?
Ento eu disse a Deus:
       "Senhor, j que tudo isso me assusta um pouco, no vou dizer nada a respeito dos aleijados que eu vejo curados, ou dos tumores cancerosos que vejo desaparecendo.
Pai, comearei com dores de cabea."
       Depois disto, ao pregar, vises de cura surgiam-me do esprito. Mas ao ver, com os olhos da mente, os aleijados sendo curados, os tumores desaparecendo, ignorava-os.
Eu dizia:
       - Algum aqui est sendo curado de uma dor de cabea- E instantaneamente essa pessoa era curada. Espantava-me o fato de pelo meu simples pronunciar estas
coisas elas viessem  existncia.
       Pouco a pouco adquiri mais coragem. Comecei a falar de sinusites que tinham sido curadas, ento da cura dos surdos e finalmente falei de todas as curas que
via com os olhos da mente. Agora em minha igreja, nas manhs de domingo, milhares de pessoas recebem a cura atravs desse canal. Por causa do tempo e dos mltiplos
servios, tenho de agir rapidamente. De modo que enquanto estou de p, o Senhor me mostra as curas que se esto efetuando e as menciono. Simplesmente fecho os olhos
e profiro a palavra. Em reconhecimento da cuia que foi operada, as pessoas se levantam. Elas se levantam quando  mencionada essa doena particular da qual foram
curadas. Durante esta parte do culto muitas pessoas, por todo o auditrio, levantam-se reivindicando a cura.
       Assim, aprendi um segredo: antes que se possa dizer a palavra, o Esprito Santo no possui o material adequado com o qual criar. Se o Esprito Santo conceder
f ao seu corao para remover a montanha, no ore nem suplique que a montanha seja removida: antes, diga: "Seja removida para o meio do mar!" E isso acontecer.
Se aprender isto, e formar o hbito de falar sob a uno do Esprito Santo, e na f que Deus lhe d, ento ver muitos milagres em sua vida.
       Dar assistncia a 50.000 membros regulares no  uma tarefa fcil. Temos um servio de atendimento telefnico vinte e quatro horas por dia em nossa igreja
e os assistentes trabalham o dia todo recebendo chamados e dando instrues. Procuro no deixar que o nmero do telefone de minha casa aparea na lista telefnica.
Mas as pessoas sempre acabam descobrindo meu nmero e o aparelho comea a tocar desde bem tarde da noite at quase ao amanhecer do dia seguinte.
       Outras vezes estou descansando. Ento o telefone toca s dez da noite.
       -  Pastor - diz uma voz -, meu neto est com uma febre alta. Por favor, ore por ele.
       s onze horas outra voz soa no telefone.
       -  Meu marido ainda no voltou do trabalho. Por favor, ore por ele.
       E eu oro.
        meia-noite o telefone torna a tocar e uma mulher, chorando, me diz:
       -  Meu esposo chegou a casa e me espancou. Oh, isto  terrvel, j no desejo viver!
       Ento tenho de orar por ela.
        uma da manh recebo um chamado de um homem que est bbado e me diz:
       -  Minha esposa freqenta a sua igreja. Que o senhor lhe ensina para que ela se comporte dessa maneira?
       Ento lhe dou uma explicao detalhada.
       De madrugada chega um chamado do hospital.
       -  Pastor, a pessoa est agonizando. Poderia vir e orar por ela? Seu ltimo desejo antes de morrer  ver o senhor.
       De modo que jogo as cobertas e saio correndo para o hospital.
       O telefone toca tanto que s vezes simplesmente desligo o fio da tomada. Exclamo: "Simplesmente me recuso a viver desta maneira!' E vou para a cama.
       Mas o Esprito Santo fala-me ao corao: Voc est sendo bom pastor? O bom pastor nunca deixa suas ovelhas sem ajuda.'' De modo que me levanto e ligo o "o
de novo. H uma vantagem quando viajo ao exterior: finalmente posso ter uma boa noite de descanso.
       Certa noite, durante um inverno muito frio, estava bem confortvel na cama, quase a adormecer, quando o telefone tocou,  homem perguntou:
       - Pastor, o senhor me conhece?
       - Claro que o conheo. Fiz o seu casamento.
       - Venho-me esforando por dois anos, com todas as minhas foras, mas nosso casamento no est funcionando - disse ele. - Hoje de noite tivemos uma grande
briga e decidimos separar-nos. J dividimos nossas coisas, mas falta algo: uma bno do senhor. Casamo-nos com sua bno e desejamos divorciar-nos com ela.
       Que posio, na qual se encontra um ministro, abeno-los na unio e depois abeno-los na separao! Respondi:
       - Vocs no podem esperar at amanh? Est frio demais, e j estou na cama. Tenho de ir agora?
       -  Pastor - respondeu ele - amanh ser tarde demais. Estamo-nos separando hoje. No queremos que o senhor faa um sermo.  tarde demais para isso, no h
mais esperana para ns; simplesmente venha e nos d sua bno para que possamos nos divorciar.
       Arrastei-me para fora da cama e fui para a sala de estar. No corao estava com raiva de Satans. Pensei: "Isto no  obra do Esprito Santo. Isto  obra
do diabo."
       Ao comear a orar, imediatamente entrei na quarta dimenso. Uma vez que vises e sonhos so a linguagem do Esprito Santo, mediante a quarta dimenso posso
incubar a terceira e corrigi-la. Ajoelhei-me, fechei os olhos e por intermdio da cruz de Jesus Cristo, com a ajuda do Esprito Santo, comecei a ver esta famlia
reunida de novo. Mentalizei um quadro claro e orei: "Oh, Deus, torna esse casamento como a imagem que tenho.'
       Enquanto orava fui tocado pela f e no nome de Jesus Cristo mudei essa situao para a quarta dimenso. A quarta dimenso com seu poder positivo era minha,
de modo que fui para o apartamento desse casal.
       Viviam em um apartamento fantstico de luxo. Tinham de tudo, mas ao entrai' senti um calafrio, o dio que existia entre marido e mulher. A pessoa pode ter
todos os bens materiais do mundo, mas se houver dio em sua famlia, essas coisas materiais no sero bno alguma.
       Ao entrar, encontrei o homem na sala de estar; a esposa estava no quarto. No instante em que entrei na sala de estar o homem comeou a falar mal da esposa.
A esposa ento entrou correndo na sala e foi dizendo:
       -  No d ouvidos a ele! Oua o que eu tenho a dizer! - E comeou a falar mal do marido.
       Ouvindo o marido, tudo o que ele dizia parecia certo. Mas quando ouvia a esposa, tudo o que ela dizia tambm parecia estar certo; e cada um deles estava certo
em sua prpria opinio. Ambos estavam certos, e eu, espremido entre eles.
       Ambos diziam que o casamento estava terminado.
       -  No ore por ns - continuavam a repetir. - Simplesmente ore por nosso divrcio.
       Mas eu j tinha vencido essa deciso da terceira dimenso  ao  usar a  frmula  da  quarta  em  meu corao. Com confiana, peguei a mo do marido e a mo
da esposa e disse:
       __ No nome de Jesus Cristo, ordeno que Satans desfaa o lao de dio deste casal. Neste instante, no poderoso nome de Jesus Cristo, ordeno que estes dois
sejam reunidos. Que sejam temos e unidos.
       Subitamente senti uma gota morna cair-me sobre a mo, e ao olhar para o homem, vi que estava chorando e suas lgrimas estavam caindo.
       Pensei comigo mesmo: "Oh, louvado seja Deus! Funcionou!"
       Ao olhar nos olhos da esposa podia ver que estavam tambm cheios de lgrimas. De modo que uni as mos deles e disse:
       -  O que o Senhor uniu, no o separe o homem nem circunstancia alguma.
       Levantei-me e disse:
       - J vou.
       Os dois acompanharam-me at ao porto e enquanto eu saa disseram:
       - At logo, pastor.
       - Louvado seja Deus - respondi. - Funciona! No domingo seguinte os dois estavam no coro e cantaram lindamente. Depois do culto apertei-lhes a mo e perguntei
 esposa:
       - O que aconteceu?
       -  Bem, no sabemos - respondeu ela. - Mas quando o senhor disse aquelas palavras e deu ordens to fortes, sentimos algo desfazer-se em nosso corao. Foi
como se uma parede tivesse sido destruda, e fomos sacudidos. Subitamente tivemos a impresso de que talvez devssemos tentai' uma vez mais, e essa impressa" veio
a ns dois ao mesmo tempo. Depois que o senhor saiu, passamos toda a noite desfazendo as malas. Pensando no incidente agora, no podemos compreender por que brigvamos
tanto, por que nos amos separar. Agora amamos um ao outro ainda mais do que antes.
       O Esprito Santo precisa de sua palavra e tambm da minha. Se eu tivesse implorado a eles, ou se tivesse orado silenciosamente com eles, eu teria errado 0
alvo. Disse a palavra, e ela saiu e criou. O Esprito Santo precisa de sua palavra definida, a palavra falada de f.
       Jesus proferiu a palavra falada a fim de mudar situaes e criar. Os discpulos de Jesus Cristo usaram a palavra falada a fim de criar e mudar. Infelizmente
a igreja de Jesus Cristo parece ter-se tornado uma mendiga eterna: mendigando e mendigando, com medo de enunciar as palavras de ordem. Precisamos readquirir a arte
perdida de expressar a palavra de ordem.
       H uma terceira razo pela qual usar o poder da palavra falada: por seu intermdio a pessoa cria e libera a presena de Jesus Cristo. Ao abrir a Bblia e
ler Romanos 10:10 descobrimos que "com o corao se cr para justia, e com a boca se confessa a respeito da salvao".  mediante a confisso da f que a pessoa
pode-se assegurar da salvao que vem somente por Jesus Cristo.
       Em lugar algum nesta passagem diz ser necessrio que algum v ao cu e de l traga Jesus Cristo de volta  terra a fim de conceder a salvao. O que se diz
 que as palavras que podem resultar em salvao esto perto, na sua boca e no seu corao.
       Onde est Jesus Cristo? Qual  seu endereo? Certamente que no  l nos altos dos cus, ou embaixo na terra. Jesus est na Palavra dele.
       Onde esto as palavras que podem salv-lo? Essas palavras esto em sua boca e em seu corao. Jesus fica limitado ao que voc expressa. Assim como a pesoa
pode liberar o poder de Jesus mediante a palavra falada  tambm pode criar a presena dele. Se voc no falar a palavra de f claramente, Cristo jamais pode ser
liberado. A Bblia diz: "tudo o que ligardes na terra- ter sido ligado no cu, e tudo o que desligardes na terra, ter sido desligado no cu" (Mateus 18:18). Voc
tem a responsabilidade de levar e trazer a presena de Jesus Cristo.
       Sempre que me reno com meus 100 pastores assistentes, dou-lhes uma ordem estrita:
       - Cabe-lhes a responsabilidade de criar a presena de Jesus Cristo aonde quer que vo. E vocs devem liberar Jesus e preencher as necessidades especficas.
       Permita-me dar-lhe alguns exemplos.
       Em nossa vizinhana h vrias igrejas de diversas denominaes. Em certa igreja Presbiteriana o ministro fala somente acerca da experincia do novo nascimento.
Ele fala com vigor, mas s a respeito da experincia da salvao, de modo que ele est liberando e criando a presena de Jesus que pode dar o novo nascimento para
as pessoas. Os que vo  sua igreja recebem a salvao e nada mais.
       A igreja da Santidade fica a uma quadra de distncia e todos os dias fala sobre a santificao. "Santificai-vos, santificai-vos", exortam repetidamente. Muitas
pessoas vo e recebem o toque da santificao. O ministro ali somente cria a presena do Cristo santificador.
       Na minha igreja prego a respeito do Jesus que salva, do Cristo que santifica, do Salvador que batiza, do bendito Filho de Deus e do Jesus que cura; e todos
estes aspectos se manifestam em minha igreja. Tento criar a presena completa, a presena total de Jesus Cristo.

           

       Voc cria a presena de Jesus com sua boca. Se falar a respeito da salvao, o Jesus que salva aparece se falar acerca da cura divina, ter o Jesus que cura
em sua congregao. Se falar do Jesus que realiza milagres, ento a presena do Jesus que opera milagres  liberada. Ele  limitado por seus lbios e por suas palavras.
Ele depende de voc e se voc no falar claramente por causa do temor de Satans, como  que Cristo Jesus manifestar seu poder a esta gerao? Por isso, fale com
audcia.
       Muita gente tem muitos problemas nos lares por no terem altares da famlia. Se o pai mantm um altar da famlia e fala claramente a respeito da presena
de Jesus Cristo no lar e na famlia, ele pode criar a presena de Jesus Cristo e Jesus pode tomar conta de todos os problemas daquela famlia. Mas uma vez que muitos
negligenciam o altar da famlia, negligenciam declarar com clareza a presena de Jesus Cristo e seus filhos ficam sem as bnos completas de Deus.
       No  necessrio esperai' at que voc receba um dom espiritual especial. Sempre digo que os dons espirituais residem no Esprito Santo. Voc mesmo jamais
poder possuir um dom espiritual.
       Suponhamos que eu possusse o dom de curas. Ento eu curaria todos os que me procurassem indiscriminadamente. Se eu tivesse o dom eu o daria a todos; eu no
estaria discernindo clara ou justamente. O Esprito Santo v uma necessidade, e permite que a operao de um dom flua atravs de algum para suprir essa necessidade.
        importante lembrar que todos os dons residem no Esprito Santo, pois  ele que habita em sua igreja, e mora em voc. Atravs dele voc pode ter todo o tipo
de ministrio - o ministrio do ensino, da evangelizao de misses, pastoral e da cura divina. Por seu intermdio, como um canal, o Esprito Santo pode manifestar-se.
De modo que no se preocupe em adquirir quaisquer dos dons.
       Seja audaz. Receba o dom da audcia, e ento diga a palavra. Fale a palavra claramente, e crie a presena especfica de Jesus Cristo. Libere essa presena
especfica de Jesus Cristo para sua congregao e vai ter resultados especficos. O pai pode criar a presena de Jesus Cristo no lar por meio de sua palavra falada,
e Jesus se encarrega de todos os problemas da famlia. De modo que, da mesma forma, vou  minha igreja a fim de falar a mensagem, plantar sementes especficas a
fim de colher resultados especficos.
       Percebo uma grande falha nos cultos realizados nos Estados Unidos. Os pastores norte-americanos entregam mensagens fantsticas a suas congregaes; mas logo
aps o culto as pessoas so despedidas e se vo. No se lhes d tempo para produzir o fruto que essas mensagens trouxeram  luz. Recebem todas as palavras faladas
da mensagem, mas no tm tempo de orar, para que essa palavra se implante em sua vida de tal modo que se torne parte deles.
       Nos Estados Unidos os cultos terminam cedo demais. D tempo  congregao; encurte os preliminares e os nmeros especiais. D a palavra, e deixe que o povo
tenha mais tempo para orar |unto. Deixe que as palavras sejam digeridas. Se isto fosse feito, ver-se-iam mais resultados nos ministrios desses pastores.
       Finalmente, suas palavras moldam sua vida, pois o centro nervoso da fala controla todos os outros nervos.  por isso que o falar em lnguas  o sinal inicial
do batismo no Esprito Santo. Quando o Esprito Santo domina o centro da fala, domina todos os nervos do corpo, e controla o corpo inteiro. De modo que, quando falamos
em outras lnguas, estamos cheios do Esprito Santo.
       Fale a palavra para controlar e sujeitar completamente seu corpo e sua vida. D a palavra para o Esprito Santo para que ele possa, com ela, criar algo. Ento
crie e libere a presena de Jesus Cristo por sua palavra falada.
       Pregue a palavra. A palavra falada tem poder, e quando a pessoa libera essa palavra,  ela e no a pessoa que realiza os milagres.
       Deus no o usa por voc estar completamente santificado, pois enquanto o cristo viver estar lutando com a carne. Deus o usa por voc ter f. Irmos e irms,
faamos uso da palavra falada - para o xito em nossa vida, para o material com o qual o Esprito Santo possa criar, e com o propsito de criar e liberar a presena
de Jesus Cristo.
       Lembre-se de que Cristo depende de voc e de sua palavra falada a fim de liberar a sua presena. O que vai fazer com este Jesus que voc leva em sua lngua?
Vai liber-lo para a bno dos outros? Ou vai tranc-lo com uma lngua silente e com uma boca fechada? Que Deus o abenoe ao tomar sua deciso.























      Captulo 4

     RHEMA

       A palavra falada tem criatividade poderosa e seu uso adequado  vital para a vida crist vitoriosa. Esta palavra falada, contudo, deve ter uma base correta
a fim de ser eficaz. O princpio da descoberta da base correta para a palavra falada  uma das pores mais importantes da verdade de Deus.  com referncia a esse
tpico que quero conversar com vocs agora.

           

       Certo dia trouxeram a meu escritrio uma senhora deitada numa maa. Era paraltica do pescoo para baixo e no conseguia mover nem mesmo um dedo. Enquanto
a introduziam em meu escritrio, comecei a ter uma sensao estranha. Era como se meu corao estivesse perturbado. Assim como houve um sentimento de expectativa
junto ao poo de Betesda, assim tambm eu sabia que algo ia acontecer.
       Acerquei-me de sua maa e ao olhar para seus olhos vi que ela j tinha a f para ser curada: no uma f morta, mas uma f viva. Toquei-lhe a testa e disse:
       - Irm, no nome de Jesus Cristo, seja curada.
       Instantaneamente o poder de Deus se manifestou e ela foi curada. Levantou-se da maa, emocionada, assustada, eletrizada.
       Alguns dias mais tarde veio  minha casa para trazer-me alguns presentes. Ao entrar em meu escritrio perguntou:
       -  Ser que eu podia fechar a porta?
       - Sim - respondi - feche a porta.
       Ento ela se ajoelhou perante mim, ainda espantada de sua cura e disse;
       -   Senhor, por favor, revela-te a mim. s tu o segundo Jesus encarnado?
       Sorri:
       - Querida irm, voc sabe que tomo trs refeies por dia, vou ao banheiro e durmo todas as noites. Sou to humano quanto voc. E a nica maneira pela qual
sou salvo  por intermdio de Jesus Cristo.
       Esta senhora tinha recebido uma cura to miraculosa que a notcia se espalhou rapidamente. Logo depois uma senhora rica veio  minha igreja, tambm trazida
em uma maa. linha sido crist por muito tempo e servido como diaconisa de sua igreja. Ela tinha decorado passagens e mais passagens acerca da cura divina: "eu sou
o SENHOR que te sara" (xodo 1526!; pelas suas pisaduras fomos sarados" (Isaas 53:5); "Ele mesmo tomou as nossas enfermidades e carregou com as nossas doenas"
(Mateus 8:17); "E estes sinais ho de acompanhar aqueles que crem: ... se impuserem as mos sobre enfermos, eles ficaro curados" (Marcos 16:17, 18).
       De modo que orei por ela com todo o meu poder mas nada aconteceu. Ento gritei, repetindo as mesmas oraes paia a cura. Usei a Palavra de Deus, at mesmo
pulei, mas nada aconteceu. Disse-lhe que se levantasse pela f. Muitas vezes ela se levantava, mas no instante em que a soltava ela caa como um pedao de madeira
morta. Ento eu dizia:
       - Tenha mais f e levante-se.
       Ela se levantava de novo e de novo caa. Ento me dizia ela que tinha toda a f que h no mundo, mas sua f no funcionava.
       Fiquei muito deprimido e logo ela comeou a chorar. Dizia:
       __ Pastor, o senhor tem preconceitos contra mim. O senhor amava tanto a outra mulher que a curou. Mas o senhor realmente no me ama. De modo que ainda estou
doente,  senhor tem preconceitos.
       -  Irm - respondi -, fiz tudo. Voc mesma viu. Orei- clamei, pulei e gritei. Fiz tudo que um pregador pentecostal pode fazer, mas nada aconteceu e no posso
compreender o motivo.
       Em minha igreja, este problema inquietante de uma pessoa ser curada enquanto outra permanece enferma no ficou limitado a esta ocasio. Evangelistas de fama
mundial tm vindo  minha igreja e entusiasticamente dizem:
       - Todos vo ser curados! Todos:
       Pregam a palavra de f e muitos so curados.
       Depois estes evangelistas se vo, levando toda a glria, e eu fico com a incumbncia de tratar dos doentes que no foram curados. Estes vm a mim, desanimados
abatidos e desesperados queixando-se:
       -  No fomos curados. Deus desistiu de ns; estamos completamente esquecidos. Por que devemos lutar para vir a Jesus Cristo e crer?
       Aflijo-me, oro e choro:
       "Por que, Pai? Por que isto  assim? Deus, por favor, d-me a resposta. Uma resposta clara."
       E ele o fez. De modo que agora gostaria de partilhar com voc esta resposta e algumas coisas que me levaram a receber esta compreenso.
       As pessoas pensam que podem crer na Palavra de Deus. Podem. Mas falham em fazer a diferena entre a Palavra de Deus que d conhecimento geral a respeito de
Deus e a Palavra de Deus que ele usa para conceder f acerca de circunstncias e problemas especficos.  este ltimo tipo de f que produz milagres.
       No grego h duas palavras diferentes para "palavra": logos e rhema. O mundo foi criado pela palavra logos de Deus. Logos  a palavra geral de Deus, que se
estende desde o livro do Gnesis ao Apocalipse, pois todos estes livros falam acerca de Jesus Cristo, direta ou indiretamente. Ao ler a palavra logos do Gnesis
ao Apocalipse a pessoa pode receber todo o conhecimento de que necessita a respeito de Deus e de suas promessas; mas pela simples leitura a pessoa no recebe f.
A pessoa recebe conhecimento e compreenso acerca de Deus, mas no recebe f.
       Romanos 10:17 mostra-nos que o material usado para edificar a f  mais do que simples leitura da Palavra de Deus: "a f vem pela pregao e a pregao pela
palavra de Cristo." Nesta passagem "palavra" no  logos, mas rhema. A f, especificamente falando, vem pela pregao da palavra rhema.
       O Dr. Ironside define em seu "Lxico Grego" a palavra logos: A palavra dita de Deus"; e rhema: "A palavra dizente de Deus." Muitos eruditos definem a ao
de rhema como se o Esprito estivesse tomando alguns versculos da Palavra de Deus e vivificando com eles uma determinada pessoa. Eis minha definio de rhema: "Rhema
 uma palavra especfica, dada a uma pessoa especfica em uma situao especfica.'
       Certa vez, na Coria, uma senhora chamada Yun Hae Kyung promovia grandes concentraes para a juventude na montanha Samgak. Essa senhora tinha um grande ministrio.
Quando se punha de p e pregava, as pessoas vinham  frente e caam ao solo como se tivessem sido atingidas pelo raio, tocadas pelo poder do Esprito. Muitos eram
os jovens que acudiam s suas reunies. Nesta ocasio, essa senhora realizava reunies juvenis em Samgak, e milhares de jovens compareciam todas as noites.
       Durante a semana da campanha choveu muito, e todos os rios transbordaram. Um grupo de jovens desejava assistir ao culto certa noite. Chegando  margem do
rio, perceberam que as reunies estavam sendo realizadas no povoado do outro lado. Mas o rio estava muito cheio, e no havia pontes nem barcos por perto. Os jovens
se desanimaram. Trs moas disseram:
       -   Por que simplesmente no vadeamos o rio? Pedro andou por sobre as guas, e o Deus de Pedro  o nosso Deus, e o Jesus de Pedro  o nosso Jesus, e a f
que Pedro tinha  a nossa f. Pedro creu e devemos fazer o mesmo. Vamos andar por sobre o rio!
       O rio estava muito cheio e a correnteza era forte. As trs moas se ajoelharam, deram-se as mos e citaram a Escritura, mencionando Pedro caminhando por sobre
as guas. Disseram a todos que iriam repetir o milagre.  vista de todos os demais jovens, entraram resolutamente nas guas.
       Afundaram-se imediatamente. Trs dias mais tarde seus corpos foram encontrados flutuando no mar.
       Esse triste incidente teve repercusses em toda a Coria. Os jornais no-cristos atacaram a f. Traziam manchetes como estas: "O Deus dos cristos no pde
salv-las", ou: "Por que seu Deus no respondeu s oraes de f?"
       Como resultado desta ocorrncia, os incrdulos tiveram um dia de triunfo e a igreja crist experimentou derrota e desapontamento geral. Muitos sentiram--se
deprimidos e desalentados e no tinham como responder aos escrnios e acusaes.
       O caso das moas que se afogaram transformou-se em assunto de conversas por toda a Coria e muitos cristos sinceros perderam a f. Diziam:
       - Essas moas creram exatamente como nossos ministros tm ensinado; exerceram sua f. Dos plpitos nossos pastores constantemente instam que exercitemos com
audcia nossa f na Palavra de Deus.
       Essas moas fizeram justamente isso; ento, por que Deus no respondeu? Deus Jeov no deve ser um Deus vivo. Esta no deve passar de uma religio formalstica
e nos envolvemos com ela.
       Que resposta daria voc a essas pessoas? Estas moas tinham crido. Tinham exercitado a f baseadas na Palavra de Deus.
       Mas Deus no tinha motivos paia apoiar a sua f. Pedro nunca andou sobre as guas por causa da palavra logos, a qual prove informao geral acerca de Deus.
Pedro pediu que Cristo lhe desse uma palavra especfica. Disse ele:
       -  Se s tu, Senhor, manda-me ir ter contigo, por sobre as guas.
       Respondeu Jesus:
       - Vem!
       A palavra que Cristo deu a Pedro no era logos, mas rhema. Deu-lhe uma palavra especfica: "Vem!" A uma pessoa especfica: Pedro; numa situao especfica:
uma tempestade.
        Rhema traz f. A f vem pela pregao e a pregao de rhema. Pedro nunca andou por sobre as guas pelo conhecimento de Deus somente. Pedro tinha rhema.
       Mas essas moas tinham somente logos, conhecimento geral de Deus, e neste caso, a obra de Deus mediante Pedro. O erro foi exercitarem sua f humana em logos.
Deus, portanto, no tinha responsabilidade alguma de apoiar sua f, e a diferena entre o modo pelo qual estas moas exercitaram sua f e a maneira de Pedro exercitar
a sua  to grande como a noite do dia.
       Dois anos atrs dois estudantes do Instituto Bblico falharam completamente em seu primeiro empreendimento ministerial. Os dois haviam sido meus discpulos.
Haviam escutado minhas prelees, e como iam  minha igreja, tinham aprendido alguma coisa a respeito dos princpios da f.
       Comearam seu ministrio com o que parecia uma grande quantia de f. Valian-se de passagens bblicas como esta: "Abre bem a tua boca, e ta encherei (Salmo
81:10); "Se me pedirdes alguma coisa em meu nome, eu o farei" (Mateus 14:14|.
       Foram a um banco e fizeram um emprstimo bem grande. Ento foram a um homem bem rico e pediram emprestado outra grande soma de dinheiro. Com esse dinheiro
compraram um terreno e construram um lindo santurio - sem ter, contudo, uma congregao. Comearam a pregar, esperando que as pessoas viessem s centenas. Esperavam
tirar ofertas e com elas pagar a dvida. Mas nada aconteceu.
       Um destes jovens tinha pedido emprestado cerca de 30.000 dlares. O outro, certa de 50.000. Logo chegaram os credores, os jovens se viram muito apertados
e chegaram ao ponto de quase perder a f.
       Ento os dois vieram a mim. Choraram:
       -  Pastor Cho, por que o seu Deus  diferente do nosso? O senhor comeou com 2.500 dlares, e agora j completou um projeto de 5 milhes. Ns construmos
uma igreja que nos custou 80.000. Por que Deus no nos responde? Cremos no mesmo Deus, temos a mesma f, por que ele no nos responde?
       Ento comearam a citar passagens bblicas que contm promessas, tanto do Antigo como do Novo Testamentos, acrescentando:
       - Fizemos exatamente como o senhor nos ensinou e fracassamos.
       Respondi-lhes:
       -  Alegra-me que tenham fracassado depois de seguir as minhas palavras. Vocs so bons discpulos meus, mas no do Senhor Jesus Cristo. Vocs compreenderam
mal alguns dos meus ensinos. Comecei a obra de minha igreja dirigido por rhema, no por logos. Deus falou claramente ao meu corao, dizendo: "Levanta-te, vai e
edifica uma igreja para dez mil pessoas.'' Deus colocou sua f em meu corao e eu fui e o milagre ocorreu. Mas vocs saram simplesmente com logos, conhecimento
geral a respeito de Deus e de sua f. Portanto, Deus no tem responsabilidade alguma de apoi-los, embora o ministrio que vocs realizavam fosse para o Senhor Jesus.
       Irmos e irms, por meio de logos vocs podem conhecer a Deus. Podem adquirir compreenso e conhecimento a respeito dele. Mas logos nem sempre se transforma
em rhema.
       Suponhamos que um doente tivesse ido ao tanque de Betesda e dito aos que ali estavam:
       - Vocs so uns bobos! Por que esperam aqui? Este  o mesmo tanque de sempre, com a mesma gua, no mesmo lugar. Por que tm de esperar dia aps dia? Vou entrar
na gua agora e lavar-me.
       Em seguida ele mergulha e toma um banho. Mas ao sair da gua, no fora curado. Pois somente depois que vinha o anjo de Deus e revolvia a gua as pessoas podiam
entrar, lavar-se e ser curadas. Ainda era o mesmo tanque de Betesda, no mesmo local, com a mesma gua. S quando a gua era revolvida pelo anjo de Deus  que ocorria
o milagre.
        Rhema procede de logos. Logos  como o tanque de Betesda. Voc pode ouvir a Palavra de Deus e pode estudar a Bblia, mas somente quando o Esprito Santo
vem e aviva uma passagem ou passagens da Escritura ao seu corao, queimando-as em sua alma e dando-lhe a conhecer como aplic-las diretamente  sua situao especfica
 que logos se transforma em rhema.
       Se voc nunca tem tempo de esperai' na presena do Senhor, ento o Senhor nunca confirmar a palavra de que voc tanto necessita em seu corao.
       Esta  uma poca de muita agitao. As pessoas vo  igreja para serem entretidas. Ouvem um sermo curto e so despedidas, sem terem tempo para esperar no
Senhor. D-se-lhes logos, mas no rhema. por isso no vem milagres de Deus, e comeam a duvidar de seu poder.
       As pessoas devem ir ao santurio, ouvir atentamente ao pregador, e esperar no Senhor. Mas como no ouvem em atitude de orao, esperando no Senhor a fim de
receber rhema, no podem, portanto, receber a f necessria para a resoluo de seus problemas. O seu conhecimento da Bblia aumenta  proporo que seus problemas
aumentam, e embora venham  igreja, nada acontece. Por isso comeam a esfriar-se e a perder a f.
       Outro problema que sofrem as igrejas desta poca  que os ministros andam demasiadamente ocupados. Passam horas e horas fazendo o trabalho de eletricista,
carpinteiro, porteiro, enfermeiro, ocupados em cem tarefas diferentes.
       Quando chega o sbado, tropeam por a tentando pensar em alguma palavra logos, para pregar na manh de domingo. Esto cansados a tal ponto que no tm tempo
para esperar na presena do Senhor. No tm tempo de trocar o capim verde em leite branco. Suas congregaes comem capim, mas no o leite rico da Palavra. Este 
um erro muito grande.
       Os leigos no so inimigos do pastor. So seus amigos. Como fizeram os apstolos, o ministro deve concentrar-se na orao e no ministrio da Palavra, delegando
qualquer outro trabalho a seus leigos, ancios, diconos, diaconisas e lderes.
       Eu sigo esta norma em minha igreja. No ouso subir ao plpito sem primeiro esperar na presena do Senhor e receber a palavra rhema de Deus para essa mensagem.
Se no recebo a palavra rhema no vou  plataforma.
       As vezes passo toda a noite de sbado em orao. Durante o dia oro: "Senhor, as pessoas viro com todos os tipos de problemas: doena, presses, problemas
familiares, problemas financeiros, todo tipo imaginvel de problemas.
       "Viro, no somente para receber conhecimento geral a teu respeito, mas tambm para receber uma soluo real a seus problemas. Se eu no lhes der f viva,
rhema, ento voltaro para suas casas sem terem solucionado nenhum de seus problemas. Necessito de uma mensagem especfica, para pessoas especficas, num tempo especfico."
       Ento espero at que o Senhor me d a mensagem. Quando subo ao plpito, vou marchando como um general, porque sei que a mensagem que vou entregar tem a uno
do Esprito Santo.
       Depois do sermo, as pessoas vm a mim e dizem:
       - Pastor, o senhor pregou exatamente a palavra de que eu necessitava. Creio que meu problema ser resolvido.
       Isto acontece porque os ajudei a receber rhema.
       Irmos e irms, no estamos edificando na igreja um clube de santos. listamos lidando com assuntos de vida e de morte. Se o pastor no der rhema ao seu povo,
ento tudo o que lhe resta  um clube religioso superficial. J temos no mundo clubes sociais como o Rotary, os Kiwanis e outros da mesma natureza, e seus membros
tambm pagam um tipo de dzimo.
       As igrejas que ns edificamos devem ser lugar onde as pessoas recebem solues da parte de Deus. Recebem e vm milagres em sua vida. E podem conseguir, no
meramente um conhecimento intelectual de Deus, mas tambm um conhecimento experimental, real e vivo. Mas para que consigam esse objetivo  preciso que primeiro o
pastor receba rhema.
       Deve-se dar tempo aos cristos a que esperem na presena do Senhor a fim de que o Esprito Santo tenha tempo de lidar com eles e inspir-los por meio das
Escrituras,  Esprito Santo pode transformar as passagens bblicas na "palavra dita" de Deus, e aplic-las ao corao da pessoa, fazendo com que a "palavra dita
passe a ser a "palavra dizente" de Deus. Logos deve transformar-se em rhema.
       Agora posso dizer-lhe por que muita gente no recebe a cura. Todas as promessas so potencialmente - mas no literalmente - nossas. Nunca tome uma promessa
de Deus e simplesmente diga:
       "Oh, esta  minha, esta  minha!"
       Sim,  sua em potencial, mas s chegar a ser sua na prtica quando voc esperar perante o Senhor.
       Antes que o Senhor conceda uma passagem a um indivduo ele tem de fazer vrias coisas. Primeiro o Senhor deseja limpar a sua vida e fazer com que esse indivduo
se entregue a ele. O Senhor nunca d promessas de um modo promscuo. Quando o Senhor lidar com voc, voc deve tirar o tempo paia permanecer perante ele. Confesse
seus pecados, e entregue sua vida a ele. Quando estas condies necessrias so produzidas, ento vem o poder de Deus. E seu corao, assim como o tanque de Betesda,
 revolvido por algum texto em particular; ento voc sabe que essa promessa  sua, e recebe a f para produzir o milagre necessrio.
       A sade corporal no  o objetivo ltimo do Esprito Santo.  necessrio que conheamos bem claramente as prioridades do Esprito Santo. O alvo supremo 
a santidade de nossas almas. Quando Deus lida com voc, sempre o faz atravs da santidade da alma. Se sua alma no estiver reta diante de Deus, no importa quanta
orao, quanto grito ou quanto pulo voc d, essas coisas no lhe traro a palavra rhema de que voc necessita.  preciso esperar perante o Senhor.
       A cura divina depende da soberana vontade de Deus. As vezes uma pessoa recebe cura instantnea; ao passo que outra precisa esperar um pouco mais.
       Um dos mais queridos diconos de nossa igreja caiu doente. Este dicono deu tudo ao Senhor, amando-o e servindo-o de um modo espantoso. Disseram-lhe que tinha
um tumor e que os mdicos desejavam operar. Mas todos em minha igreja sabiam que o Senhor ia cur-lo, pois ele era um grande santo e de grande f. Este era o raciocnio
deles.
       Orei para a cura dele. Ento tnhamos 40.000 membros e todos eles oraram, atacando o trono da Graa. E esse dicono reivindicou a cura.
       Mas nada aconteceu. Ele piorava cada vez mais. Afinal, sangrava tanto que foi levado ao hospital e sofreu a interveno cirrgica. Muitos de nossos membros
estavam preocupados e reclamavam.
       -  Onde est Deus? Por que Deus o est tratando desta maneira?
       Mas louvei a Deus, pois eu sabia que ele tinha algum propsito especfico no que estava acontecendo.
       Ao ser hospitalizado, ele comeou a pregar o evangelho a todos com quem entrava em contato. Em breve todo o hospital sabia existir um Jesus vivo, e que seu
representante estava ali naquele hospital. Mdicos, enfermeiras e pacientes eram salvos todos os dias.
       Ento os membros de nossa igreja regozijaram-se, dizendo:
       - Louvado seja Deus! Foi muito melhor que ele se hospitalizasse do que se tivesse recebido a cura instantnea.
       Deus mostrou que sua prioridade era a cura eterna das almas e no a cura terrena do corpo fsico.
       Onde h dor e sofrimento temos a tendncia de pedir libertao. Mas no devemos fazer isso. Se o seu sofrimento pode resultar em graa redentora, ou se seu
sofrimento torna-se o canal para o fluxo da graa redentora de Deus, ento seu sofrimento foi enviado por Deus. Se, entretanto, seu sofrimento torna-o invlido e
comea a destru-lo, ento procede de Satans e voc deve orar a fim de livrar-se dele.
       Contar-lhe-ei um caso no qual Deus no libertou as pessoas de seu sofrimento.
       Aconteceu durante a guerra da Coria quando 500 ministros foram capturados e imediatamente fuzilados e duas mil igrejas destrudas.
       Os comunistas eram cruis para com os pastores. A famlia de certo ministro foi capturada em Inchon, Coria, e os lderes comunistas submeteram-nos ao que
chamavam de "Tribunal do Povo". Os acusadores diziam:
       - Este homem  culpado de cometer este tipo de pecado e por esse pecado deve ser castigado.
       A nica resposta que recebiam era um coro unnime de vozes, dizendo:
       - Sim, sim!
       Desta vez cavaram um grande buraco, colocaram o pastor, sua esposa e vrios de seus filhos dentro dele. Ento o lder falou:
       -  Todos estes anos o senhor tem desviado as pessoas com a superstio da Bblia. Se desejar agora retratar-se perante o povo aqui reunido e arrepender--se
de sua m conduta, ento o senhor, sua esposa e seus filhos sero libertados. Mas se persistir em suas supersties, toda a sua famlia vai ser enterrada viva. Tome
sua deciso!
       Todos os seus filhos comearam a chorar, dizendo:
       -  Papai, papai, pense em ns!
       Imagine a situao desse homem. Se voc estivesse em seu lugar, o que teria feito? Sou pai de trs filhos e chegaria quase a preferir ser lanado ao fogo
do inferno a ver meus filhos serem mortos.
       Este pai estava profundamente abalado. Levantou a mo, dizendo:
       - Sim, sim, f-lo-ei. Vou denunciar ... minha .. . Mas antes de poder terminar a frase a esposa tocou-lhe o lado dizendo:
       -  Diga NO!
       E dirigindo-se aos filhos, essa valente mulher disse:
       -  Calem-se, filhos. Esta noite vamos jantar com o Rei dos reis e Senhor dos senhores!
       Ento comeou a cantar o hino No celeste porvir". Seus filhos e marido a acompanharam no cntico enquanto os comunistas comearam a enterr-los. Logo as crianas
estavam enterradas, mas at que a terra lhes chegasse ao pescoo continuaram a cantar e o povo a olhar. Deus no os livrou, mas quase todos os que viram essa execuo
tornaram-se crentes. Muitos so membros de minha igreja.
       Mediante seu sofrimento fluiu a graa da redeno. Deus enviou seu nico Filho a fim de ser crucificado na cruz paia que o mundo pudesse ser salvo e redimido.
Esse  o objetivo ltimo de Deus - a redeno de almas. De modo que quando a pessoa desejar a cura divina ou uma resposta dos altos, focalize a vista atravs das
lentes do objetivo ltimo, a redeno de almas. Se perceber que seu sofrimento realiza mais redeno do que sua cura, ento no pea libertao, mas que Deus lhe
d foras a fim de perseverar.
       Nem sempre  fcil fazer distino entre o sofrimento ocasionado por Satans, do qual Deus deseja livr-lo, e o sofrimento que Deus pode usar a fim de fazer
com que o fluxo da graa redentora continue a fluir. A fim de tomar este tipo de deciso  preciso que a pessoa espere no Senhor e conhea a sua vontade. No se
desanime e ande  procura de orao de um evangelista famoso aps outro. Mas, mediante a orao, jejum e f, deixe que Deus lhe apresente sua vontade.
       Quando o Esprito Santo aviva logos da Escritura ao seu corao, concede-lhe uma f miraculosa. Voc sabe que a passagem bblica no mais pertence  palavra
"dita de Deus, mas transforma-se instantaneamente na palavra "dizente" de Deus para voc. Ento voc deve firmar-se nessa palavra, seguir em frente e pratic-la,
embora no possa ver nada. Embora voc no possa tocar nada, embora sua vida inteira esteja totalmente s escuras, uma vez que recebe a palavra rhema no tenha medo.
Siga em frente e ande por sobre as guas, e ver o milagre. Tenha cuidado, entretanto, em no adiantar-se a Deus.
       Muitas pessoas andam na frente de Deus, assim como o tez Paulo em sua vontade de levar o Evangelho de Jesus Cristo. Jesus Cristo ordenou que fssemos at
aos confins do mundo e pregssemos o Evangelho; de modo que Paulo, seguindo a palavra lagos, dirigiu--se para a sia. Mas o Esprito de Jesus no permitiu que ele
chegasse l.
       Ento Paulo disse:
       -  Irei para Bitnia -Novamente o Esprito do Senhor disse:
        - NO.
       Ento Paulo e seus companheiros desceram a Trade, uma cidade desconhecida. Podemos imaginar suas peregrinaes ali, sua confuso, pensando: "Eu estava obedecendo
a um mandamento de Jesus. Jesus disse que fssemos at aos confins do mundo e pregssemos o Evangelho. Por que sou eu um fracasso?"
       Enquanto orava e esperava no Senhor, recebeu a palavra rhema, e apareceu-lhe um homem da Macednia em uma viso, dizendo; "Passa para a Macedonia, e ajuda-nos!'
De modo que ele tomou um barco e foi para a Europa.
       Atravs do exemplo de Paulo podemos novamente ver a diferena entre logos e rhema.

           

       Algumas pessoas tm vindo a mim com o comentrio:
       - Irmo Cho, posso orai por vrias promessas das Escrituras, e posso esperar at que o Esprito Santo avive essas passagens, aplicando-as a mim. Mas como
 que posso conseguir rhema na escolha de um marido ou de uma esposa? Li a Bblia toda, mas ela no diz que devo casar-me com Elizabete, Maria ou com Joana. Como
 que posso ter rhema com respeito a este assunto?
       -  A Bblia tampouco diz onde devo estabelecer minha residncia, se no Rio de Janeiro, Buenos Aires, Los Angeles ou em Berlim. Como  que posso saber a vontade
de Deus a esse respeito?
       Estas so questes legtimas. Permita-me dar-lhe os cinco passos que uso a fim de saber a palavra rhema acerca de questes especficas.

           

       O primeiro passo  colocar-me em ponto neutro - no ir nem para a frente nem para trs; permanecer completamente calmo. Ento espera no Senhor, dizendo: "Senhor,
eis-me aqui. Ouvirei a tua voz. Se disseres sim', irei; se disseres 'no', no irei. No desejo tomar decises para meu prprio benefcio, mas decidir segundo o
teu desejo. Seja algo bom para mim, ou seja algo mau, estou pronto a aceitar tua direo."
       Com esta atitude espero pelo Senhor. Muitas vezes a melhor coisa a fazer  jejuar e orar, pois se a pessoa come demais fica cansada e no pode orar. Ento,
ao perceber que est realmente calma, pode partir para o segundo passo.

           

       A segunda coisa que fao  pedir que o Senhor revele sua vontade atravs de meu desejo. Deus sempre vem a voc atravs de seu desejo santificado. "Agrada-te
do SENHOR, e ele satisfar aos desejos do teu corao" (Salmo 37:4). "O anelo dos justos Deus o cumpre" (Provrbios 1024). "Por isso digo que tudo quanto em orao
pedirdes, crede que recebestes, e ser assim convosco" (Marcos 11:24)
       Desejar , pois, um dos pontos focais de Deus. Alm disso, Filipenses 2:13 diz: "Porque Deus  quem efetua em vs tanto o querer como o realizar, segundo
a sua boa vontade."
       Atravs do Esprito Santo, Deus coloca em seu corao o desejo, levando voc a desejar fazer a vontade dele. Portanto, faa a seguinte orao: "Senhor, agora
d-me o desejo segundo a tua vontade."
       Ore e espere no Senhor at que Deus lhe d o desejo divino. Ao orar, muitos desejos, desejos lindos fluiro  sua mente. Tenha a pacincia necessria para
que tambm os desejos de Deus lhe venham  mente. No se ponha de p, dizendo: "Oh, j tenho tudo", e em seguida saia correndo. Espere na presena do Senhor um pouco
mais. Satans tambm pode dar desejos, mas tambm os desejos podem surgir de seu prprio esprito, ou ser dados pelo Esprito Santo.
       O tempo sempre  uma prova. Se esperar com pacincia, seu prprio desejo e o desejo de Satans tomar-se-o cada vez mais fracos, mas o desejo do Esprito
Santo, cada vez mais forte. Por isso espere e receba o desejo divino.

           

       Depois de meu desejo tornar-se claro, ento dou o passo trs: comparo esse desejo com o ensino bblico.
       Certo dia uma senhora veio a mim. Emocionada dizia:
       - Oh, pastor Cho, vou contribuir com uma grande soma para seu ministrio.
       - Louvado seja o Senhor! - exclamei. - Assente--se e conte-me a respeito disso.
       -   Tenho um desejo fantstico de entrar para o mundo dos negcios. Fiquei sabendo de uma boa empresa, e se entro nela, vou ganhar muito dinheiro.
       -  Que tipo de negcio ?
       -  Tenho um desejo ardente de monopolizar o mercado de cigarros. Tabaco, o senhor percebe.
       -  Esquea-se disso - retorqui.
       - Mas tenho o desejo! - disse ela. - Um desejo ardente, como o senhor sempre pregou.
       -  Esse desejo procede de sua prpria carne - respondi. - J examinou a Bblia a fim de verificar se o que estar fazendo  escriturstico?
       - No.
       -  Seu desejo deve ser provado pela Escritura - instru-a. - A Bblia diz que somos templos do Esprito Santo 11 Corntios 6:19). Se Deus desejasse que seu
povo fumasse ele teria feito nosso nariz de maneira diferente. Chamins devem dar para cima, e no para baixo. Pense no nariz: aponta para baixo e no para cima.
O propsito de Deus no era que fumssemos, porque nossa chamin aponta para baixo. A habitao do Esprito Santo  seu corpo. Se o poluir com fumaa, ento estar
poluindo o templo do Esprito Santo. Seu desejo est fora da vontade de Deus. Seria melhor que simplesmente se esquecesse desse novo negcio. Certo homem veio a
mim, dizendo:
       - Pastor, fiz amizade com uma linda mulher, uma viva. Ela  terna, linda e maravilhosa. Ao orar, tenho um desejo ardente de me casar com ela. Mas tambm
tenho minha mulher e filhos.
       - Olhe - respondi. - Esquea-se disso, porque tal coisa procede do diabo.
       - Oh, no, no. No  do diabo - discordou ele. - Quando orei, o Esprito Santo me disse ao corao que minha esposa no  exatamente o tipo de costela que
se encaixa a meu lado. Minha esposa  sempre um espinho na carne. O Esprito Santo falou dizendo que essa viva  minha costela perdida, que se encaixar perfeitamente
em meu lado.
       Disse-lhe eu:
       -  Isto no procede do Esprito Santo. Vem do diabo.
       Muitas pessoas cometem esse tipo de erro. Se orarem contra a Palavra escrita de Deus, ento o diabo falar. O Esprito Santo jamais contradir a Palavra escrita
de Deus. Esse homem no me deu ouvidos, divorciou-se de sua mulher e casou-se com a viva. Agora  o mais infeliz de todos os homens. Descobriu que sua segunda costela
era ainda pior do que a primeira.
       Todos os nossos desejos devem, portanto, ser examinados  luz das Escrituras. Se voc no possuir a autoconfiana de fazer isso, ento v ao seu ministro
ou pastor.

           

       Depois de examinar o desejo  luz da Palavra escrita, dos ensinamentos de Deus, ento estou pronto para o passo nmero quatro: pedir um sinal a Deus, tirado
de minhas circunstncias. Se Deus verdadeiramente lhe falou ao corao, ento poder dar-lhe um sinal do mundo exterior.
       Quando Elias orou sete vezes pedindo chuva, recebeu um sinal do cu - uma mancha do tamanho do punho do homem, uma nuvem apareceu.
       Gideo tambm pode servir-nos de exemplo, pois ele tambm pediu um sinal. Deus sempre me mostrou um sinal de minhas circunstncias; s vezes esse sinal era
muito pequeno, mas ainda era um sinal.

           

       Depois de receber o sinal, ento o passo final: oro at conhecer o horrio de Deus. O horrio de Deus  diferente do nosso.
       A pessoa deve orar - at que tenha paz real, pois a paz  como o rbitro. Depois de orar, se ainda sentir--se inquieta, ento o horrio no era certo. Significa
que o sinal ainda est vermelho; portanto, continue a orar e a esperar. Quando o sinal passar do vermelho para o verde, chegar-lhe- paz ao corao.
       Ento voc deve sair correndo. V, portanto, com velocidade total, com a bno de Deus e com a rhema de Deus. Milagre aps milagre lhe seguiro.
       Em minha vida crist sempre tenho seguido estes cinco passos. At aqui Deus tem confirmado essa maneira de caminhar com sinais e milagres. Estes resultados
devem mostrar claramente a diferena entre logos e rhema.
       No futuro voc no precisa ficar confuso acerca das promessas de Deus. Quantidade alguma de reivindicao, trabalho, pulos ou gritos o convencer. Deus mesmo
o convencer dando-lhe ao corao a sua f.
       A verso de Almeida, de Marcos 1122, 23 diz que se a pessoa tiver a f em Deus poder ento ordenar a um monte que se atire no meio do mar. O texto grego,
entretanto, diz que a pessoa deve ter a f de Deus.
       Como  que se pode ter a f de Deus? Ao receber rhema a f que lhe  dada no  sua; foi-lhe concedida por Deus. Depois de receber essa f, que vem do alto,
ento pode ordenar que montanhas sejam removidas. Sem receber a f de Deus a pessoa no pode fazer tal coisa.
       Se no for por outra razo, voc deve estudar cuidadosamente a Bblia - desde o Gnesis ao Apocalipse - a fim de proporcionar ao Esprito Santo o material
de que ele necessita para operar. Quando a pessoa espera no Senhor, o Esprito Santo concede--lhe essa f. E ao agir consoante a essa f, grandes milagres seguiro
em seu ministrio e em seu lar.
       Portanto, espere no Senhor; jamais ser isso um desperdcio de tempo. Quando Deus lhe fala ao corao, ele pode, em um segundo, fazer coisas muito maiores
do que voc poderia fazer num ano inteiro. Espere no Senhor, e ver grandes coisas realizadas.












































      Captulo 5

     A ESCOLA DE ANDR

       Ao receber a Jesus Cristo como seu Salvador pessoal, seu esprito nasce de novo instantaneamente. Recebe, num instante, a vida de Deus, e nesse mesmo instante,
seu ser espiritual ganha a vida eterna. Mas sua mente, seus pensamentos, devem ser renovados segundo seu esprito renascido; e essa renovao  obra que requer uma
vida toda, tempo, energia e luta. Essa renovao  necessria se a pessoa desejar receber adequadamente as palavras rhema concedidas por Deus, e agir segundo elas,
permitindo que a criatividade poderosa da palavra falada permanea vital.

           

       Muitas pessoas experimentam o renascimento espiritual, mas no renovam a mente a fim de verdadeiramente compreender os pensamentos de Deus. No levam a vida
segundo os pensamentos de Deus. Por esse motivo, Deus, que neles habita, no pode mover--se livremente atravs do canal de sua vida de pensamento. Permita-me dar-lhe
um exemplo.
       Certo dia, meu filho mais velho, que nessa poca estava no quarto ano primrio, veio procurar-me no escritrio. Era evidente que ele queria perguntar-me algo,
mas hesitava em fazer a pergunta. Finalmente eu disse:
       - Filho, que voc est tentado perguntar? Ele sorriu.
       - Papai, se eu lhe fizer uma pergunta estranha, o senhor vai ficar com raiva?
       -  claro que no vou ficar com raiva - assegurei--lhe. - Vamos. Diga.
       - Bem - continuou ele - o senhor tem permisso de mentir para sua congregao?
       -  Quando foi que eu menti? - perguntei. Ele sorriu.
       - J o ouvi dizer uma mentira repetidas vezes  sua congregao.
       Eu estava chocado. Se meu filho desconfiava de mim, ento quem confiaria em mim?
       - Filho - disse eu - sente-se e diga-me quando foi que eu disse uma mentira.
       - Papai, tantas vezes o senhor diz  sua congregao que se encontra com Deus, de modo que fiquei curioso. Todo sbado eu ficava fora da porta de seu escritrio
ouvindo quando o senhor preparava seus sermes, e s vezes abria a porta um pouquinho para ver se o senhor realmente estava conversando com Deus a.
       - Mas nunca vi o senhor realmente se encontrando com Deus em seu escritrio. Ainda assim, nos domingos o senhor sobe ao plpito e ousadamente declara que
se encontrou com Deus. Isso  mentira, no ? No tenha receio de me dizer a verdade. Sou seu filho. No vou contar para os outros.
       Como ele era ainda to jovem eu sabia que ele no compreenderia se eu lhe explicasse meus sentimentos com termos teolgicos. "Senhor", orei, "preciso de sabedoria.
Como  que posso explicar a esta jovem mente o meu relacionamento contigo?"
       Subitamente um pensamento tremendo fluiu de meu corao e olhei para meu filho, dizendo:
       -  Filho, deixe-me fazer-lhe uma pergunta. Voc j viu seus pensamentos?
       Ele ficou em silncio por instantes.
       -  No, nunca vi meus pensamentos.
       -- Ento voc tem a cabea vazia - respondi. - Voc no tem pensamentos.
       -  No, papai, eu tenho pensamentos. Eu posso falar porque tenho pensamentos.
       - Mas, - ressaltei - eu nunca vi seus pensamentos.
       -  Como  que o senhor poderia ver meus pensamentos? - perguntou ele. - Eles esto em algum lugar no meu crebro e o senhor no pode v-los.
       - Bem, ento - disse eu - embora voc no possa v-los, voc realmente tem pensamentos, no tem?
       -  claro, papai - respondeu ele.
       -  Bem, - expliquei - encontro-me com Deus embora voc no possa v-lo com os olhos. Deus  como seus pensamentos. A Bblia diz que Deus  o Verbo.
       - Filho, o que  o Verbo ou a palavra? O Verbo  o pensamento vestido com vocabulrio. Se Deus  pensamento vestido com o chins, o povo chins compreende
os pensamentos de Deus; quando os pensamentos de Deus esto vestidos com o ingls, ento o povo norte-americano o compreende. Quando os pensamentos de Deus vm a
ns vestidos em coreano, o povo da Coria compreende.
       - Filho, encontro-me com Deus ao ler a Escritura, a Palavra de Deus; e os pensamentos de Deus tocam meus pensamentos num reino invisvel e converso com o
Pai celestial atravs da Palavra de Deus. Deus  como o pensamento.
       Meu filho imediatamente compreendeu o significado e assentiu com a cabea.
       -  No posso ver meus pensamentos, contudo sei que os possuo. Sim, Deus  como o pensamento. No posso v-lo, mas ele est a. Estou satisfeito. Sinto muito,
papai, por t-lo compreendido mal.
       Quando meu filho saiu, levantei-me e louvei ao Senhor: "Pai, temia que ele no compreendesse, mas compreendeu; entretanto, sei que no mi eu, mas o Esprito
Santo que me ajudou a ter as palavras com que explicar sua maravilhosa presena."
       Agora deixe-me fazer-lhe uma pergunta. Com que se parece Deus? Deus possui forma? Ele se parece com o ser humano? Como se pode explicar a presena de Deus?
       Deus  como o pensamento. Se voc no tiver nenhum pensamento, ento Deus no ter o canal atravs do qual falar a voc. Voc no pode tocai- Deus com as
mos, voc no pode respirar Deus como se respirasse o ar; Deus no pertence ao mundo dos sentidos. Voc somente pode encontrar-se com Deus atravs da arena de sua
vida de pensamento.
       Os pensamentos de Deus vm mediante sua Palavra, ou atravs do seu Esprito Santo. Os pensamentos de Deus tocam os seus pensamentos e  a que voc se encontra
com ele. De modo que se voc no renovar sua vida de pensamento e se no renovar sua mente aps a converso, ento Deus no pode realmente manifestar-se a voc.
       Muitas pessoas ainda vivem com suas mentes antigas depois da converso. Esta maneira antiga de pensai-  limitadora; desta forma Deus fica limitado pelo tipo
errado de vida de pensamento. A fim de andar intimamente com Deus  preciso que voc renove sua mente e seus pensamentos. Se voc no renovar seus pensamentos, Deus
no pode descer e ter comunho com voc. Deus no habitar uma mente poluda, assim como peixes e pssaros no permanecem num lago poludo.
        preciso que voc renove seu pensamento para que a f possa surgir atravs de sua vida de pensamento. A f simplesmente no surge de seu esprito interior.
A f vem em cooperao com seus pensamentos, pois a f vem pelo ouvir, e o ouvir pela Palavra de Deus.
       Primeiro  preciso que a pessoa oua; e atravs do ouvir, a Palavra de Deus chega-lhe aos pensamentos: mediante a vida de pensamento, os pensamentos de Deus
entram em seu esprito e produzem f. Portanto, se a pessoa no renovar seus pensamentos, no poder compreender completamente a Palavra de Deus; e sem a renovao
da mente e sem o ouvir da Palavra, a pessoa no pode ter f, pois a f vem pelo ouvir.
       E o que ouvimos? Ouvimos os pensamentos de Deus. A arena de seu pensar enxerta os pensamentos de Deus e produz a f, e atravs da f, Deus pode fluir de voc
para os outros. A sua vida de pensamento  demasiadamente importante; voc deve renovar sua mente. H trs passos que voc pode usar para renovar sua mente; e 
preciso que voc os siga a fim de conseguir uma renovao de sua vida de pensamento.

           

       O primeiro passo  mudar seu pensamento de uma atitude negativa para uma positiva. Para termos um exemplo, demos uma olhada em Pedro, o discpulo de Jesus
Cristo.
       Os discpulos de Jesus estavam em um barco no mar da Galilia. Era noite escura e tempestuosa, e as ondas eram to altas que o barco estava a ponto de virar.
Lutavam desesperadamente para manter o barco flutuando quando repentinamente viram Jesus Cristo andando sobre as guas indo em sua direo.
       Naquela poca havia uma crena popular- que ao ver o marinheiro um fantasma no mar, seu barco afundaria. Por isso, quando os discpulos pescadores viram a
Cristo ficaram paralisados de medo, pensando que seu barco ia afundar e que iriam afogar-se. Mas Jesus falou:
       - Sou Cristo. No tenhais medo. Pedro gritou:
       - Se s Jesus, ordena que eu v a ti.
       Pedro sempre falava sem pensar. Era um homem terrivelmente emocional; mas tinha o dom da audcia, de modo que Deus o usou.
       Cristo ento disse que ele fosse. Ao ouvir esta ordem, imediatamente aceitou a palavra de Jesus e seu pensai' foi renovado.
       Humanamente falando, Pedro jamais poderia andar sobre a gua, mas ao aceitar a palavra de Jesus Cristo, instantaneamente sua mente foi renovada. Pedro mudou
seu pensai- de uma atitude negativa para uma positiva. Pedro jamais acreditaria poder andar sobre as guas, mas ao ouvir o mandamento de Jesus e ao aceitar essa
ordem, mudou seu pensamento; creu que podia andar sobre as guas. Mudou seu pensar, e os homens sempre agem de acordo com seus pensamentos.
       Quando Pedro renovou seus pensamentos; quando creu que podia andar sobre as guas, agiu de acordo com isto e saltou fora do barco. A noite continuava escura
e tempestuosa e as ondas muito altas. Mas Pedro arriscou audazmente sua vida, lanando-se ao mar pela f, e comeou a andar sobre as guas.
       Os milagres sempre seguem uma mente renovada Quando percebeu que podia andar sobre as guas, Pedro enfrentou as ondas. Seus ps molharam-se com a espuma;
deu passos sobre a crista das ondas. Estava andando sobre as guas!
       Mas subitamente olhou ao seu redor. Viu os negros vales criados pelas ondas e comeou a voltar a seu antigo modo de pensar: Olhem para mim", pensou ele, "no
sou eu um ser humano? Estou andando sobre as guas e no podemos fazer isso. Ns, os seres humanos, devemos andar na terra, no na gua. No sou um peixe, mas olhem
para mim. Estou andando sobre as guas. Isto est errado; -me impossvel fazer isto."
       Ele mudou seu padro de pensamento. Pensou que no podia andar sobre as guas, e instantaneamente comeou a afundar-se.
       Deus relaciona-se com cada um de ns atravs de nossa vida de pensamento. Quando Pedro recebeu a palavra rhema de Cristo, renovou seu pensamento e por isso
pensou que podia andar sobre as guas e andou. Mas ao mudar seu pensamento e pensar ser isso impossvel, imediatamente comeou a afundar--se.
       Este  um conceito muito importante, pois segundo o pensar dos homens tambm ser sua ao. Se voc pensa ser um rei ou uma rainha agir como rei ou como
rainha. Se pensa ser indigno e no ter valor nenhum, ento agir como se fosse indigno e no tivesse nenhum valor.
       De modo que  vital que renovemos nossos pensamentos e pensemos positivamente. Permita-me ilustrar este ponto com um exemplo real.
       Conheci, certa vez, um mdico que se dizia ateu. Muito sofri por causa dele; por muito tempo ele se ops a meu ministrio, desafiando-me a f, atacando minhas
palavras e crenas.
       Ento um dia esse mdico sofreu um derrame e ficou paraltico. E por causa de sua paralisia ia morrendo lentamente. Ento o mdico veio  minha igreja pedindo
que eu orasse por sua cura.
       Muitas pessoas se gabam de seus pontos de vista ateus; entretanto, quando estas mesmas pessoas experimentam a noite escura e se encontram com as ondas tempestuosas,
seu atesmo toma-se muito fraco.
       De modo que esse mdico veio  minha igreja e orei por ele. Ele recebeu a orao da f e levantou-se de sua cadeira e saiu andando com passadas fortes. Todo
mundo batia palmas e gritava, louvando a Deus.
       No domingo seguinte foi  igreja andando sem ajuda de ningum. Novamente pediu que eu orasse por ele, mas eu estava ocupado demais e no pude orar. Ao ver
que eu no podia orar pessoalmente por ele, mudou seu modo de pensar; seus pensamentos regrediram e ele voltou ao seu antigo estado. Por no poder receber a orao
da f, tornou-se descrente de novo. Ao sair de meu escritrio em direo ao carro, caiu e sua esposa teve de chamar uma ambulncia a fim de lev-lo para o hospital.
       Regrediu por ter mudado seus pensamentos. O poder de Deus o deixou e assim como Pedro comeou a duvidar e afundar-se no mar da Galilia, assim o fez o mdico,
perdendo-se para seus temores e de novo tomando-se paraltico.
       Os pensamentos so importantes, de modo que no negligencie em renovar sua vida de pensamento. Seja totalmente positivo em seu pensar. No pense negativamente.
Deus  luz e nele no h treva nenhuma; no h nada negativo em Deus, pois em Deus s reside o positivo. Coisas positivas esto acontecendo; de modo que para ter
comunho com Deus  preciso que voc renove sua mente e pense positivamente. Alimente sua mente com a Escritura, pois a Palavra de Deus est cheia de vida positiva.
       Tenha tambm cuidado ao alimentar-se da Palavra de Deus para que no restrinja sua maneira de pensar aos padres tradicionais de pensamento.
       Seja revolucionrio. Muitas pessoas esto presas por pensarem somente da maneira tradicional, da maneira ortodoxa. Portanto, Deus  incapaz de realizar as
grandes obras que deseja realizar atravs delas. Mas se voc receber a Palavra de Deus e revolucionar sua maneira de pensar, ento alcanar alturas muito alm de
suas limitaes atuais.
       Quando estou na Coria tenho uma reunio com meus cem pastores associados todas as manhs. Todas as manhs, das 9:00 s 9:30 desafio-os a revolucionarem seu
modo de pensar.
       - No pensem somente da maneira tradicional - exorto-os. - No sejam levados pelo pensar e ensino de Cho. Vo pela Palavra de Deus. Alimentem-se da Palavra
de Deus. Revolucionem sua vida de pensamento! Expandam sua vida de pensamento de acordo com a Escritura; ento Deus poder ter liberdade absoluta de expressar-se
atravs de seus pensamentos.
       Depois de eu dizer estas palavras, meus pastores assistentes tornam-se grandemente motivados. Recebem a Palavra, e se tiverem um pensamento realmente revolucionrio,
o executam. Ento eu vejo resultados. No intervenho em sua obra, a no ser que estejam tendo problemas.
       Uma vez que delego a autoridade, essa autoridade permanece delegada. J no me preocupo com ela. E mediante este mtodo positivo que trabalho com meus assistentes,
ministros de sucesso, responsveis pelas necessidades de certa parte dos 50.000 membros adultos de nossa igreja.

           

       Tendo mudado sua atitude negativa de pensamento para a positiva, o segundo posso ser treinar-se constantemente a fim de pensar em termos de milagres. Esta
atitude de pensamento pode ser vista na vida dos discpulos de Cristo.
       Certa vez Jesus saiu para o deserto com 5.000 pessoas seguindo. Alm dos 5.000 homens provavelmente tambm havia mulheres e crianas. Na realidade, ento,
devia haver cerca de 20.000 pessoas ao todo. Aproximando-se a tarde, o povo teve fome. Estava ficando escuro e frio e as mulheres e crianas comearam a ficar para
trs ao longo do caminho.
       Cristo chamou Filipe:
       -  Filipe, posso ver que todo este povo est com fome. Alimente-o.
       Filipe, pois, recebeu a ordem de nosso Senhor Jesus Cristo para alimentar essa grande multido. Se fssemos apresentar este acontecimento em termos de hoje,
podemos muito bem imaginar Filipe tentando organizar uma comisso para estudar a maneira de alimentar esse povo todo. Podemos v-lo recrutando membros para sua comisso.
Os escolhidos seriam discpulos com alto grau de inteligncia.
       Filipe daria abertura  reunio da comisso, como relator que era, dizendo:
       - Cavalheiros, nosso Senhor Jesus Cristo ordenou--me que alimentasse estas 20.000 pessoas no deserto. Assim, nossa comisso tem a responsabilidade de encontrar
uma maneira vivel de fazer tal proeza. Os senhores tm alguma idia?
       Certo indivduo levantaria a mo, e depois de Filipe ter-lhe dado a palavra, diria:
       - Voc no sabe que estamos num deserto? No estamos no centro de Jerusalm.  absolutamente impossvel at mesmo pensar em alimentar estas pessoas.
       -   Tambm  penso  assim  -  Filipe  poderia  ter respondido. - Secretrio, por favor, anote isto. Outro cavalheiro levantaria a mo:
       -  Senhor relator, desejo fazer uma pergunta. Temos dinheiro suficiente? Precisaramos de pelo menos duzentos denrios para alimentar uma pequena parte desta
multido. Temos dinheiro suficiente?
       - No - responderia Filipe - no temos nem um centavo.
       -   Bem, ento o senhor est louco pensando aliment-los - retorquiria o homem.
       - Sim, concordo com voc - responderia Filipe. - Senhor secretrio, anote isto, tambm.
       Um terceiro cavalheiro tomaria a palavra:
       - Senhor relator, sabe de alguma padaria que pode produzir po suficiente paia todo este povo de uma vez s?
       -   No - diria Filipe. - no conheo padaria alguma por estas redondezas.
       - Bem, ento levaria semanas para alimentai* esse povo e isso  impossvel!
       -  Sim - concordo com voc - diria Filipe. - Senhor secretrio, anote isso tambm.
       Ento outro discpulo falaria:
       -  Desejo expressar minha opinio, tambm, senhor relator. Como vem, j est ficando tarde. Por que no os espalhamos dizendo-lhes que vo e encontrem um
lugar onde passar a noite e comer?
       Ento seria concluda a reunio e Filipe juntaria a informao conseguida. Mas esta informao seria somente de natureza negativa e impossvel. Informao
que iria contra os ensinos de Jesus Cristo e que se oporia diretamente  sua ordem.
       Filipe ento iria informar Jesus. Mas ao comear a falar, Andr chegaria com cinco pes e dois peixinhos.
       - Andr! - exclamaria Filipe - deixe de brincadeira! Voc tem cinco pes e dois peixinhos para alimentar 20.000 pessoas! Voc perdeu o juzo!
       Mas Andr no lhe deu resposta. Simplesmente trouxe os cinco pes e os dois peixinhos a Jesus.
       - Jesus, isto no  suficiente para alimentar tanta gente, mas o trouxe, de qualquer maneira.
       Andr tinha ouvido a ordem de Jesus; sua mente aceitou o mandamento, e embora duvidasse, trouxe a Cristo o alimento que encontrou. Andr possua o planejamento
da possibilidade, e mediante seu pensamento, apanhou a viso de Jesus Cristo.
       Ento Jesus abenoou o po e os peixes, multiplicou-os e a grande multido foi alimentada.
       Todos os cristos pertencem a Jesus Cristo. Mas em Cristo h duas escolas de pensamento: a escola de Filipe e a escola de Andr. Infelizmente, muitas igrejas
pertencem  escola de Filipe. Falam somente acerca do impossvel. Clamam que estamos num deserto e que  tarde demais e que as pessoas no podem ser alimentadas.
Falam com pouca f. Falam do impossvel.
       A que escola pertence voc? Sei que muitos vo a escolas e universidades diferentes, mas a que escola pertence voc no que diz respeito  sua vida de pensamento?
Voc pertence  escola de Filipe ou  de Andr?
       Quando Deus me falou ao corao em 1969, dizendo-me que construsse uma igreja para acomodar 10.000 pessoas fiquei apavorado. Em todos os instantes sentia-me
como Filipe. Conversei com o corpo diaconal e todos pensavam como os discpulos de Filipe. Diziam-me ser impossvel.
       Ao falar, novamente, com meus 600 diconos, descobri que todos eles pensavam da mesma maneira. De modo que eu tambm me uni  escola de Filipe, fui a Jesus
e disse-lhe que no podia construir a igreja. Mas em meu corao Jesus ordenou: "no pedi que voc fosse conferenciar com os ancios e diconos. Disse--lhe que construsse
a igreja."
       "Senhor", respondi, "sabes que nada tenho com que construir. Ser preciso muito mais dinheiro do que disponho no presente."
       Ento, atravs do Esprito Santo, Jesus falou-me ao corao:
       "O que tem voc que podia dar pessoalmente?"
       Em meu corao sabia o que ele estava pedindo, mas recusava-me a reconhecer seu pedido e disse:
       "Jesus, no pea que eu faa isso. Casei-me com trinta anos de idade e por todos estes anos tenho economizado dinheiro a fim de construir uma linda casa e
d-la  minha esposa."
       Mas o Senhor respondeu:
       "D o que voc possui."
       "Pai, so somente 20.000 dlares", clamei. "Isso no pode construir a igreja e o complexo de apartamentos. So precisos cinco milhes. A quantia que poderia
conseguir pela casa no ser suficiente."
       Mas Deus disse:
       "Venda sua casa e traga esse dinheiro a mim com f."
       "Oh, Deus, isso  terrvel!", respondi. "Como posso fazer isso?"
       "Se algum dia voc vai crer em minha Palavra", admoestou-me o Senhor, "primeiro deve estar disposto a dar o que possui e o que tem."
       Para a mulher coreana o lar  tudo.  o lugar onde cria os filhos;  o lugar onde constri sua vida;  uma posse preciosa para ela. Por isso temia dizer 
minha esposa, e comecei a orar com dor de corao. Orei para que minha esposa consentisse em vender nossa casa.
       Nessa noite trouxe presentes para minha esposa. Flores e xales.
       - Por que voc est me dando estes presentes? - perguntou ela. - Voc est preocupado que no o ame mais?
       Mas ficou contente e preparou a refeio vespertina alegremente.
       - Oh, louvado seja o Senhor - respondi. - estou to feliz por t-la escolhido. Se Deus me pedisse que escolhesse outra garota, ainda escolheria voc. A cada
dia que passa voc se torna mais linda para mim.
       Depois de alguns instantes, pensando ter chegado o momento certo, disse:
       -  Querida, tenho um grande problema. Olhou para mim preocupada e disse:
       -  Conte-me.
       - Vamos construir essa enorme igreja com assentos para 10.000 pessoas - disse-lhe. - Vai custar cinco milhes de dlares e estive orando a esse respeito e
o Esprito Santo falou-me ao corao, dizendo que eu devo conseguir o dinheiro para a construo. E que devo comear com meu prprio lar. Deus deseja que lhe entreguemos
cinco pes e dois peixinhos ... e esses cinco pes e esses dois peixinhos so nossa casa!
       Minha esposa ficou plida; depois olhando-me dentro dos olhos, disse:
       - Esta casa  minha, no sua. No ouse tocar nesta casa. Pertence a mim e a meus filhos. Voc no pode abrir mo dela.
       Sua reao foi a que eu temia. Ento fui ao Senhor em orao: 'Senhor, fiz o que podia. O resto  com o Senhor. Envia teu Esprito Santo a fim de transformar--lhe
o corao para que ela se renda.
       Nessa noite, enquanto orava, podia ver minha esposa revirando-se no seu sono. Soube ento que o Esprito Santo estava operando. Disse ao Senhor: " Deus,
continua a toc-la."
       E o Senhor a tocou; ela no pde dormir por quase uma semana. Seus olhos ficaram inchados e vermelhos. Finalmente veio a mim, dizendo:
       -  No posso suportar mais. No posso recusar o desejo do Esprito Santo. Desistirei da casa.
       Ento ela trouxe a escritura da casa, e juntos pegamos essa escritura e demos nosso lar para a construo da igreja. Agimos como Andr que, embora tivesse
somente cinco pes e dois peixinhos, creu que Jesus podia pegar este pouco de alimento e com ele alimentar toda a multido. Ns, tambm, pertencamos  escola de
Andr.
       Certo dia, entretanto, surgiu um problema com respeito ao terreno no qual pretendamos construir a igreja.  governo coreano estava desenvolvendo um terreno
chamado Ilha Yoido. Esta propriedade seria modelada  maneira da Ilha de Manhattan em Nova Iorque. Nesse terreno estavam construindo edifcios do governo e somente
permitiriam ali uma igreja. Iodas as igrejas da Coria fizeram pedido de construo: presbiterianos, metodistas, batistas, catlicos, budistas e confucionistas.
Todos esses pedidos foram examinados e entregues ao Congresso para a deciso final.
       Eu tambm fiz um pedido. O encarregado olhou-me e disse:
       - A que denominao pertence o senhor?
       - Assemblias de Deus - respondi.
       -  O senhor quer dizer aquela igreja onde gritam louvores a Deus de uma maneira alta e barulhenta? E oram pelos doentes e falam em lnguas estranhas?
       - Exatamente - respondi. Ele sacudiu a cabea:
       - O senhor sabe que esta igreja vai ficar bem em frente do edifcio do Congresso. Esta igreja tem de ter aparncia digna e a sua no tem. No podemos aceitar
sua inscrio.
       Fiquei alegre no corao, contudo, pois isto me daria a desculpa para no construir a igreja. Voltei ao Senhor em orao: "Senhor, tu ouviste o que ele disse,
no ouviste? No temos dignidade suficiente para construir aqui.''
       Voc pode levar ao Senhor toda a desculpa que puder arranjar, mas o Esprito Santo sempre tem a resposta. O Esprito Santo respondeu, dizendo:
       "Quando foi que lhe disse que pedisse permisso para construo?''
       "Ento no tenho de fazer a inscrio?" perguntei.
       "Meu filho", respondeu ele, "voc no deve seguir o caminho em que agora trilha. Deve andar em direo oposta, no caminho da orao e da f."
       Sendo assim, comecei a jejuar e a orar. Ento em meu corao a sabedoria do Esprito Santo disse: "V e descubra quem est a cargo do projeto de desenvolvimento
dessa ilha."
       Fui e logo descobri que o vice-prefeito estava a cargo do desenvolvimento daquela rea toda. Comecei a indagar de sua vida pessoal e familiar. Descobri que
a me dele era membro da igreja presbiteriana. Portanto, fui visit-la, orei com ela e ela recebeu o batismo no Esprito Santo. Ento comeou a assistir  minha
igreja.
       Na Coria, a sogra tem muito poder e autoridade sobre a nora. Disse a esta senhora que trouxesse a nora para sua igreja, dizendo-lhe:
       - Sua nora tem de ser salva.
       Assim, ela orou e eu tambm orei. Ela trouxe a mulher do filho para a igreja. Depois de ouvir o sermo, entregou o corao a Cristo e foi cheia com o Esprito
Santo.
       Ento comecei a trabalhar por intermdio delas, pensando comigo mesmo: "Se consegui a esposa, sei que conseguirei o marido/' Por isso lhe dei a instruo:
       - Voc tem de trazer seu marido para a igreja.
       - Mas ele  ocupado demais - respondeu ela.
       - Voc no quer que ele v para o inferno, no  mesmo? - perguntei com severidade. - Portanto, traga-o para a igreja.
       Quando, afinal ela o trouxe  igreja, preguei uma mensagem poderosa. Embora no olhasse diretamente para o rosto dele, estava, em verdade, pregando para ele.
E miraculosamente ele entregou o corao para o Senhor.
       No domingo seguinte ele entrou em meu escritrio.
       -  Pastor, o senhor sabe que estou encarregado do desenvolvimento da Ilha Yoido. Estamos dando permisso para que uma igreja coreana construa seu templo ali.
Gostaria que levssemos nossa igreja para l.
       Eu queria gritar, mas o Esprito Santo no mo permitiu. s vezes o Esprito Santo opera de modo muito misterioso; o Esprito Santo deu-me a impresso que
eu devia dizer "no". Mas argumentei: "No Dei o duro para isto." Embora meu corao clamasse para dizer "sim", respondi:
       -  No, senhor vice-prefeito. Para levai' esta igreja seria preciso uma soma exagerada de dinheiro e teramos de comprar pelo menos trs ou quatro acres de
terra. Isso custaria mais de cinco milhes de dlares. Acho impossvel. Para piorar as coisas, nossa igreja  considerada uma igreja pentecostal no digna e eles
nem mesmo aceitariam minha inscrio.
       Ele sorriu e disse:
       -  Acho que tenho um jeito. Ore durante uma semana e depois voltarei. D-me a resposta depois de uma semana, para que eu me desincumba do assunto rapidamente.
       Orei durante uma semana e na semana seguinte ele voltou a meu escritrio.
       -  Pastor, se o senhor tomar a deciso de levar a igreja para l, farei todos os arranjos para que tenhamos o melhor local. Tambm cuidarei de todos os papis
e as despesas ficaro por conta de meu escritrio. Enviarei meu representante ao Congresso a fim de conseguir todos os acordos necessrios e farei todo o trabalho
burocrtico. Farei tudo pelo senhor. Garanto-lhe que conseguir o terreno. Mais que isso, farei todos os arranjos para que a igreja compre o terreno a crdito.
       Ento o Esprito Santo disse-me ao corao: "GRITE!"
       - Senhor vice-prefeito - disse eu; - aceito. Deus impediu-me de dizer "sim" por uma semana, e como resultado no somente conseguimos o terreno de um modo
miraculoso mas tambm no tivemos de preparar toda a papelada.
       Ento fui assinar o contrato com uma construtora. Logo depois lanaram os alicerces e comearam a construo da igreja e do complexo de apartamentos. Esse
vice-prefeito agora  um dos ancios de minha igreja.
       De maneira similar, sua f poder ser testada. Se voc tem um projeto pequeno, ser testada de um modo pequeno; se tiver um projeto grande, ser testada de
uma maneira grande. Jamais pense que sua f sempre ir por jardins de rosas. Voc passar por turbulncia, mediante a qual Deus prova sua f.
       At este ponto da construo da igreja eu ainda pertencia  escola de Andr, e com grande f orava por cada problema que ia surgindo.
       Mas ento o dlar foi desvalorizado, e o construtor rescindiu o contrato dizendo que precisava aumentai o preo da construo do prdio da igreja. Chegou
a crise do petrleo, e todos os bancos fecharam as portas para mim. Meu povo comeou a perder os empregos, e o oramento da igreja mal dava para pagar os juros dos
emprstimos. No somente no podia pagar os que trabalhavam na igreja mas eu tambm no recebia meu salrio.
       Ento a companhia tentou processar-me porque eu no podia pagar o aumento necessrio. E as contas comearam a chegar uma aps a outra: conta de luz, conta
de esgoto, conta de construo. Contas empilhavam-se sobre minha escrivaninha, mas eu no tinha o dinheiro com que pag-las. No tinha dinheiro nem para contratar
um advogado. Os construtores comearam a desistir porque no podia pagar-lhes o salrio. Ningum quer ficar num barco que se afunda, e eu me afundava rapidamente.
       Uma vez que tnhamos vendido nossa casa e no tnhamos para onde ir, levei minha famlia para um apartamento inacabado no stimo andar do complexo de apartamentos
da igreja. No tnhamos gua encarnada nem aquecimento, e estava fazendo muito frio.
       Todas as noites eu ia para o apartamento vazio e todas as noites tremamos de frio. No tnhamos alimento, e tudo parecia to escuro. Estava chegando ao fundo,
logo me tornando um discpulo de Filipe. Disse a mim mesmo: "Sim, cometi um erro. Eu nunca devia ter acreditado em Deus dessa maneira. Devia ter pensado com o padro
tradicional. Eu no devia ter comeado a andar sobre as guas. A coisa toda a respeito da f  falsa. Iodas as vozes que ouvi em minha vida de orao devem ter sido
vozes da prpria conscincia e no do Esprito Santo. Sim, cometi um erro." Comecei a ter comiserao de mim mesmo.
       As pessoas comeavam a deixar minha igreja. Todos os relatrios eram negativos; minha famlia at mesmo comeou a ter dvidas a meu respeito. Tudo parecia
impossvel; eu estava cansado e com fome.
       " isso  a", disse eu. " o fim. Esta  a assim chamada vida de f. Vou pr fim  minha vida."
       Vou matar-me", continuei. "Vou morrer. Mas no desejo ir para o inferno. Tenho trabalhado para ti, Senhor, todos estes anos, e pelo menos devia receber alguma
coisa em troca. Se o inferno for pior do que isto, por que devo ir para l?"
       "No posso viver num mundo como este. Vou suicidar-me, mas por favor, Deus, aceita minha alma e envia-me para o cu!"
       O impacto da orao foi mais poderoso do que eu pensava, e enquanto orava ouvi uma voz que dizia:
       "Voc  um covarde. Deseja matar a si mesmo e tornar-se objeto de escrnio para meu povo. Voc vai permanecer covarde? Ou voc  um homem de f?" "Sim", admiti,
"sou covarde.
       Novamente a voz falou:
       "No somente voc ir para o inferno, mas tambm levar consigo muitos de seus membros que confiam em voc! Voc tomou dinheiro emprestado de alguns dos ancios
e de alguns membros. Lembre-se dos milhares de dlares que tomou emprestado das preciosas irms da igreja. Todos eles confiaram em voc. Agora voc quer se matar,
cometer suicdio.
       "Voc causar uma reao em cadeia. Por causa de sua covardia muitos perdero a f. Tero lares desfeitos, e alguns tambm cometero suicdio. Que repercusso
voc far sentir no mundo cristo!"
       Estas palavras derramaram-se em meu corao. Ca de joelhos, chorando:
       " Deus, ento que posso fazer? Por que no me deixas morrer?"
       Deus respondeu:
       Voc no pode morrer, pois precisa perseverar. Precisa ver todas as dvidas pagas; todas as dvidas do povo devem ser saldadas.
       Levantei-me; deixei o stimo andar e fui para o meu escritrio. Ajoelhei-me, clamando e chorando. As novas de minha condio desesperada comearam a espalhar-se
por entre o povo. Subitamente experimentaram o reavivamento da f, inclusive os que tinham sado da igreja.
       -  Salvemos nosso pastor! - clamaram. - Salvemos o homem de Deus!
       Assim teve incio um grande movimento chamado "Salvemos Nosso Pastor". Era um inverno muito frio e no tnhamos aquecimento. Mas as pessoas comearam a lotar,
aos milhares, o primeiro andar da igreja inacabada, milhares tambm oravam e jejuavam muitos dias em seguida. Clamavam e oravam: "Salvem o homem de Deus. Salvemos
nosso pastor!"
       Ento Deus comeou a mover-se. As senhoras cortavam seus longos cabelos, traziam-no ao altar a fim de fazer perucas que podiam ser vendidas. Certo dia, em
uma cena especialmente comovedora, uma senhora de oitenta anos de idade, que no tinha filhos, nenhum sustento, mal podendo viver com a ajuda do governo, veio 
plataforma chorando e tremendo. Ela trazia uma velha tigela de arroz, dois palitos e uma colher. Em p, chorando, disse:
       - Pastor, quero v-lo sair desta situao. Quero v--lo receber ajuda, pois seu ministrio foi uma bno to grande para mim por tantos anos. Quero fazer
algo, mas no tenho dinheiro. Eis tudo o que tenho - esta velha tigela, estes dois palitos e esta colher. Desejo dar tudo para o servio do Senhor. Posso usar papelo
como prato e posso comer com as mos.
       Meu corao foi despedaado.
       -  Senhora- disse eu -, no posso aceitar essa oferta.  tudo o que a senhora tem! A senhora precisa desses utenslios a fim de tomar suas refeies. No
os posso aceitar.
       Ela comeou a chorar, dizendo:
       -  Ser que Deus no aceitaria este presente de uma velha que est a morrer? Ser que ele no aceitaria? Sei que isto no poder ajud-lo muito, mas desejo
dar algo.
       Subitamente um industrial levantou-se e disse:
       - Pastor, quero comprar esses objetos.
       Ele pagou quase 30.000 dlares pela tigela velha, dois palitos e uma colher.
       Isto acendeu o fogo. As pessoas comearam a vender sua casas espaosas e a mudar para apartamentos pequenos. Houve jovens casais que deram todo o salrio
de um ano para a igreja, decidindo a viver pela f.
       Esse grande movimento deu resultados. Logo o dinheiro comeou a chegar e pude pagar os juros do emprstimo. Os bancos comearam a abrir as portas para mim.
O que  mais espantoso, em menos de um ano tudo comeou a se encaixar nos seus devidos lugares. Paguei todas as dvidas e ficamos livres at 1973. No somente pude
pagar o juro, mas tambm consegui os cinco milhes de dlares para terminar a construo da igreja e do complexo de apartamentos.
       E Deus novamente provou que a escola de Andr  melhor; que pensar em termos de milagres  ter o pensamento que Deus deseja que tenhamos.
       Muita gente pensa que quando temos f tudo vai fluir facilmente, e encontraremos poucos problemas. Mas  importante lembrar que tal no acontece. Veja Abrao.
Ele tinha f mas suportou tribulaes por 25 anos. Jac sofreu agruras por vinte anos, Jos por treze e Moiss por quarenta. Os discpulos de Cristo passaram por
tribulaes e tentaes toda a sua vida.
       No se deixe desanimar depois de passar por algumas semanas de dificuldades ou alguns meses de tribulao. No deixe cair as mos em derrota, clamando:
       "Oh, onde est Deus?
       Deus est sempre presente, sempre testando-o. s vezes Deus deseja fortalecer e fortificar-lhe a medula; e s vezes, enquanto est sendo fortalecido, quase
que pode ouvir os ossos estalando. Mas se firmar-se na palavra de Deus e tiver f, ento Deus jamais o desapontar. A fim de ilustrar este ponto, contarei outra
de minhas experincias.
       Certa vez assinei um cheque de 50.000 dlares com data adiantada. O cheque devia ser pago no dia 31 de dezembro. Comecei a buscar fundos de todas as fontes
possveis mas no consegui nem um centavo. Se eu no depositasse esse dinheiro no banco na data certa, os jornais iam dizer que o pastor da maior igreja evanglica
da Coria havia passado um cheque sem fundos.
       Eram doze horas do dia em que o dinheiro tinha de ser depositado e eu orava:
       "Oh, Deus, gastei todo o meu dinheiro; mais do que eu tinha. Tomei dinheiro emprestado de muita gente. Pai, para onde irei? No tenho lugar algum para onde
ir."
       Continuei a orar. O relgio marcou uma hora, duas, trs. Minha esposa perguntou:
       - Querido, voc ainda no conseguiu o dinheiro?
       - No - respondi.
       - Voc no sabe que o ltimo avio sai de Seul s 4 horas? Essa  sua oportunidade de fugir para os Estados Unidos.
       -  No posso fazer isso. No posso evitar minha responsabilidade - disse-lhe. - No posso fugir. E se o fizesse mancharia o nome de Jesus Cristo. Prefiro
enfrentar o que quer que acontea aqui na Coria a fugir do pas.
       O banco fechava-se s 6 horas, e j eram cinco. Estava desesperado. No podia ficar sentado nem de p. Ficava a andar para cima e para baixo como urn leo
enjaulado. Orei de novo:
       " Deus, por favor, vem ajudar-me."
       Subitamente o Esprito Santo fez com que uma idia flusse atravs de minha mente. Eu devia ir ao presidente do banco e ousadamente pedir-lhe que me desse
um cheque de 50.000 dlares.
       "Pai!", respondi. "Devo estar perdendo o juzo. Esquentei tanto a cabea que devo ter sobrecarga demasiada. No tenho nada para dar em garantia ou hipotecar.
No preenchi nenhum pedido de crdito. E tu queres que eu v ao presidente do banco e pea um cheque de 50.000 dlares? Isso no faz sentido algum!"
       Mas o Esprito Santo insistia:
       "Sim, realizo as coisas que no pertencem  ordem natural percebida pelos homens. V e faa o que lhe digo."
       Chamei meu tesoureiro.
       - Sr. Park, por favor, quer ir ao banco comigo? Vou pedir um cheque de 50.000 dlares ao presidente.
       Ele olhou para mim e comeou a rir.
       - O senhor realmente perdeu o juzo, no ? Hoje  o dia 31 de dezembro. So cinco horas e o senhor no tem encontro marcado com ele e deve existir uma fila
enorme esperando para v-lo. Alm disso, no temos capital algum, nenhum avalista nem garantia de ningum. No preenchemos nenhum formulrio.  loucura! Eu no vou
com o senhor. Se o senhor deseja passar por bobo, que v s. Eu no vou.
       -  Est bem - disse-lhe. - Vou com a mente renovada. Voc fica com sua mente tradicional.
       Entrei no carro e corri para o banco. O estacionamento estava lotado mas consegui encontrar uma vaga e estacionei o carro. Entrei no banco.
       Humanamente falando no tinha nenhuma oportunidade de falar com o presidente. O escritrio da secretria dele estava cheio de gente.
       "Querido Esprito Santo", disse eu, "vim at aqui. Por favor, d-me mais instrues."
       O Esprito Santo respondeu:
       "Ande corajosamente. Seja audaz. Haja como se fosse uma pessoa importante. No preste ateno a ningum mais, mas entre direto no escritrio do presidente."
       De modo que me fiz de valente e caminhei com toda a resoluo. A secretria me viu e disse:
       -  Senhor, aonde vai?
       Olhei diretamente em seu olhos sem dizer nada. Ela perguntou de novo:
       - Quem  o senhor? Tem encontro marcado com o presidente? Qual  seu nome?
       De repente tive uma inspirao.
       -  Venho de parte da mais alta autoridade - respondi.
       Eu queria dizer que vinha de parte de Deus, mas ela entendeu que eu vinha de parte do presidente da Coria, porque na Coria o presidente  chamado de "a
mais alta autoridade". Pensando que eu fosse um emissrio especial do presidente, ela mudou de atitude. Tornou-se toda amabilidade e me disse:
       -  De parte da mais alta autoridade? Ento pode entrar.
       Dirigindo-se s pessoas que estavam esperando, disse.
       - Deixem esse senhor passar.
       Ela mesma levou-me  frente de todos os outros, at o escritrio do presidente. Ao transpor a porta, orei de novo.
       "Querido Esprito Santo. Cheguei at aqui. Agora o que devo fazer?"
       O Esprito do Senhor veio sobre mim, assim como tinha vindo sobre outros homens de f, e senti-me forte e audaz. O Esprito continuava a repetir:
       "Voc  um filho do Rei, uma pessoa importante. Continue a agir como o grande personagem que ." Assim, entrei ousadamente, sentei-me no sof e cruzei as
pernas.
       O presidente do banco entrou, veio para mim com a mo estendida, perguntando sorridente:
       -  Que tipo de negcios tem o senhor? Com que propsito veio? Ser que o conheo?
       No respondi a essas perguntas, mas disse:
       -  Senhor, vim aqui com um projeto tremendo e vou fazer-lhe um grande favor.
       - Um favor? - perguntou ele estranhando.
       -  Sim. Se o senhor me fizer um pequeno favor, posso trazer-lhe dez mil contas novas para o princpio do ano - disse-lhe.
       - Dez mil contas novas? - exclamou ele.
       -  Apanhe o telefone e pea informaes a meu respeito. Sou o Dr. Yonggi Cho, pastor da maior igreja evanglica da Coria. Nossa igreja possui mais de dez
mil membros e tenho grande autoridade sobre todos esses cristos. Posso fazer com que todos eles transfiram suas contas para o seu banco no ano que vem. Far-lhe-ei
esse tremendo favor se o senhor me fizer um pequeno.
       Ele chamou a secretria e pediu que fizesse as averiguaes necessrias. Quando todos os dados foram confirmados, o presidente dirigiu-se a mim, dizendo:
       - Qual o favor que posso prestar-lhe?
       - D-me um cheque de 50.000 dlares - disse-lhe. - No tenho tempo de preencher todos os papis. Mas o senhor  um homem de negcios e eu estou no negcio
do Rei. Muitas vezes o homem de negcios assume um grande compromisso sem nada, guiado somente por sua f e confiana de que tudo sair bem. Quando se trata de pequenos
negcios temos de usar assinaturas e papeladas, mas quando se trata de grandes negcios, passamos por cima dessas coisinhas e confiamos que o negcio seja coroado
de xito. Se o senhor for um grande homem de negcios - e creio que o seja - ento far isso por mim.
       O presidente chamou o vice-presidente que disse:
       - O senhor no pode fazer isso. Estar colocando o pescoo na guilhotina. No so simplesmente 5.000 dlares, so 50.000! Ele no tem garantia nem avalista.
O senhor no pode fazer isso.
       -  Se o senhor no fizer - interrompi -, ento tenho outros lugares aonde ir. Eu podia fazer esse favor ao banco Cho Heung.
       O homem assentou-se sacudindo a cabea. Ento disse:
       -  Senhor, tenho um sentimento estranho. Nunca senti esse tipo de emoo antes. Confio no senhor. Se no confiasse tanto no senhor jamais faria isso. Mas
gosto de sua ousadia e de sua f. Ao assinar este cheque estarei colocando toda a minha carreira e vida em suas mos, e esta ser a primeira e ltima vez que o farei.
Mas desta vez exporei meu pescoo. Traga-me um cheque de 50.000 dlares - disse ele ao vice--presidente. - Confio em que o senhor cumprir sua promessa - disse-me
ele enquanto preenchia um cheque de 50.000 dlares de sua conta pessoal.
       Ao sair do escritrio com o cheque nas mos, parecia que eu tinha trs metros de altura. Uma vez mais eu estava na escola de Andr. Depositei o dinheiro justamente
s 6 horas, enquanto o banco se fechava e me salvei.
       Muitas vezes Deus espera at ao ltimo instante. Uma vez que voc renove sua mente e aprenda a andar com Deus, ento deve persistir at ao ltimo momento.
No se deixe apavorar. Renove sua vida de pensamento. No fique restringido pelo pensar tradicional, estude a Palavra de Deus. Esse  o livro-texto com o qual voc
pode renovar a mente e ench-la de pensamento positivo, e aprender a pensar em termos de milagres.

           

        O terceiro passo para uma mente renovada  que ela seja orientada paia o xito. Voc deve permear sua mente com  a conscincia  da vitria,  e com uma  abundncia
de conscincia. Deus jamais falha. De modo que se voc estiver recebendo os pensamentos de Deus, sempre ter xito.
       Deus jamais perde uma guerra. Ele  o vencedor eterno; voc deve ter a conscincia da vitria. Deus jamais tem falta de coisa alguma. Voc deve ter a abundncia
da conscincia.
       Esta conscientizao  importante. Se voc tiver a conscientizao de inferioridade, pobreza, doena e fracasso, Deus nunca poder operar.
       Deus  seu socorro, sua abundncia, seu xito. Deus  sua vitria. Se duas pessoas no estiverem de acordo, como podero trabalhar juntas? Para andar e trabalhar
com Deus voc deve, pois, enxertar os tipos de conscincia de Deus  sua prpria.
       Renove sua mente. Pense constantemente em termos de sucesso, vitria e abundncia. Tendo renovado completamente seu processo de pensamento, ento receber
a palavra rhema de Deus. Ousadamente assimile a Palavra de Deus em sua vida de pensamento. Por meio da orao produza a f; por meio da f poder andar com a cabea
erguida.
       Olhe somente para o Senhor. Embora possa no sentir nada, embora possa no tocar nada, embora seu futuro possa parecer escuro, ainda assim no tenha medo.
Voc est vivendo pelo conhecimento revelado. Est vivendo com novos pensamentos, pensamentos de Deus, pensamentos de sua Palavra, a Bblia.
       Jesus Cristo  o mesmo ontem, hoje e para sempre. Deus Jeov jamais muda. A Palavra de Deus jamais cai ao solo sem cumprimento.
       No podemos viver s de po, mas pela Palavra de Deus. Somos os filhos justificados de Deus, e devemos viver pela f. Em Jesus Cristo no h diferena de
cor ou raa. Todos ns pertencemos a uma nica raa, a raa de Jesus Cristo. Vivemos pelo seu pensar. Portanto, renove sua mente e reeduque sua vida de pensamento.
       Pense grande. Tenha grandes objetivos. Voc tem uma nica vida para viver, por isso no se arraste no p. No viva com a conscincia de fracassos. Sua vida
 preciosa para o Senhor; voc deve alguma boa contribuio a este mundo. Jesus Cristo habita gloriosamente cada cristo; portanto, voc tem recursos inesgotveis
em seu ntimo.
       Cristo  to poderoso hoje quanto o foi dois mil anos atrs. Voc pode renovai1 seu pensamento enxertando os pensamentos de Jesus Cristo em seu corao; pensando
positivamente; pensando em termos de milagres; desenvolvendo uma orientao ao xito,  vitria e a uma conscincia de abundncia. Isto d--lhe o fundamento no qual
ver a Palavra de Deus em sua mente, renovando-o por completo. Ento voc ver ocorrer grandes milagres.
       Efsios 3:20 diz; "Ora, quele que  poderoso para fazer infinitamente mais do que tudo quanto pedimos, ou pensamos, conforme o seu poder que opera em ns.''
Chamo a isto de "A Lei do Pensar e Pedir". Muitas pessoas pensam que recebero pelo simples pedir. Deus d resposta mediante sua vida de pensamento "infinitamente
mais do que tudo quanto pedimos, ou pensamos".
       O que voc pensa? Voc pensa pobreza? Voc pensa doena? Pensa impossibilidade? Pensa negativamente? Pensa fracassos? Se orar dessa maneira Deus no ter
o canal pelo qual fluir.
       Qual  sua vida de pensamento? Voc renovou sua vida de pensamento? Deus est disposto a obrar abundantemente em sua vida, mas ser por meio da renovao
de seu pensamento.
       Voc deve ler a Bblia. No ler a Bblia por costume ou prescrio religiosa. No ler a Bblia procurando novas formas legalistas de viver. No leia a Bblia
por tradio histrica. Leia-a para alimentai' a sua mente e mudar por completo toda a ordem de seus pensamentos, para renovar, totalmente, sua vida de pensamento.
Encha seu pensamento com a Palavra de Deus. Ento Deus poder fluir livremente atravs de sua vida e fazer, por seu intermdio, grandes coisas para sua glria.






































      Captulo 6

     O ENDEREO DE DEUS

       Ao tornarmo-nos cristos no somente precisamos educar nossa vida de pensamento atravs do pensar positivamente, do pensar em termos de milagres e de desenvolver
uma orientao ao xito, mas tambm precisamos estar cncios de nossa fonte de poder e capacitao.

           


       Em 1958 comecei minha primeira obra de evangelizao na pior e mais pobre zona de nossa cidade. Eu no tinha nem o treinamento nem a capacitao para esse
tipo de ministrio. Em menos de trs meses meus sermes tinham-se acabado e eu no tinha sobre o que pregai".
       Voc pode dizer facilmente que tratando de voc, simplesmente sairia e contaria a histria da salvao. Mas no se pode falar somente de salvao noite e
dia. Para fazer um nico sermo eu passava toda a semana lendo a Bblia, do Gnesis ao Apocalipse, consultando uma pilha de comentrios bblicos mas no conseguia
preparar nenhum sermo que valesse o nome. Esse problema fez-me sentir que no tinha sido chamado para o ministrio.
       Os pobres de meu bairro no estavam muito preocupados com o cu ou com o inferno. Viviam procurando subsistir e sua preocupao e angstia era a sobrevivncia.
No tinham tempo para pensar no futuro. Aonde quer que eu fosse pediam-me arroz, roupas ou algum dinheiro para construir uma choa para se abrigarem. Mas eu no
estava em melhores condies do que eles, e tambm vivia em uma choa. Vistia-me mui humildemente e muitas vezes passava sem alimento. Nada tinha paia oferecer-lhes.
       Esta  uma situao desesperadora. Sabia que Deus tinha todos os recursos imaginveis, mas nessa poca ainda no sabia como obter tais recursos. Havia momentos
em que parecia estar muito perto do Senhor. Era como se o estivesse tocando. No dia seguinte sentia-me completamente desamparado.
       Muitas vezes sentia-me muito confuso e perguntava-me se realmente estava vivendo a vida do Esprito. Dizia muitas vezes:
       "Oh, Senhor, sei que estou em Cristo Jesus!"
       Mas no final de um dia difcil, ao tentai" orar descobria que estava completamente fora de contato com ele. De modo que eu dizia:
       "Pai, estou confuso. Estou tantas vezes dentro e fora de tua pessoa, que no sei conservar-te sempre comigo." Foi ento que comearam minhas lutas a fim de
encontrar a presena permanente de Deus.
       Os orientais, particularmente, requerem de sua f religiosa o conhecer a habitao, o endereo do deus que adoram. A maior parte dos orientais crescem sob
a influncia da adorao paga, e precisam da localidade, do endereo de seu deus a fim de ir ador-lo. Quando eu era pago e necessitava encontrar meu deus, ia a
um templo dedicado a ele e me ajoelhava perante sua imagem e dirigia-me a ele pessoalmente. No paganismo, a pessoa tem de saber o endereo de seus deuses.
       Mas ao entrar para o Cristianismo, no pude localizar o endereo de nosso Deus. Isso sempre me trazia dificuldades ao corao. Na orao do Pai-Nosso sempre
dizemos: "Pai nosso que ests no cu." Pensava eu: "Onde  o cu?" Bem, uma vez que a terra  redonda, para os que vivem no lado de cima, o cu est acima deles;
mas para os que esto no lado de baixo, o cu deve ficar abaixo deles."
       Por isso, sempre que se mencionava "Pai nosso que ests no cu" eu ficava confuso.
       "Pai, onde ests?" perguntava. "Ests a? Aqui? Onde? Pai, por favor, d-me teu endereo!"
       Portanto, quando os orientais vm para o Cristianismo, tm uma luta real, pois no conseguem encontrar o endereo de Deus. Muitos vinham a mim perguntando:
       - Pastor Cho, d-nos pelo menos uma viso geral, ou at mesmo uma imagem de a quem nos dirigir. O senhor pede que acreditemos em um Deus, mas onde est ele?
       Na primeira parte de meu ministrio respondia--lhes:
       - Simplesmente falem com o Pai celestial. No sei o seu endereo nem localidade. s vezes ele vem a mim e outras vezes no.
       Clamava a ele muitas vezes, pois no podia continuar esse tipo de pregao. Precisava ter um endereo definido. De modo que comecei a procurar o endereo
de nosso Deus.
       Em minha imaginao cheguei a Ado e disse: "Senhor Ado, tenho certeza de que  o nosso primeiro pai. Sei que o senhor tem o endereo. Por favor, d-me o
endereo de nosso Pai celestial." Ento ele me diria com bastante alegria: "Bem, ele mora no jardim do den. Se voc for l encontrar a localidade do Pai."
       "Quando o senhor caiu da graa", perguntei, "foi tirado do jardim do den. Qual  o endereo desse jardim?"
       "Bem, acho que no sei", respondeu Ado.
       Ento, atravs da imaginao, decidi ir visitar Abrao. Estava desanimado, mas cheguei a Abrao e disse:
       "Senhor Abrao, o senhor  o pai da f, e muitas vezes encontrou-se com Deus. Por favor, diz-me onde  o endereo do Pai."
       Abrao respondeu:
       "Bem, sempre que precisei de Deus erigia um altar, sacrificava um animal e esperava por ele. s vezes ele vinha a mim e s vezes no. No conheo, pois, seu
endereo."
       Ento deixei Abrao e fui a Moiss, dizendo:
       "Senhor Moiss, certamente que o senhor conhece o endereo do Pai. O senhor teve a presena dele continuamente."
       " claro que o conheo", respondeu Moiss, "ele estava no tabernculo construdo no deserto. De dia ele se encontrava na coluna de nuvem e de noite ele estava
na coluna de fogo. V l e encontrar Deus.  l que ele mora."
       "Mas", disse eu, "quando os israelitas entraram em Cana, o tabernculo do deserto desapareceu. Onde est esse tabernculo, hoje?"
       "No sei", respondeu Moiss.
       Novamente desanimado, cheguei-me ao rei Salomo. Disse:
       "Rei Salomo, o senhor construiu um templo magnfico com pedras e granito coloridos. Tem o endereo de Deus agora?"
       " claro. Deus habita no maravilhoso templo de Salomo" disse-me ele. "Quando uma maldio ou uma doena se espalhava por meu pas, o povo orava ao Deus que
estava no templo, e Deus os ouvia e respondia s suas oraes."
       "Onde est o templo?" perguntei. Bem, sinto muito", retorquiu Salomo. "Esse templo foi destrudo 600 anos antes de Cristo pelos babilnios. No temos o endereo
desse templo hoje."
       Ento fui a Joo Batista e disse:
       "Senhor Joo Batista, certamente o senhor sabe o endereo de Deus,
       "Sim", respondeu Joo. "V ao Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo, Jesus Cristo. Ele  o endereo de Deus."
       De modo que em minha viagem  procura do endereo de Deus cheguei a Jesus. Certamente que em Jesus encontraria Deus. Mediante Jesus Deus falou, e atravs
de seu nico Filho, realizou milagres. Onde quer que Jesus habitasse, ali Deus tambm habitava.
       Meu corao se regozijou ao encontrar o endereo de Deus. Entretanto, ainda tinha uma grande pergunta. Jesus morreu, ressurgiu e subiu aos cus. Mas onde
 o endereo de Jesus Cristo? Uma vez mais, voltei ao ponto de partida. Perguntei;
       "Jesus, onde est o senhor? No tenho seu endereo e no posso dizer a meu povo onde o senhor habita."
       Ento me veio a resposta. Jesus disse: "Morri e ressuscitei. Enviei o Esprito Santo a cada um de meus seguidores. Disse-lhes que jamais os deixaria rfos.
Disse-lhes que oraria ao Pai e que ele lhes mandaria o Esprito Santo e que nesse dia vocs saberiam que eu estou no Pai e o Pai em mim e que eu estou em vocs e
vocs esto em mim.'
       Gradativamente comecei a ver que atravs do Esprito Santo, Deus Pai e Deus Filho habitavam dentro de mim. Li em 2 Corntios que Deus nos selou e enviou o
seu Esprito Santo para dentro de nosso corao.
       Encontrei o endereo de Deus. Descobri que  seu endereo  o meu endereo.
       Ento sa aos meus cristos e comecei a pregar com audcia:
       - Podemos encontrar a localidade de Deus. Agora descobri seu endereo. Seu endereo  meu endereo, ele habita em mim com todo o poder e autoridade. Atravs
do Esprito Santo Deus Pai e Deus Filho habitam em mim, e vo comigo aonde quer que eu v.
       -  Ele tambm mora dentro de vocs; o endereo dele  o seu endereo. Se vocs ficarem em casa, ele estar l; se forem para o trabalho ele estar l; se
seu trabalho for na cozinha, ele est l. Deus habita em seu corao, e seus recursos esto dentro de vocs.
       - Irmos - continuava eu -, no tenho prata nem ouro. No tenho alimento, nem arroz, nem roupa, mas tenho algo a oferecer-lhes. Deus habita dentro de vocs.
Aqueles que no possuem Deus em seu corao, venham a Jesus Cristo, recebam-no como seu Salvador pessoal e o Criador do cu e da terra, com todos os seus recursos,
habitar em seu corao. Ele satisfar a todas as suas necessidades.
       Ao ouvir esta mensagem, eles comearam a desenvolver sua f.
       Esse foi o ponto de partida de meu ministrio, e o fundamento slido de minha vida de pregao. At essa poca estava tentando encontrar Deus indo de um lugar
para outro. Quando evangelistas famosos vinham  minha cidade, corria para ouvi-los a fim de encontrar Deus. As vezes ia orar em uma montanha ou em um vale. Procurei
Deus em toda parte, mas depois de encontrar a verdade no mais vaguei. Tinha encontrado o endereo e a morada de Deus.
       Digo a meu povo:
       - Deus no est longe; ele no  um Deus de dois mil anos atrs, e tambm no  somente o Deus do futuro. O seu Deus habita em vocs com todos os seus recursos,
poder e autoridade; o endereo dele  o seu corao. Por isso vocs podem falar com ele e orar a ele todos os dias, e a qualquer hora. Podem toc-lo e receber seus
recursos mediante a orao e a f. Quando vocs clamam em voz alta, Deus ouve. Quando falam suavemente, Deus ouve. Quando meditam, Deus ouve, pois mora dentro de
vocs e pode suprir todas as suas necessidades.
       Depois da guerra coreana, quando os missionrios saram para trabalhar para o Senhor, assisti a muitas reunies de misso. A maioria dos ministros coreanos
tinha todo o tipo de projetos diferentes. Queriam construir igrejas, levantar institutos bblicos. Discutiam muito a maneira de solucionar seus prprios problemas.
Mas nem bem comeavam a falar de finanas, diziam:
       - Para tal coisa ser melhor que venha um missionrio que se encarregue disso.
       Para eles os missionrios no passavam de financistas.
       Senti muita pena e disse-lhes:
       - Irmos, por que vocs sempre se voltam para os missionrios?
       Eles responderam:
       - Porque Deus sempre nos envia dinheiro atravs dos missionrios e no atravs de ns mesmos.
       Entretanto, desde o dia em que me formei no instituto bblico decidi fazer de Deus minha fonte nica. Descobri que Deus habitava meu corao com todos os
recursos necessrios. Descobri a maneira de receber os recursos de Deus e atravs destes vinte anos de ministrio jamais dependi de nenhuma outra pessoa.
       J atravessei o oceano Pacfico mais de quarenta vezes a fim de pregar em outros pases. Nunca pedi nem um centavo de igreja alguma. Gostaria de expressar
meu agradecimento pelo envio de missionrios  Coria, mas jamais pedi ajuda financeira de igrejas fora de meu pas.
       Sempre dependi de Deus; e em todos os transes ele supriu as minhas necessidades: na construo da igreja, no envio de missionrios de nossa igreja a outros
pases, na construo do instituto bblico.
       Neste instante estamos construindo nosso novo instituto bblico das igrejas Assemblias de Deus coreanas, e minha igreja est contribuindo com meio milho
de dlares. Deus, deveras, supre todas as nossas necessidades.
       Desejo imprimir em seu corao o fato de que voc possui os recursos de que precisa dentro de voc neste instante - no amanh, no ontem, mas neste instante;
voc possui Deus habitando dentro de voc. Deus no est dormindo dentro de voc. Deus no vem s para acampar-se e passar frias. Deus est a para operar a salvao.
E ele jamais opera a no ser mediante sua viso, sua f. Voc  o canal.
       Voc pode dizer:
       " Deus, por favor opere misteriosamente no universo e faze todas as coisas.
       Deus responder:
       "No! Estou habitando em voc. Jamais me apresentarei ao mundo com poder a no ser que me manifeste atravs de sua vida."
       Voc  o canal. Voc tem toda a responsabilidade. Se no desenvolver sua maneira de crer a fim de cooperar com Deus, ele ser limitado. Deus  to grande
quanto voc lhe permitir que o seja. Ele tambm  to pequeno quanto voc o obrigar a ser.
       Quando os pecadores vm a Jesus, alquebrados e infelizes, primeiramente lhes ensino que Deus habita em seu interior e que possuem todo o recurso em Jesus
Cristo. Ento procuro reeduc-los para que desenvolvam seu corao a fim de cooperar com Deus. Todos, sem exceo, partem com nova f e levam uma vida milagrosa
e vitoriosa.
       Como  que este povo, se todos fossem realmente pobres e cheios de fracasso, pde dar mais de vinte milhes de dlares  sua igreja de 1969 a 1977? Todos
os anos damos cabo de nossos projetos que geralmente custam de um milho e meio a dois milhes de dlares. Estes membros podem dai' porque foram enriquecidos e so
sucessos tremendos porque sabem como obter o recurso da Fonte. Mas primeiro devem ser limpados dos pecados da carne.
       A maioria das pessoas luta com quatro pecados da carne, pecados estes que devem ser vencidos antes que o cristo possa operar ativamente com Deus. Se no
se livrarem destes pecados seus canais sero to entupidos que Deus no ter a oportunidade de fluir atravs deles. Descobri esses pecados durante meus vinte anos
de aconselhamento.

           

       As pessoas sofrem por causa do dio, o primeiro pecado que examinaremos. Se conservar o dio em seu corao Deus jamais poder fluir atravs de voc. E esse
dio, esse esprito no perdoador, ser o inimigo nmero um de sua f. Cristo Jesus destaca esse fato em Mateus 6:14, 15: "Porque se perdoardes aos homens as suas
ofensas, tambm vosso Pai celeste vos perdoar; se, porm, no perdoardes aos homens [as suas ofensas], to pouco vosso Pai vos perdoar as vossas ofensas."
       Depois de pregar o quarto sermo no domingo de manh, estou to cansado que no desejo ver ningum. Se algum deseja falar comigo, primeiro tem de passar
por minhas secretrias. Elas examinam cuidadosamente os pedidos. Se algum consegue chegar  minha porta  porque est em grande necessidade.
       Certo dia, depois do meu quarto sermo, um senhor bateu  porta do meu escritrio.
       Abri a porta e ele entrou. Pensei que ele estivesse bbado porque andava cambaleando. Sentou-se e tirou algo do bolso. Um punhal afiado; fiquei atemorizado.
Pensei: "Como  que as secretrias deixaram-no entrar aqui? Ele carrega um punhal e assim mesmo o deixam entrar!"
       Eu estava realmente assustado e quando ele empunhou a arma, preparei para defender-me, dizendo:
       - No use essa faca. Diga-me por que veio aqui. Respondeu ele:
       - Senhor, vou cometer suicdio. Mas primeiro vou matar minha esposa, meu sogro, minha sogra e todos os que se encontrarem ao meu redor. Um amigo meu aconselhou-me
a vir assistir a um de seus cultos antes de fazer todas estas coisas. Vim e assisti ao quarto culto. Escutei com ateno mas no pude entender nenhuma de suas palavras
por causa de seu forte sotaque provinciano sulista. No pude entender seu sotaque e no consegui compreender nada do que o senhor disse. De modo que depois de ouvir
o que o senhor tem a dizer vou sair para realizar todos os meus planos. Estou morrendo. Tenho tuberculose, e tenho acessos de tosse o tempo todo. Estou morrendo.
       - Acalme-se - disse-lhe -; sente-se aqui e conte--me a sua histria.
       - Bem - respondeu ele -, durante a ltima etapa da guerra do Vietn eu servi como mecnico e dirigia um buldzer. Trabalhei em todas as linhas de frente construindo
trincheiras e estradas, arriscando a vida a fim de ganhar mais dinheiro. Enviava todo o dinheiro para minha mulher e quando a guerra acabou mal tinha o suficiente
para sair do Vietn.
       Mandei-lhe um telegrama de Hong Kong e esperava v-la com as crianas no aeroporto de Seul. Mas ao chegar l no vi nem sombra deles. Pensei que talvez no
tivessem recebido meu telegrama, mas quando cheguei correndo a casa, descobri estranhos morando l.
       'Descobri que minha mulher tinha fugido com um jovem. Ela me havia deixado, levando todas as minhas economias. Morava em outra parte de cidade. Fui at l
e implorei-lhe que voltasse para mim. Ela se negou terminantemente.
       "Fui ver meu sogro e minha sogra a fim de expor--lhes o caso. Deram-me 40 dlares e me escorraaram de sua casa. Em menos de uma semana eu tinha um dio ardente
em meu corao, e comecei a vomitar sangue. Agora a tuberculose acaba comigo rapidamente e no tenho esperana alguma. Vou destru-los, um por um, e ento matarei
a mim mesmo.
       -   Cavalheiro - disse-lhe eu -, essa no  a maneira de fazer vingana. A melhor maneira de se vingar  encontrar um novo emprego, construir um lar mais
lindo e melhor e mostrai' a eles do que  capaz. Desta maneira voc realmente poder vingar-se. Mas mat-los e depois matar a si mesmo no lhe trar satisfao alguma.
       - Odeio-os - clamou ele.
       - Enquanto os odiar vai destruir-se - disse eu. - O dio destri mais a pessoa que odeia do que aos outros. Por que no experimenta Jesus? - perguntei. -
Quando Jesus entra em seu corao, todo o poder de Deus vem e habita em voc. O poder de Deus fluir atravs de voc. Deus o tocar, o curar e restaurar sua vida.
Voc pode reconstruir sua vida e isso seria vingana verdadeira contra seus inimigos.
       Enviei-o  Montanha da Orao, onde ele aceitou a Jesus Cristo como seu Salvador pessoal. Contudo, ele no podia perdoar de todo sua esposa. Pedi-lhe, pois,
que bendissesse sua esposa.
       -  A melhor maneira de perdoar sua esposa  bendiz-la. Abenoe-lhe o esprito, alma, corpo e vida. Ore para que Deus abra as portas do cus e derrame bnos
sobre ela.
       - No posso abeno-la! - exclamou ele. - No a amaldioarei, porm no a bendirei!
       Respondi:
       - Se no a abenoar, no ser curado. Ao abenoar, as bnos comeam em voc, voc vai aproveitar mais de suas bnos do que ela. Temos um ditado que diz:
"Se desejas sujai' o rosto dos outros com barro, ter primeiro de sujar suas mos.'' De modo que se amaldioar sua mulher, a maldio primeiro tem de sair de sua
boca e voc ser amaldioado primeiro. Mas se abenoar sua esposa, a palavra de bno proceder de seu corao, saindo-lhe pela boca e voc ser abenoado primeiro.
Assim sendo, v em frente e bendiga-lhe.
       Ele comeou a abeno-la. A princpio por entre os dentes. Orou: " Deus, abenoa ... minha mulher. Abenoa-a ... E ... d-lhe a salvao.  Deus, d-lhe
.. a bno.''
       Ele continuou a bendizer-lhe e em menos de um ms foi completamente curado da tuberculose e sua vida foi transformada. O poder de Deus comeou a emanar dele
e sua face brilhava.
       Ao encontr-lo, um ms mais tarde, ele exclamou excitadamente:
       - Oh, Pastor Cho, regozijo-me no Senhor! Louvo a
       Deus porque agora realmente aprecio de verdade a minha esposa. Foi por ela ter-me deixado que encontrei Jesus. Oro por ela todos os dias. Renovei minha licensa
para dirigir tratores. Tenho um novo emprego; estou construindo um novo lar e espero que minha esposa volte paia mim.
       Este homem louvava ao Senhor. Ele reconstrua sua vida atravs do poder de Deus que tinha comeado a emanar de sua vida. Ele estava curado de esprito e corpo.
       Se no se livrar de seu dio no poder entrar em contato com o Senhor. Quando voc sair a pregar o evangelho deve ajudar as pessoas a compreender isto.
       Certo dia uma professora veio ver-me. Ela era diretora de uma escola e sofria de artrite. Tinha ido a todos os hospitais mas no tinha sido curada. Impus
as mos sobre ela, orei, repreendi a doena, gritei, fiz tudo o que podia, mas Deus no a tocou.
       Muitas pessoas tinham sido curadas na igreja, mas a despeito de tudo, ela no era curada. Afinal comecei a desistir. Mas certo dia o Esprito Santo disse:
       "No grite. Ore e repreenda. No posso fluir atravs dela porque ela odeia o ex-marido."
       Eu sabia que ela se tinha divorciado dez anos antes. Ento, enquanto ela estava sentada  minha frente, eu disse;
       -  Irm, por favor, divorcie-se de seu marido. Ela olhou para mim e disse:
       - Pastor, o que o senhor quer dizer com divorciar--me de meu marido? Ns estamos divorciados h mais de dez anos.
       -  No, no esto - respondi-lhe.
       - Oh, sim! - insistiu ela.
       - Sim - respondi -,  claro que esto, legalmente. Mas mentalmente voc nunca se divorciou dele. Voc o amaldioa todas as manhs. Todos os dias voc o amaldioa
e odeia; em sua imaginao nunca se divorciou de seu marido. Em sua mente ainda vive com ele, e esse dio est-lhe destruindo e secando-lhe os ossos. Por causa disto
sua artrite no tem cura. Mdico algum poder cur-la. Retorquiu ela:
       -  Mas ele causou-me tanto prejuzo. Quando me casei com ele, ele nunca arrumou um emprego. Esbanjou todo o meu dinheiro. Destruiu minha vida e depois foi
viver com outra mulher. Como  que posso am-lo?
       Respondi:
       -  Am-lo ou no  problema seu; mas se no o amar, morrer de artrite. A artrite somente ser curada pelo poder de Deus. O poder de Deus jamais cair do
cu como um meteoro a fim de toc-la e cur-la.
       - No! - continuei. - Deus habita dentro de voc, e ele vai emanar de seu interior e cur-la. Mas seu dio impede o fluxo do poder de Deus. Por favor, comece
a bendizer seu marido. Bendiga seu inimigo e faa o bem a ele. Ento aprender a am-lo e criar um canal pelo qual o Esprito de Deus vai fluir e toc-la.
       Ela tinha o mesmo problema do homem que sofria de tuberculose. Chorando, ela disse:
       - No posso am-lo. Pastor, por favor, perdoa-me. No o odiarei, mas no o amarei.
       - Voc no pode parar de odi-lo se no o amar - respondi. - Veja seu marido atravs da imaginao. Toque-lhe e diga-lhe que o ama e abenoe-o.
       Uma vez mais ela relutava. De modo que fiz uma orao por ela. Ela chorava mordendo os dentes. Mas afinal comeou a sentir amor por ele e orando, pediu a
Deus que o abenoasse, que o salvasse e que lhe desse todas as boas coisas. O poder de Deus comeou a fluir atravs dela e ela foi tocada. Em menos de trs meses
foi libertada de sua artrite.
       Sim, Deus habita em voc. Mas se voc no se livrar do dio, esse arquiinimigo, o poder de Deus no poder fluir por seu intermdio.

           

       Muitas pessoas vivem em temor,  nossa responsabilidade como cristos ajudar essas pessoas a livrar-se deste medo, o segundo pecado neste grupo de quatro.
       Tambm j sofri de tuberculose. Sofri de tuberculose porque estava constantemente vivendo sob o temor da tuberculose. Na escola secundria, eu tinha uma aula
na qual devia lidar com garrafas de lcool com ossos e intestinos humanos. A simples vista destas garrafas enchia-me de pavor.
       Certa manh o professor de biologia falava sobre a tuberculose. Naquela poca no havia drogas miraculosas, e o professor disse que se contrassemos tuberculose
estaramos perdidos, e nossos intestinos teriam a aparncia dos que estavam naquelas garrafas, para o resto de nossa vida.
       Falou dos perigos da tuberculose e no final da aula disse:
       - H pessoas que nascem com tendncia para a tuberculose. Homens com ombros estreitos e pescoo comprido so mais propensos a contrair tuberculose. Todos
os alunos comearam a esticar os pescoos e a medi-los, como se fossem cegonhas. Olhando para meus companheiros, vi que eu tinha o pescoo mais comprido de todos.
Imediatamente tive o pressentimento de que contrairia tuberculose. O temor oprimia-me o corao. Quando cheguei a casa, olhei no espelho. Medi o pescoo a tarde
toda. O temor invadiu-me e comecei a viver sob o agudo temor da doena.
       Quando completei dezoito anos de idade sofri de tuberculose. O semelhante atrai o semelhante, e o igual produz seu igual. Se a pessoa tiver medo, o diabo
tem um canal aberto pelo qual atingi-la; temor  f negativa. De modo que como eu tinha medo da tuberculose, contra tuberculose, e  medida que vomitava sangue,
dizia a mim mesmo: "Sim,  exatamente isto o que eu esperava.'
       Eu tinha lido em certo peridico mdico da Coria que muita gente morre por hbito. Pensava comigo mesmo: "Como  que a gente pode morrer por hbito?" Ento
reli o artigo.
       Esses mdicos, no-cristos, falavam do importante papel que o medo tem em nossa vida. Por exemplo, um homem de apenas 50 anos de idade, j av, morreu de
presso alta. Seu filho, chegando aos 50 anos tambm morreu de presso alta. Agora o neto vive em constante temor de morrer de presso alta.
       Ao chegar aos 50 anos de idade, no instante em que sentir alguma tontura ele h de pensar: "Oh, isso  um ataque de corao." Se sentir alguma dor no peito
espera imediatamente outro ataque; vive cada dia com seu temor e expectativa. O medo cria esta situao em seu corpo, e logo ele h de morrer de um ataque cardaco.
       Muitas mulheres morrem por causa do medo do cncer. Certa mulher poderia dizer:
       -  Bem, minha tia morreu de cncer, minha me morreu de cncer, de modo que, com toda certeza, tambm morrerei de cncer.
       Quando essa mulher chegar  mesma idade com a qual sua tia e sua me faleceram, e sentir qualquer tipo de dor, poder dizer:
       - Oh, isto  o cncer. Certamente est chegando o meu tempo -. Ela h de esperar todos os dias, dizendo  a si  mesma  que vai  sofrer de  cncer,  e repetir
esse pensamento muitas vezes.  desta maneira que os mdicos diziam que as pessoas morriam por hbito. Se a pessoa tiver um temor especfico, ento o poder da destruio
comea a fluir.
       Em 1969, quando Deus me pediu que renunciasse ao pastorado de minha segunda igreja, eu tinha 10.000 membros batizados com uma assistncia regular de 12.000.
Eu vivia feliz, sentia-me bem e satisfeito. Tinha uma linda casa, uma esposa maravilhosa, filhos, carro do ltimo modelo e at chofer. Ento eu disse:
       "Deus, vou ficar nesta igreja at que meus cabelos se tornem brancos."
       Mas certo dia, enquanto orava em meu escritrio, o Esprito Santo veio e disse:
       "Cho, seu tempo aqui terminou. Voc deve preparar-se para mudar."
       "Oh, Senhor", disse eu, "mudar-me? J comecei uma igreja, e esta  a segunda que comeo e edifico. Desejas que eu v abrir um terceiro trabalho? Por que deve
ser sempre eu quem d incio a novas obras? Ests escolhendo a pessoa errada. Dize a outro que v."
       Assim comecei a discutir com o Senhor.
       Ningum, entretanto, deve argumentar com Deus, porque ele sempre tem razo. Finalmente, Deus persuadiu-me, dizendo:
       "Voc deve ir e edificar uma igreja com espao para 10.000 pessoas. Uma igreja que possa enviar pelo menos 500 missionrios."
       "Pai", repliquei, "no posso fazer isso. Tenho pavor mortal de edificar uma igreja desse tamanho."
       Mas Deus disse:
       "No; disse-lhe que v e voc tem de ir."
       Consultei um construtor acerca dos custos. Disse--me ele por alto que eu ia precisar pelo menos de dois milhes e meio de dlares, s para a igreja. Para
o terreno precisava de outro meio milho e para o terreno contguo a fim de construir o complexo de apartamentos outros dois milhes. Um total de no menos cinco
milhes de dlares.
       Perguntou-me quanto dinheiro eu tinha. Disse-lhe que possua dois mil e quinhentos dlares. Ele olhou para mim estupefato, sacudiu a cabea e no disse nada.
       Ento fui a uma reunio dos ancios da igreja e contei-lhes o plano. Certo ancio disse:
       -  Pastor, quanto dinheiro o senhor vai conseguir nos Estados Unidos?
       - Nenhum centavo - disse-lhe eu. Disseram:
       -   O senhor  um bom homem, um ministro genuno, mas no  homem de negcios. No  assim que se constri uma igreja e um complexo de apartamentos.
       Ento reuni meus 600 diconos. Quando lhes contei o plano, comearam imediatamente a agir como coelhos assustados, como se eu fosse impor-lhes um tributo
de sangue.
       Senti-me desnorteado. Estava cheio de medo. Fui ao Senhor.
       "Senhor, ouviste todas as palavras dos ancios e dos diconos. Esto todos de acordo, de modo que o senhor tem de pensar sobre este assunto de novo."
       Ento o Esprito falou ao meu corao:
       "Filho, quando foi que lhe pedi que fosse falar com os ancios e com os diconos?
       "Ento eu no devia?" perguntei.
       O Esprito respondeu:
       "Mandei que voc construsse uma igreja, no que a discutisse. Essa  minha ordem."
       Levantei-me, dizendo:
       "Sim, se essa  tua ordem, cumpri-la-ei."
       Fui  Prefeitura e comprei a crdito quase dois hectares no bairro mais caro, situados em frente do edifcio do Congresso, um dos lugares mais cobiados de
toda a Coria. Depois fui ao construtor e assinei um contrato com ele para a construo da igreja e do complexo de apartamentos, tudo a crdito. Pensei com meus
botes: 'Eles construiro a igreja. Eu confiarei em Deus e verei o que acontece."
       No dia em que comearam as obras fizemos um culto especial. Finalizado o culto, fui ver como as coisas andavam. Pensei que os trabalhadores abririam umas
poucas valas e que ali comeariam a colocar o cimento para os alicerces e que em pouco tempo o edifcio estaria terminado. Mas havia dzias de buldzeres trabalhando
e cavando a terra como se fossem fazer um lago.
       Fiquei louco de medo e perguntei:
       "Pai, vs como estes homens esto cavando? Eu terei de pagar por tudo isso? No posso."
       Fiquei paralisado de medo. Meus joelhos comearam a tremer. E pela imaginao me vi sendo levado num carro da polcia. Ajoelhei-me e orei:
       "Oh, Deus, que posso fazer? Onde devo me enfiar? Onde ests tu? Sei que s o Recurso total, e coloco minha confiana em ti."
       Enquanto orava, tive uma viso de Deus trabalhando, e o medo me deixou. Quando abri os olhos e de novo vi as obras, voltei a sentir-me cheio de medo. Por
isso, durante o tempo que a construo durou, vivi mais com os olhos fechados do que com eles abertos.
       O mesmo princpio  verdadeiro em muitas situaes. Se voc olhar para suas circunstncias com seus olhos, e com seus sentidos, Satans o destruir com o
temor. Mas se fechar os olhos e olhar para Deus, ento poder crer.
       H dois tipos diferentes de conhecimento: Conhecimento sensrio e conhecimento revelado. Devemos viver pelo conhecimento revelado encontrado do Gnesis ao
Apocalipse, no por nosso conhecimento sensrio.
       Devemos instruir as pessoas a desistirem do temor do seu ambiente e de suas circunstncias. Se no o fizerem, no podero desenvolver a f, nem Deus poder
fluir atravs delas. Pea-lhes que entreguem seus temores ao Senhor; ensine-lhes a colocar sua f somente na Palavra de Deus.

           

       Muitas pessoas vivem com complexos de inferioridade e esto constantemente frustradas: esse sentimento de inferioridade  a terceira rea problemtica que
discutirei.
       Se as pessoas sentirem-se inferiores por viverem numa rea de favelas, voc no as poder tirar dali. Talvez tenham fracassado em seus negcios e se resignaram
a ser fracassos. Mas enquanto tiverem essa atitude, voc no as pode ajudar. Voc deve pedir que cada um entregue seu complexo de inferioridade a Deus e permita-se
ser reconstrudo pelo amor de Deus.
       Certo dia um menino matou o irmo menor com uma faca. A notcia causou sensao imediata. Os pais amavam o menino falecido com grande ardor. Louvavam-no constantemente
na presena do irmo maior. O irmo maior comeou a sentir-se desprezado e inferior. Certo dia quando os pais estavam fora, o irmo menor chegou da escola e o mais
velho o matou. O complexo de inferioridade  muito destrutivo.
       Uma vez sofri de um complexo de inferioridade. Depois de lutar durante dois anos em meu primeiro trabalho pioneiro, a igreja comeou a crescer. Mas era uma
igreja muito barulhenta, uma verdadeira igreja pentecostal. Muita gente recebia o batismo no Esprito Santo e muitos eram curados de diversas doenas. Certo dia
o executivo principal de nossa denominao mandou chamar-me. Nessa poca eles estavam em meio caminho entre os pentecostais mais ardorosos e os presbiterianos mais
conservadores. Perguntaram-me:
       -  Voc realmente est orando pelos enfermos e fazendo com que as pessoas gritem e falem em outras lnguas em seus cultos?
       - Sim - respondi.
       - Voc  um fantico - asseveraram.
       -  No sou fantico. Fao tudo de acordo com o ensino bblico - defendi-me.
       Depois de discutirem este assunto, cassaram minha licena ministerial e me mandaram embora. Fui expulso de minha prpria denominao. Depois de algum tempo
o missionrio John Hurston veio e me levou de volta.
       Ao ser expulso fui atingido por sentimentos de inferioridade. Esse complexo de inferioridade produziu em mim um sentimento de destruio. Foi-me difcil sair
dessa situao.
       Na poca em que os membros da Comisso Executiva me expulsaram, entretanto, no sabiam que certo dia eu seria Superintendente Geral dessa mesma denominao.
Esse foi um cargo que ocupei at recentemente. Quando fui eleito para esse cargo tnhamos somente 2.000 membros. Aplicando as leis da f e ensinando-as aos pastores,
tivemos um rpido crescimento. Quando pedi demisso do cargo, as estatsticas revelaram que a denominao contava com um total de 300 igrejas com mais de 200.000
membros.
       Devemos lidar com os que se sentem incapazes de vencer na vida. Devemos tir-los de sua depresso e pessimismo. Edific-los no amor de Jesus Cristo e dar--lhes
f, dizendo-lhes que nada  impossvel ao que cr. Devemos cur-los e trein-los. Logo eles se desfaro de seu sentimento de inferioridade.
       Certo domingo de manh, enquanto pregava no segundo culto, vi um homem que eu sabia estar mentalmente doente. Ele foi trazido com os ps e mos amarrados.
Nesse dia estvamos fazendo compromisso para terminarmos com xito a quinta etapa da construo. Muitas pessoas estavam preenchendo cartes de compromisso. Quando
esse homem recebeu um carto ele o preencheu com a quantia de 100 dlares.
       Sua esposa riu quando os diconos passaram para recolher as ofertas.
       - No acredite nele - disse ela. - Ele est doido. Mas depois do culto, quando o fui ver, ele estava completamente curado pelo poder do Esprito Santo. Estava
de novo em perfeito juzo, plenamente consciente do que fazia e dizia. Tinha sofrido de um profundo complexo de inferioridade. Explicou:
       -  Eu tinha um fbrica de fertilizantes, mas fui  falncia. Fiquei to preocupado que perdi a razo. Ento levaram-me para um hospital psiquitrico onde
recebi uma srie de eletrochoques. Mas nunca me curaram.
       "Mas enquanto estava sentado ali ouvindo as suas palavras, subitamente sa de meu estado mental e tive conscincia da realidade. Perdi meus amigos, meu prestgio
e meu crdito. Tenho uma montanha de dvidas. No posso fazer nada. No sou ningum.
       - Voc  alguma coisa - disse-lhe eu. - Voc no  inferior. Voc veio a Jesus e agora todo o poder de Cristo e todos os seus recursos residem em voc. Voc
        um homem de Deus. Levante-se vitoriosamente. Voc tem dentro de si todo o poder e todos os recursos de Deus, a espera de serem liberados.
       - Que tipo de trabalho posso fazer? - perguntou--me.
       -  No sei - respondi -; mas continue a ler a Bblia e a orar.
       Certo dia ele voltou cheio de entusiasmo.
       -  Pastor, li o versculo da Bblia que diz sermos o sal e a luz do mundo. Que lhe parece eu entrar no negcio de vender sal a varejo?
       - Se voc acredita nisso, v em frente - disse-lhe eu. - Faa-o!
       Ele se foi e comeou a vender sal em pequena escala. Pagou seus dzimos. Pagou a promessa que tinha feito e regozijava-se muito no Senhor. Deus comeou a
abeno-lo e seu negcio de vender sal prosperou muito. Com o passar do tempo ele construiu um grande armazm  beira do rio, onde colocou um capital de 50.000 dlares
em sal.
       Mas certa noite de vero choveu torrencialmente e pela manh quando me levantei a rea toda estava inundada. O armazm dele estava inundado. Fiquei apreensivo.
Nessa tarde, depois de parada a chuva, corri  casa dele.
       Outros artigos e materiais podem ser recuperados depois de uma inundao, mas o sal  muito amigo da gua. Ao entrar no seu armazm vi que todo o sal tinha
desaparecido. O homem, agora ancio de minha igreja, estava assentado no meio do depsito, cantando e louvando a Deus. Entrei, sem saber se ele estava em perfeito
juzo ou no. Cheguei-me a ele e perguntei:
       - Voc est bem ou est louco?
       - Pastor, estou perfeitamente bem - sorriu ele. - No estou louco. No se preocupe. Perdi tudo. Deus o levou. Mas como o senhor sempre me tem dito, os recursos
todos esto dentro de mim. A gua pode levar-me o sal, mas no pode desfazer os recursos da presena de Deus que em mim habita. Posso fazer brotar esses recursos
novamente atravs da f e da orao. Espere s. D-me tempo. Levantarei meus negcios de novo.
       J no sofria de nenhum complexo de inferioridade. Estava cheio de confiana. Hoje ele  um multimilionrio e continua a vender sal. Tambm comeou a fabricar
relgios e tem sua fbrica prpria. Ele j me acompanhou a Los Angeles, a Vancouver e a Nova Iorque. Recentemente fez uma viagem  Europa.
       Este homem  somente um exemplo de como podemos ajudar as pessoas a se livrarem de seus sentimentos de inferioridade, dando nfase a todos os recursos de
Deus que lhes esto  disposio.

           

       Muitas pessoas tambm sofrem de sentimentos de culpa. Esse  o quarto problema que deve ser vencido antes que o cristo possa trabalhar ativamente com Deus;
pois enquanto a pessoa sofrer de culpa, Deus jamais poder fluir atravs dela.
       Precisamos ajudar as pessoas a se livrarem de seus sentimentos de culpa. Precisamos faz-las compreender que quando se sentem indignas e cheias de culpa,
simplesmente podero vir ao Senhor e ele as limpar.
       Certo dia eu estava em meu escritrio quando entrou um lindo casal. O homem era uma pessoa muito elegante e a esposa uma senhora adorvel. Embora essa adorvel
senhora tivesse mais ou menos trinta anos de idade, parecia velha, emaciada e quase nem podia abrir os olhos.
       O marido disse:
       -  Pastor, minha mulher est morrendo. J tentei tudo: psicologia, psiquiatria e todos os remdios imaginveis. Sou rico. J gastei milhares e milhares dlares
com ela, mas os mdicos nada puderam fazer. Agora desenganaram-na. Ouvi dizer que o senhor realmente tem ajudado muita gente e que muitos foram curados.
       Disse-lhe que tudo isso era verdade e olhei para ela procurando o discernimento e a sabedoria de que ela precisava nesta situao. Orei silenciosamente: "Senhor,
ela veio at aqui. Agora o que fao?"
       Imediatamente a voz suave de Deus falou: "Ela sofre de uma doena psicossomtica. No  uma doena orgnica,  mental." Pedi que o marido sasse do escritrio
e voltando-me para a mulher, disse:
       -  A senhora deseja viver?  preciso que viva por causa de seu marido, pelo menos. Se a senhora tivesse de morrer, j devia t-lo feito, pois agora tem trs
filhos. Se morrer agora, deixando os filhos para seu marido cuidar, realmente atrapalhar a vida dele. Portanto, de uma maneira ou de outra  preciso que a senhora
viva para seu marido e seus filhos.
       - Gostaria de viver - disse-me ela.
       -  Ento posso ajud-la, mas somente com uma condio. Deve contar-me sua vida passada - respondi.
       Ela se aprumou na cadeira e com ira nos olhos respondeu:
       - Ser que estou na delegacia de polcia? O senhor  um ditador? Por que me pede isso? Isto no  um interrogatrio e no tenho de revelai' meu passado.
       - Ento no poderei ajud-la - respondi. - Se a senhora persistir nesse curso de ao, vou pedir que Deus revele diretamente as reas problemticas de seu
passado.
       Ela ficou espantada e tirando um leno da bolsa comeou a chorar. Depois de um longo suspiro, disse:
       -  Pastor, vou revelar meu passado, mas no acho que seja esse o meu problema.
       -  Sim,  - disse eu. - Essa  a causa de seus problemas.
       - Meus pais morreram quando eu era bem jovem  praticamente fui criada por minha irm mais velha. Minha irm era como uma me para mim. e meu cunhado como
um pai. Tomaram conta de mim e morei com eles durante meu tempo de ginsio, colegial e faculdade.
       "No meu terceiro ano de faculdade minha irm foi para a maternidade a fim de dar  luz seu ltimo filho. Durante o tempo em que ela esteve l eu tomei conta
da casa e das crianas. Sem saber o que estava acontecendo, meu cunhado e eu nos apaixonamos.
       "No sei o que aconteceu comigo, mas camos num relacionamento imoral; logo a culpa alojou-se em meu corao. Desse momento em diante eu morria de culpa.
Mas meu cunhado continuava a telefonar-me de seu escritrio e constantemente nos encontrvamos em motis, hotis e estaes de gua.
       "Tive vrios abortos e ainda assim no podia recusai" os pedidos de meu cunhado. Eu morria de medo de minha irm descobrir, por isso meu cunhado intimidava-me
continuamente. Eu estava sendo destruda aos poucos.
       "Ao formar-me, decidi que me casaria com o primeiro homem que me propusesse casamento Encontrei um emprego e o jovem que agora  meu marido pediu-me que me
casasse com ele. Nada perguntou do meu passado. Aceitei porque assim me afastaria de meu cunhado. Casei-me com ele e com o correr do tempo ele se tornou muito rico.
Demitiu-se de seu antigo emprego e comeou o seu prprio negcio. Agora est rico. Temos um bom lar, dinheiro, tudo.
       "Mas desde o dia que ca com meu cunhado, tenho sofrido destes fortes sentimentos de culpa. Sempre que tenho relaes com meu marido sinto-me como se fosse
uma prostituta. No tenho o direito de receber o seu amor. Por dentro choro amargamente. Meus filhos so como anjos. Gostam de me abraar, dizendo: "Mame!" E odeio
a mim mesma. Sei que sou uma prostituta. No sou digna de receber este tipo de amor de meus filhos. No gosto de ver meu rosto no espelho e  por isso que me visto
de maneira to desleixada. Perdi o apetite e no sinto nenhuma felicidade ou alegria no corao.
       - A senhora deve perdoar-se a si mesma - disse--lhe. - Tenho boas-novas para a senhora. Jesus Cristo veio e morreu na cruz pela senhora e pelos seus pecados.
-   Nem mesmo Jesus pode perdoar os meus pecados - clamou ela, chorando. - Meus pecados so grandes e profundos demais para serem perdoados. Fiz de tudo. Todo mundo
pode ser perdoado, menos eu! Enganei minha irm e no posso confessar--lhe o que fiz! Isso prejudicaria sua vida toda.
       Indaguei silentemente:
       "Senhor, como posso ajud-la agora? Tens de ajudar-me."
       Ento ouvi um suave cicio em meu corao e subitamente ocorreu-me uma idia.
       -   Irm, feche os olhos - pedi-lhe, fazendo o mesmo. - Vamos at um lago lindo e silencioso. Agora estamos assentados  margem do lago. H muito cascalho
ao nosso redor. Tenho na mo uma pedrinha de cascalho. Por favor, apanhe uma pedra grande. Joguemos o cascalho e a pedia dentro do lago.
       Vou jogar primeiro. Segura a pedrinha e jogo-a no lago. Ouviu o barulho da gua? Um leve murmrio e umas ondas. Onde est minha pedrinha agora?
       -  Foi para o fundo do lago - respondeu ela.
       - Certo - respondi. - Agora  sua vez. Jogue a sua pedra. Sim, a senhora pode jog-la ... muito bem. Qual foi o barulho dela?
       -  Foi grande e formou grandes ondas - respondeu ela.
       - Mas onde est sua pedra? - perguntei.
       - No fundo do lago - respondeu ela.
       - Bem, parece que ambas as pedras foram para o fundo do lago quando as jogamos. A nica diferena foi  rudo e as ondas. A minha fez um barulhinho e a sua
produziu um grande rudo. A minha produziu pequenas ondas, a sua produziu ondas enormes. As pessoas vo para o inferno com pecados pequenos e grandes, pois esto
sem Jesus Cristo. E qual  a diferena? O rudo e a sua influncia na sociedade. Todo mundo precisa do perdo de Jesus Cristo. O sangue de Jesus cura todos os pecados,
grandes ou pequenos.
       Isto tocou-lhe a alma e ela despertou para a verdade.
       - Quer isso dizer que Deus pode perdoar os meus pecados?
       -  claro - respondi.
       Ela afundou-se na cadeira chorando e estremecendo-se. Tentei encoraj-la, mas ela continuou a chorar. Ento coloquei a mo sobre sua cabea e levei-a a fazer
a orao do pecador.
       Depois da orao, quando ela levantou o rosto vi seus olhos brilhando como estrelas. De sua face comeou a irradiar glria. Ela levantou-se, exclamando:
       - Pastor, estou salva! Todos os meus fardos foram desfeitos!
       Comecei a cantar e  ela a danar. At este momento ela nunca tinha danado de alegria perante o Senhor, mas neste dia ela pulava e danava fazendo tanto Barulho
que o marido escutou e correu para ver o que se passava em meu escritrio.
       Ao v-lo, ela correu para ele e abraou-o com fora.
       Ela nunca tinha feito isto antes e seu marido estava assombrado.
       Perguntou:
       - O que o senhor fez com ela?
       - Deus realizou um milagre! - respondi alegremente. E voltando-me para a esposa, disse:
       - Deve entregar todo o seu corao ao Senhor. Ele fez grandes coisas por voc
       Em breve ela tinha livrado totalmente o seu sentimento de culpa. O poder de Deus emanou de seu Interior e ela foi curada por completo.
       Esse casal agora  membro de minha igreja e sempre que olho para o rosto dessa senhora, no posso deixar de pensar no amor de Jesus Cristo. Agora ela no
tem doena alguma. Foi completamente curada. Ao soltar seu sentimento de culpa, o poder de Deus pde fluir.
       Irmos e irms em Cristo, neste instante vocs tm todo o poder de Deus dentro de coes. Podem recorrer a esse poder para seus gastos, suas roupas, seus livros,
sua sade, seu negcio, tudo!
       Quando sarem para pregar o evangelho no estaro pregando um objetivo vago, uma teoria, uma filosofia ou uma religio humana. Na verdade estaro ensinando
as pessoas a destapar o manancial inesgotvel dos recursos morais e espirituais.
       Estaro dando Jesus para as pessoas e por meio de Jesus, Deus vem e habita em seus coraes.

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